Produtos Químicos e Especialidades

11 de agosto de 2012

Cloro/Soda reverte queda de produção, mas pede mudanças

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    ssociação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) reuniu dados (veja tabelas) das empresas a ela associadas e verificou um crescimento de quase 6% nas produções de cloro e soda cáustica no país durante os primeiros seis meses de 2012. Mesmo assim, a taxa de ocupação de capacidades ficou abaixo da média histórica setorial de 87%, embora tenha sido melhor que o registrado para o primeiro semestre do ano anterior, afetado duramente pelo apagão elétrico nordestino no início daquele ano.

    Química e Derivados, Aníbal do Valle, Presidente da Abicolor, Cloro / Soda

    Aníbal do Valle:medidas anunciadas até agora trazem vantagens pífias para setor

    “Neste primeiro semestre, apenas recuperamos o nível de produção e vendas de antes do apagão, que provocou uma redução de 4,7% na nossa atividade”, avaliou Aníbal do Valle, presidente da Abiclor. “Estamos andando de lado.” A expectativa do setor para a segunda metade do ano não é muito animadora. Valle salienta que, historicamente, os números do segundo semestre costumam ser melhores que os do início do ano, pois retratam os esforços das cadeias produtivas para formar estoques para o Natal e fim de ano.
    Mesmo assim, ele não vê sinais de aumento de atividade industrial em agosto. “Entre os segmentos de mercado que atendemos, como celulose, papel, alumínio e químico, vários projetos  de  investimento  foram  colocados em espera, porque o cenário internacional não dá suporte para seu desenvolvimento, sobretudo pela crise europeia,  que  não  se  sabe  como  vai ficar”, argumentou. Ele não vê crescimento sustentável nos Estados Unidos e os sinais vindos da China também são instáveis.

    Por  sua  vez,  o  setor  fez  alguns investimentos. A Braskem ampliou sua produção de soda/cloro, mas esta será absorvida pela produção de PVC em Alagoas.

    O mercado de soda cáustica registrou  uma  pequena  queda  nas  importações. Valle explica que essa queda se verificou nos estados do Sul e do Sudeste, que passaram a comprar mais a  soda  feita  no  Brasil,  voltando  as vendas do álcali ao patamar de alguns anos passados, com destaque para os consumos  em  química,  petroquímica, papel e celulose. Os estados do Norte e do Nordeste mantiveram seu ritmo de importações de soda, especialmente para o setor de alumínio.

    O presidente da Abiclor lamenta que o governo federal e os estaduais ainda não promoveram reformas estru­turantes na economia nacional. “Nós ainda pagamos o dobro pela eletricida­de, em relação ao preço internacional, e a maior parte desse sobrepreço é explicada pelo peso dos impostos”, criticou. Para ele, as medidas até agora anunciadas trarão um benefício muito pequeno ao setor. “Para sermos compe­titivos, seria preciso reduzir em 30% o preço cobrado pela energia”, calculou.

    Ele aguarda o anúncio dos planos completos apontados pelo governo fe­deral para investimentos em infraes­trutura, especialmente nos transportes. “Esses investimentos são realmente necessários, porém estão atrasados”, comentou.

    Química e Derivados, Cloro/Soda recupera nível de produção em 2012, Cloro / Soda

    Cloro/Soda recupera nível de produção em 2012. (1) AliceWeb – total Brasil / (2) Não considerando estoques. Clique para ampliar.



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