Cosméticos

3 de setembro de 2004

Cosméticos: BRASIL consolida posição de exportador de produtos

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Publicado por: Rose de Moraes
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    A Cosmoprof Cosmética 2004 – 14 ª Feira Internacional de Beleza, versão nacional da Cosmoprof de Bologna, foi palco de mais de mil lançamentos apresentados por mais de 500 empresas. Organizada de 11 a 14 de setembro, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, pela Alcântara Machado, a feira não só destacou a pujança da indústria cosmética brasileira, como também apresentou a perspectiva de consolidar o País em posições supe­ravitárias nas exportações. Atualmente, o Brasil já exporta para mais de cem países. Em 2003, faturou US$ 225 milhões com vendas no mercado externo e, neste ano, deverá alcançar cifra próxima aos US$ 280 milhões com exportações.

    Ocupando o 7° posto no ranking mundial da indústria cosmética, segundo o instituto de pesquisas Euromonitor, o Brasil quando analisado por segmentos representa o terceiro mercado mundial em produtos para cabelos, sétimo em produtos masculinos, fraldas e absor­ventes descartáveis e produtos para higiene oral, oitavo em bronzeadores e protetores solares, nono em produtos para banho e décimo em maquilagens, cremes e loções para a pele.

    Mas, além da grandeza dos vários segmentos, a indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosmé­ticos conquista a cada ano maior vigor, tornando-se área de negócios das mais expressivas da economia. Em 1999, o faturamento líquido do setor foi de R$ 6,6 bilhões, passando para R$ 7,5 bilhões em 2000, R$ 8,3 bilhões em 2001, R$ 9,5 bilhões em 2002, R$ 11 bilhões em 2003, devendo alcançar R$ 13 bilhões em 2004.

    Vários fatores contribuem para esses resultados. Entre eles, destacam-se a participação crescente da mulher no mercado de trabalho, o emprego de tecnologias de ponta e conseqüente aumento da produtividade, além de políticas favoráveis de preços, que fixa aumentos abaixo dos índices registrados na economia, e de promoção de lança­mentos, somados ao aumento da expec­ta­tiva de vida da população, cada vez mais interessada em manter a aparência jovem.

    No mercado externo, a indústria de cosméticos também colhe resultados muito positivos. Só nos últimos cinco anos, entre 1999 e 2003, as exportações do setor apresentaram crescimento acumulado de 103%, contra uma dimi­nuição das importações de 47%. O déficit na balança comercial do setor, que alcançou US$ 163 milhões em 1997, com o passar dos anos diminuiu, alcançando US$ 24,8 milhões em 2001 e, desde então, o superávit na balança comercial tem se mantido, alcançando-se em 2003 supe­rávit de US$ 80,5 milhões nas exporta­ções, com crescimento de 91% em comparação a 2002.

    A indústria cosmética também tem fôlego para investir. A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), estima que R$ 300 milhões foram programados neste ano para investimentos em modernização.

    Estudo realizado pela associação revelou no Brasil a existência de 1.123 empresas atuando no mercado cos­mético, sendo as 15 maiores detentoras de faturamento líquido acima de R$ 100 milhões, representando 73,4% do fatu­ramento total.

    Apoio à inovação – A empresa Medcin Instituto da Pele lançou durante a Cosmoprof 2004 o Guia Medcin de Inovação Cosmética. A publicação pretende atuar como ferramenta de apoio ao planejamento de novos produtos, visando assegurar maior eficácia, carac­terísticas físicas, como cor e viscosidade, entre outros benefícios ao consumidor.

    “O principal objetivo do guia é sugerir ao profissional do setor cos­mético diferenciais para seu produto. Nele, listamos cuidadosamente os mais variados atributos, organizando-os em seções que oferecem combinações variadas”, explicou a dra. Flavia Addor, diretora-técnica da empresa. De acordo com os conceitos apresentados no guia, um fabricante ao resolver produzir um hidratante feminino, por exemplo, deverá avaliar e planejar com antecedência atributos relacionados com a sua segurança, informando a realização de testes dermatológicos, bem como analisar sua eficácia e desempenho, informando para qual tipo de pele é recomendado e por quanto tempo agirá sobre a mesma. O guia também oferece informações para avaliações instru­mentais por meio de testes e docu­mentação fotográfica.

    De acordo com a obra, inovar não é meramente incrementar novidades, pois todo o conhecimento e tecnologia empregados para tornar o produto mais eficaz, seguro e agradável, proporcio­nando efeitos mais rápidos, intensos e prolongados só farão sentido se o consumidor perceber os benefícios. “Inovação sem comprovação é um mergu­lho no escuro, uma aposta. No compe­titivo e dinâmico mercado cosmé­tico, não há mais lugar para percepção sem docu­mentação”, considera o guia, que tem distribuição gratuita aos profis­sio­nais da indústria cosmética, por meio do telefone 0800 7726500.



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