Cosméticos

15 de novembro de 2009

Cosméticos – Combinações adequadas dos tensoativos deixam a pele e os cabelos mais limpos e saudáveis

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Cosméticos, Tensoativos

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    peculiar estrutura anfifílica das moléculas dos tensoativos, com uma extremidade solúvel na água e outra solúvel em óleos, os coloca como ingredientes principais dos xampus e condicionadores para cabelo. A escolha adequada desses ingredientes permite a obtenção de cabelos brilhantes, macios e facilmente penteáveis, sem prejuízo do volume. Produtos inadequados deixam os cabelos secos, eriçados e difíceis de pentear. Ou, ainda, escorridos e com aspecto grudento, um visual “pesado”.

    Os xampus precisam de moléculas capazes de tornar as gorduras e sujeiras solúveis ou dispersíveis na água, limpando os cabelos. Essa remoção da gordura e das sujidades, porém, deve ser feita sem danificar os fios e nem o couro cabeludo. Além disso, um xampu moderno deve repor uma parte da gordura retirada, melhorando o brilho e a facilidade de pentear, bem como manter o equilíbrio lipídico da região.

    Produtos para a pele contam com os tensoativos para formar emulsões óleo-água estáveis, formando cremes, pastas e loções de fácil aplicação e excelente cobertura da superfície a proteger. É o caso dos protetores solares, nos quais o desempenho do tensoativo é importante para o espalhamento adequado dos componentes protetores sobre a pele.

    Do ponto de vista dos negócios, esse segmento de mercado apresenta um dinamismo interessante, apontando para a formação de conglomerados de porte global. Isso pode ser comprovado por negociações realizadas durante os cinco últimos anos, como a compra da Uniqema (ex-ICI) pela Croda, ou a aquisição da McIntyre pela Rhodia. Além disso, por se tratar de um mercado que valoriza a inovação, empresas de porte menor conseguem resultados surpreendentes.

    O mercado brasileiro de produtos cosméticos e de higiene pessoal cresce anualmente na casa dos dois dígitos desde o Plano Real, de 1993. A crise econômica de setembro de 2008 não interrompeu a sequência, mas seus efeitos podem redundar em uma desaceleração lenta, apontando para um crescimento próximo a 9% para 2009, marca ainda invejável. O Brasil já é citado como o terceiro maior mercado mundial desse setor, superado apenas pelos Estados Unidos e Japão. E, este último, por pouco.

    Química e Derivados, Paulo De Biagi, Diretor para a América Latina da área de personal care da divisão Novecare, Tensoativos

    Paulo De Biagi: início da produção em Santo André segue mercado

    A pujança do mercado brasileiro atrai investimentos produtivos. É o caso da divisão Novecare da Rhodia, que iniciará em 2010 a fabricação de amidoaminas e alcanolamidas em Santo André-SP, insumos usados como tensoativos secundários em xampus. “Estudamos o mercado e verificamos ser essa a maior demanda dos produtores locais de cosméticos e artigos de higiene pessoal”, justificou Paulo De Biagi, diretor para a América Latina da área de personal care da divisão Novecare.

    O investimento é importante para reforçar a participação da companhia no mercado local, muito aquém do share dominado por ela no mercado global. Essa produção usará instalações multipropósito do site, demandando pequenos investimentos de adaptação. A matéria-prima será o óleo de coco importado, por falta de oferta nacional estável.

    Os produtos para cabelos – xampus, condicionadores, cremes e máscaras – são os maiores consumidores de tensoativos. No entanto, os insumos de maior valor são direcionados para as linhas para a pele, que têm o melhor potencial de introdução de itens mais sofisticados e caros. “A suavidade e o baixo potencial de irritação são características mais críticas nos produtos para a pele, tornando mais fácil a aplicação de novos ingredientes de melhor desempenho e com custo mais alto”, explicou Sérgio Gonçalves, gerente de marketing para a América Latina da Croda do Brasil.

    Entre as tendências de mercado para os tensoativos de uso cosmético, podem ser citadas a vegetalização e a eliminação ou redução dos compostos etoxilados e dos sulfatados. “Os europeus falam muito, mas isso está distante da realidade porque é difícil conseguir boa detergência e funcionalidade geral sem etoxilados e sulfatados”, ponderou Joãosinho Di Domenico, diretor técnico e industrial da Polytechno, conhecida produtora nacional de produtos químicos para o setor. Dos seus reatores saem ésteres, anfóteros, alcanolamidas, sulfosuccinatos, tensoativos não-iônicos e quaternários de amônio para a indústria de cosméticos e produtos de higiene pessoal. Fornece também bases prontas de tensoativos e doadores de consistência para xampus e emulsões. Além da fabricação própria, oferece óleos e manteigas vegetais especiais da sueca AAK, bem como as especialidades da Bioextract, Dow Personal Care (polímeros celulósicos e quaternários), Exsymol Sam (peptídeos e silício orgânico) e Lucas Meyer (fosfolipídeos e bioativos).


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