Economia

1 de novembro de 2013

Comércio: Operações bem focadas permitem crescer mesmo em tempos difíceis

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Machado: estrutura capacitada para lidar com especialidades

    Machado: estrutura capacitada para lidar com especialidades

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    lgumas empresas do comércio químico desafiam as sombrias manchetes das páginas de economia dos jornais brasileiros. Elas atuam de forma especializada, ou por produtos, ou em mercados, voltando-se para demandas específicas, caso da indústria de cosméticos ou dos produtos farmacêuticos, ou da venda de commodities com vantagens logísticas. Apoiadas por equipes qualificadas tecnicamente, essas empresas conseguem manter um ritmo crescente de negócios.

    Mesmo assim, cabe registrar que 2013 entrará para a história da distribuição química como um dos anos mais desafiadores. Flutuações da taxa cambial, redução da atividade em vários setores industriais, custos de transporte elevados, tudo isso conspira contra o avanço dos negócios químicos, colocando a rentabilidade sob pressão.

    “Todo ano tem incertezas, mas este está demais”, admite Luís Carlos Machado, gerente da divisão de novos negócios da área industrial da D’Altomare Química. “Em geral, as vendas do segundo semestre são melhores, mas não contamos com isso nos nossos planos.” Mesmo assim, a empresa alcançou faturamento total de US$ 75 milhões em 2012 e espera ampliá-lo em 10%, principalmente com a inclusão de novos produtos ao portfólio, em geral especialidades.

    Aliás, a D’Altomare foi criada em 1972 para distribuir a linha de silicones da Dow Corning, até hoje comercializada. Com o passar dos anos, a distribuidora agregou mais itens complementares, todos eles classificados como especialidades ou, ao menos, produtos de performance. “Nossa estrutura é voltada para atendimento técnico, com laboratórios de aplicação e controle de qualidade, não faz sentido colocar commodities no portfólio, nem temos interesse nisso”, afirmou.

    Química e Derivados, Barros: operação desenhada para lidar com grandes volumes

    Barros: operação desenhada para lidar com grandes volumes

    “Não lidamos com commodities, nosso negócio são os produtos vendidos em pequenos volumes e altos valores, que exigem agregar serviços técnicos”, resumiu Mauro Majerowicz, diretor técnico-comercial da Polyorganic, com forte presença como fornecedor de ingredientes para a formulação de biocidas. “Só atendemos os formuladores porque eles sabem o que querem; e exigem soluções mais avançadas.” Apesar disso, ele informa que sua principal linha de produtos é a dos derivados da química do fósforo, usados como aditivos antichama em poliuretano, além da presença como fosfonatos em água, papel e domissanitários, entre outros.

    Com um portfólio de aproximadamente uma centena de produtos, vendidos para mais de mil clientes ativos em todo o país, a Polyorganic se apresenta como uma empresa de médio porte, com 70% das vendas obtidas com clientes pequenos e médios. Seus 15 funcionários têm nível superior e a empresa conta com prestadores qualificados de serviços para armazenagem e logística.

    Diferente das anteriores, a Tricon Energy é uma empresa comercial de grande porte, com atuação mundial, que movimenta cerca de 1,8 milhão de t/ano de soda cáustica em base seca, seu principal produto. Além da soda, a Tricon oferece ao Brasil a linha completa de aromáticos, resinas termoplásticas olefínicas e estirênicas, e produtos fracionados. Somados, esses itens representam 95% do faturamento local da empresa.

    Química e Derivados, Huybrechs: logística é a chave para atuar em commodities - Manuchar

    Huybrechs: logística é a chave para atuar em commodities

    “Aqui no Brasil a soda representa 90% dos nossos negócios. Trazemos soda obtida pelo processo de membrana, com baixo teor de ferro e de cloreto, que é preferida pelo setor têxtil e pelos fabricantes de alimentos”, comentou Marcelo Barros, gerente da Tricon no Brasil. Ele explicou que o mercado de produtos químicos andou de lado em 2012 e deve encolher em 2013, por conta da redução da atividade em vários setores industriais.

    Para os próximos anos, Barros prevê que a soda cáustica fornecida pelos Estados Unidos passe a apresentar um forte ganho de competitividade. “Com o shale gas, a geração de eletricidade norte-americana ficou muito mais barata, beneficiando indústrias eletrointensivas, como a de soda-cloro”, explicou. A produção brasileira de soda cobre apenas a metade da demanda e terá de se adaptar às novas circunstâncias. A Tricon coloca cerca de 300 mil t/ano de soda (base seca) no Brasil.

    A Manuchar Brasil, subsidiária do grupo internacional de origem belga, com 35 filiais e atuação em escala global, concentra seu foco em commodities, obtendo resultados crescentes de vendas mediante investimentos pesados em logística. “Todos conhecem os preços das commodities, é um mercado aberto e concorrido, mas os custos logísticos variam muito e podem representar um valor até maior que o dos produtos em si”, considerou Phillip Huybrechs, CEO da Manuchar Global, detentora de um faturamento anual consolidado de US$ 1,4 bilhão e um quadro funcional de 1.600 pessoas.


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