Cosméticos

16 de maio de 2014

Cosméticos: Cosméticos infantis crescem acima da média

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Difícil obter informações exatas sobre a relevância do mercado dos cosméticos e produtos de higiene dedicados a bebês, crianças e adolescentes. Pode-se perceber que ele já é bastante significativo: em 2013, o segmento qualificado como ‘Produtos Infantis” representou 4,5% do faturamento total da obtido pela indústria brasileira de cosméticos, higiene pessoal e perfumaria, estima o Caderno de Tendências 2014-2015 da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

    Ao menos no segmento composto pelos produtos para bebês, esse parece ser também um mercado em expansão: “Ele cresce acima da média de toda essa indústria, seja pela ascensão da classe média, seja pela maior preocupação com a saúde e o bem-estar das crianças”, observa Maurício Lopes, da Oxiteno. Expande-se também a categoria dos produtos para proteção solar.

    Lopes cita, como nicho com crescimento bastante acentuado, aquele composto pelos sabonetes com funções bactericidas, fortemente posicionados para uso infantil. “Lançamos há cerca de um ano uma solução específica para essa aplicação: o Alkopon NS Eco 92, um tensoativo aniônico com reologia apropriada para sabonetes antibacterianos”, ressalta.

    O mercado dos produtos para bebês, especificamente, em toda a América Latina registrou no ano passado incremento de 12%, relata Renata, da Croda. Crescem de forma bastante intensa os filtros solares adequados para aplicação em bebês, segmento em que se fortalece a demanda por produtos compostos apenas com filtros inorgânicos, e para o qual a Croda oferece uma linha composta por dispersões de dióxido de titânio e oxido de zinco.

    Renata vê potencial de desenvolvimento acentuado de um nicho tido por ela como ainda negligenciado: os teens, para os quais a indústria desenvolve basicamente artigos muito específicos; por exemplo, produtos para tratamento antiacne, quando nem todo adolescente tem acne (e mesmo quando tem, apresenta outras demandas). “Creio, porém, que crescerá esse segmento, cujos produtos têm apelo um pouco mais adulto – relativamente ao kids –, mas são desenvolvidos para cabelos e peles ainda com semelhanças aos das crianças”, projeta a gerente da Croda.

    Para ela, é válido o atual processo de revisão da regulamentação dos cosméticos infantis: “Ainda vemos produtos utilizados em xampus, loções e condicionadores capazes de impactar a proteção natural, como muitos emulsionantes etoxilados, xampus com alto teor de tensoativos e sistemas condicionantes leave-on, que não recebem enxague, e assim permanecem por mais tempo nos cabelos, utilizando catiônicos conhecidos por seu potencial irritante”, justifica Renata.



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