20 de junho de 2004

Comercialização: Ipiranga Química inaugura centro de distribuição

Mais artigos por »
Publicado por: Renata Pachione
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A Ipiranga Química investiu R$ 40 milhões para instalar em Guarulhos-SP o maior centro de distribuição de produtos químicos da América Latina. O empreendimento, inaugurado no final de junho, ocupa área de 104 mil m² e traduz a meta da empresa de, entre 2001 e 2006, dobrar de tamanho. Para este ano as perspectivas das vendas são de crescer cerca de 10%, registrando R$ 540 milhões, contra os R$ 473 milhões de 2003. Esse avanço reforça as estimativas de faturar mais de R$ 600 milhões, no próximo ano. Se a expectativa se confirmar, o grupo já terá aumentado em 100% a receita registrada em 2001 de R$ 305 milhões.

    Longe de ser especulativa, essa projeção se sustenta na infra-estrutura da nova planta. “Trata-se de um conjunto completo de ativos e serviços. Estamos materializando a nossa visão do que deverá ser um centro de distribuição no futuro”, afirmou o diretor-superintendente da Ipiranga Química, Fernando Rafael Abrantes. Na avaliação do executivo, o local será um centro de soluções para toda a cadeia da indústria química e petroquímica. “Fizemos pesquisas no Brasil e no exterior para construir um site único”, ressaltou. Em um primeiro momento, o centro funciona sob o regime de armazém geral. Porém, daqui a um ano, também será montado um entreposto aduaneiro.

    Um dos benefícios da nova planta frente às antigas instalações da Ipiranga Química, em Osasco-SP, dá conta da produtividade. O grupo passa a ter ganhos no tempo das operações da ordem de 50%. Na área de serviços, os pontos fortes se concentram na oferta de blending de produtos, envase e armazenagem de granéis líquidos e de produtos embalados, líquidos e sólidos, em área de 10 mil m². O centro também realiza análise de qualidade de matérias-primas e produtos, novos desenvolvimentos e recuperação de solventes, além de reservar uma área específica para a instalação de unidades industriais de baixa complexidade operacional. “Um dos grandes diferenciais é a abrangência do que se pode fazer aqui”, afirmou Abrantes. O local conta com duas unidades de fracionamento e armazenagem de odorantes para gás natural e uma área destinada para a implantação, no futuro, de um condomínio industrial.

    A expansão também abarcou o portfólio de produtos. O grupo passou a distribuir cerca de 400 matérias-primas, entre solventes alifáticos, aromáticos e sintéticos, óleos de processo, produtos químicos básicos e de performance, óleos e extratos vegetais, especialidades químicas, ceras industriais, surfactantes e polímeros.

    Química e Derivados: Ipiranga: Nova sede abriga depósitos, tanque e laboratórios específicos  . ©QD Foto - Divulgação

    Nova sede abriga depósitos, tanque e laboratórios específicos

    Infra-estrutura – A implantação do projeto foi dividida em duas fases. A primeira abrange a instalação de quatro tanques para misturas e de 39 para armazenamento a granel. A segunda etapa, prevista para ter início em agosto e término em abril do próximo ano, dá conta de mais 15 tanques para armazenagem e seis para misturas. O parque de tanques foi projetado para abarcar volume de 7 mil m³. A unidade de envase tem capacidade instalada de 9 mil unidades/mês. O projeto também priorizou o conceito de boxes de separação e expedição, no qual a armazenagem dos produtos segue critérios de compatibilidade e volume de vendas.

    Aos laboratórios destinou-se área de 950 m². Um deles volta-se para o controle de qualidade e os outros três, para aplicação técnica no desenvolvimento de cosméticos, tintas e resinas. No espaço também há um posto avançado do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Análises Químicas da Ipiranga, a Isatec, e salas de fracionamento. Outro destaque fica por conta das plataformas de carga e descarga de granéis líquidos. Ao todo são oito, dos quais cinco para o carregamento e três para a descarga dos caminhões-tanque. O sistema de bombeamento também se diferencia; alcança velocidade de vazão de até 60 m³ por hora.

    Segurança é prioridade – O planejamento do novo centro focou o meio ambiente e a qualidade de vida dos funcionários. Idealizado para reduzir a zero os riscos de contaminação e de acidentes, o projeto ambiental absorveu investimento da ordem de R$ 7 milhões. As operações de manuseio de produtos são realizadas em áreas com sistemas de drenagem e contenção, para evitar dispersão em eventuais derramamentos. O sistema de coleta também se diferencia, pois canaliza o produto derramado para tanques específicos, onde será armazenado e enviado para posterior reciclagem ou tratamento, no próprio local.

    Todos os tanques contam com sistema de inertização (nitrogênio) e programa de prevenção e detecção de vazamentos. Outro benefício dá conta do intertravamento de nível nos tanques e aterramentos. “Dessa forma, há segurança operacional total”, esclareceu Abrantes. A partir do conceito de concentração do risco, as plataformas estão centralizadas e são monitoradas por circuito interno de televisão. “Otimizamos qualquer intervenção nesse quesito”, comentou. Também se destacam os diques e pisos internos, todos em concreto. A planta foi equipada com diversos dispositivos de controle e segurança. Um sistema de trava automática paralisa as operações, diante de qualquer alteração nos processos. Além disso, cada produto possui sua linha de envase e fracionamento, impossibilitando a contaminação.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *