Tecnologia Ambiental

14 de dezembro de 2012

Controle do Ar – Sistemas chegam ao final da vida útil e exigem reposição

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Controle de Ar

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    mercado de sistemas de con­trole de poluição atmosférica industrial vive um período escasso de obras, mas com boa expectativa de retomada nos pedidos. Em primeiro lugar, por ser muito maduro em comparação a outros ramos da tecnologia ambiental, como o tratamento de água ou de resí­duos, boa parte das indústrias pesadas do país já conta com sistemas eficientes instalados, o que diminui a demanda. Em segundo, colabora com a escassez de obras novas a retração nos investimentos de grandes usuários dos sistemas, como as indústrias siderúrgica e petroquímica.

    A expectativa de surgimento de pe­didos, porém, tem a ver com a idade das unidades instaladas no Brasil, sobretudo as que puxam mais a demanda por gran­des equipamentos: os sistemas de des­poeiramento em usinas siderúrgicas. Os competidores consideram que a maioria das instalações do país está na faixa dos 20 anos, época em que obrigatoriamente necessitam de reforma e modernização, os chamados revamps.

    Química e Derivados, Franco Tarabini, Sócio-diretor da Enfil Controle Ambiental, Controle do Ar

    Franco Tarabini: clientes protelam fase de revamps e upgrade

    “Só não estamos de fato na fase de revamps porque as empresas no momen­to protelam gastos o máximo possível, o que só demonstra a baixa do setor produ­tivo”, revelou Franco Tarabini, o sócio-diretor da Enfil Controle Ambiental, a principal fornecedora de sistemas de controle de poluição do ar, responsável por muitas unidades de despoeiramento do país – precipitadores eletrostáticos e filtros de manga.

    Segundo ele, a maior parte das plantas remonta à década de 80 e 90 e com certeza elas estão entrando em uma fase de fim da vida útil do equipa­mento original. E como dito, há poucas licitações em curso para modernização. Ressaltam nesse deserto apenas algumas concorrências para modernização de filtros de manga em unidades siderúrgi­cas, como as em curso nas unidades da ArcelorMittal em Trinidad e Tobago e em Cariacica, no Espírito Santo, ambas disputadas pela Enfil.

    Para os revamps – Na opinião de Tarabini, além da necessidade de re­forma mecânica por causa da idade dos filtros, as modernizações também atendem a várias mudanças, por conta dos processos dos clientes e das condições operacionais dos fornos, que mudam a intensidade da geração de gases. “Aí pre­cisamos adequar o controle com nossas ferramentas de estudo dos fluxos e com novos sistemas de melhoria”, disse.

    Nesses revamps e upgrades, a Enfil tem usado o software de modelagem CFD (Computational Fluids Dynamics) para estudar a mecânica dos fluidos, por meio da simulação de uma unidade de controle de emissão de gases. “Ele ajuda muito a dimensionar e projetar os sistemas e também serve para reformá-los”, disse.

    Uma outra aposta tecnológica para modernizar os equipamentos de des­poeiramento à base de precipitadores eletrostáticos envolve o uso de uma tecnologia inédita no Brasil da japonesa Hitachi. Trata-se de sistema denominado MEEP, ou precipitador eletrostático com eletrodos móveis, desenvolvido para aplicações nas quais o pó apresenta alta resistividade e cujo grande diferencial é conseguir, com o mesmo tempo de resi­dência, abater os particulados na saída da chaminé para 5 mg/Nm3, abaixo do padrão do mercado, de30 a40 mg/Nm3.

    Essa eficiência é atingida porque o sistema de eletrodos móveis conta com dispositivo de limpeza contínua (esco­va rotativa) para evitar a reentrância, fenômeno que ocorre quando parte dos pós coletados se desprende das placas coletoras e entra novamente nos gases, saindo pela chaminé se estiverem no último campo do precipitador. Como a escova rotativa está fora do fluxo do gás, adaptada na tremonha, ao ocorrer a batida das placas para desprendimento do pó a reentrância é muito menor.

    A Enfil pretende ofertar o sistema nas reformas previstas para breve no merca­do, principalmente substituindo o último campo dos precipitadores eletrostáticos, onde há o risco da emissão da reentrân­cia. “É uma ótima saída para reduzir as emissões e encontra demanda alta em usinas térmicas e na sinterização, onde o pó é difícil de tratar”, explicou Tarabini.


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