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1 de outubro de 2014

Congresso Atuação Responsável: Química melhora desempenho ambiental

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Cerimônia de abertura teve assinatura do Pacto Global ©QD Foto: Divulgação

    Cerimônia de abertura teve assinatura do Pacto Global

    Com expressiva participação de diretores e profissionais da indústria química, a Abiquim realizou seu 15º Congresso de Atuação Responsável, nos dias 12 e 13 de agosto, em São Paulo. Ponto alto do encontro foi a assinatura do termo de adesão da Abiquim, representada pelo presidente do conselho diretor da entidade e CEO da Braskem Carlos Fadigas, ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre responsabilidade corporativa.

    O Pacto Global é a maior iniciativa voluntária do mundo, pela qual a comunidade empresarial se compromete a adotar em suas práticas comerciais dez princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos e do trabalho, respeito ao meio ambiente e de combate à corrupção. Entre os princípios norteadores do pacto constam posturas preventivas e proativas para enfrentar desafios ambientais e o apoio a iniciativas e práticas para desenvolver a responsabilidade socioambiental. Vários dos aspectos previstos no pacto já constam das diretrizes do programa de Atuação Responsável, facilitando a sua implementação por parte da indústria química nacional.

    Nos termos do pacto, a Abiquim se compromete a incentivar seus 176 associados a aprofundar as ações ligadas aos direitos humanos e do trabalho, além de combater a corrupção. Ao mesmo tempo, a entidade espera contar com o apoio da ONU para fortalecer parcerias com organizações multilaterais.

    “Não se avalia o crescimento de um país apenas pelo avanço do seu PIB”, afirmou Jorge Chediek, representante-residente da ONU no Brasil. O melhor indicador de desenvolvimento é a capacidade de ajudar a população a melhorar de vida, com respeito ao meio ambiente.

    Chediek lembrou que o Brasil já foi um dos líderes mundiais nesse sentido, em especial na época da Rio 92, um marco global em sustentabilidade. “A indústria química foi a primeira a pensar nisso e a Abiquim acompanha esse movimento desde a sua fundação”, afirmou Chediek. Na sua avaliação, é o setor privado que gera qualidade de vida, mediante o pagamento de salários adequados para seus trabalhadores, também favorecidos pela observância de requisitos de qualidade e segurança no ambiente laboral.

    Papel fundamental – Durante a cerimônia de abertura do congresso, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, salientou o papel do setor químico como peça chave para a sustentabilidade sistêmica do país, por causa de seu papel integrador no aproveitamento de recursos naturais para a resolução dos problemas atuais. “O governo precisa construir com o setor privado as soluções para o futuro”, afirmou.

    Nesse diapasão, Gaetani mencionou a proposta do governo para estabelecer o novo Marco Regulatório do Patrimônio Genético e Repartição de Benefícios. “A legislação atual é repressora, criminaliza a pesquisa biotecnológica com base na flora e fauna nativas”, criticou. Ele convidou todos os interessados a dialogar para que o projeto de lei receba os ajustes necessários e possa apoiar o desenvolvimento nacional mediante o aproveitamento das oportunidades abertas para todas as cadeias produtivas.

    Química e Derivados, De Marchi: operações do setor estão mais seguras e eficientes

    De Marchi: operações do setor estão mais seguras e eficientes

    Indicadores – Vice-presidente do conselho diretor da Abiquim e presidente da Elekeiroz, Marcos De Marchi apresentou os indicadores atualizados de sustentabilidade da indústria química nacional. Notável foi a redução em 39% do número de acidentes com afastamento por milhão de horas trabalhadas, entre 2006 e 2013. E esses acidentes se tornaram menos graves, fato evidenciado pela redução em 78% do número de dias de afastamento por ocorrência. Também a frequência de acidentes caiu pela metade, atestando a eficácia dos sistemas de treinamento e controle das instalações químicas. “Em 2013, não ocorreu nenhuma fatalidade nas operações do setor, felizmente”, apontou De Marchi.

    Os indicadores de segurança de processo revelaram avanços com a diminuição de casos de acidentes com fogo ou explosão. Ao mesmo tempo, aumentou o indicador de vazamentos com volume inferior a 2.300 kg. “Isso se deve à ocorrência de apagões em 2013, especialmente na região Nordeste, desencadeando essas ocorrências em paradas não programadas”, afirmou.

    As atividades químicas geraram 22% menos resíduos (perigosos e não perigosos) em 2013, em comparação com 2006. Além disso, a geração de resíduos recicláveis cresceu 129% no período, embora seja ainda considerada pequena, correspondendo a 15,8% do volume total. As emissões de gases geradores de efeito estufa caíram 53% no período.


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