Máquinas e Equipamentos

19 de dezembro de 2014

Centrífugas: Automação e economia de energia abrem caminhos para novas aplicações

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados,Separador centrífugo da Grisanti para o setor farmacêutico

    Separador centrífugo da Grisanti para o setor farmacêutico

    Com parte bastante significativa de negócios gerados pelas grandes fabricantes mundiais aqui presentes, o mercado brasileiro de centrífugas consegue tanto disponibilizar equipamentos para as mais diversas aplicações quanto acompanhar de forma imediata os desenvolvimentos registrados em âmbito global. Tais desenvolvimentos, é certo, mostram-se gradativos em uma tecnologia já consolidada e estabelecida, mas nem por isso deixam de ser relevantes, pois trazem centrífugas sempre mais avançadas em termos de eficácia e consumo de energia, além de mais compactas e mais facilmente manuseáveis.

    Química e Derivados,Soboleski: customização gera aumento de desempenho final

    Soboleski: customização gera aumento de desempenho final

    Uma das vertentes dessa evolução se materializa na categoria das centrífugas verticais de discos (ou de pratos, como também são conhecidas), geralmente destinadas às separações mais finas – tanto entre sólidos e líquidos quanto entre líquidos imiscíveis – e a processos de purificação, clarificação ou concentração de substâncias.

    Na GEA, por exemplo, mesmo as centrífugas de discos de menor porte começam agora trazer o sistema – antes restrito aos equipamentos de maior porte e dotados de motores especiais – de acionamento direto para transferência de potência do motor para o elemento rotativo. Mas, por que somente agora essa tecnologia chega aos equipamentos menores, e aos motores padronizados? “Havia a necessidade da indústria de motores desenvolver produtos capazes de atender nossa demanda”, responde Daniel Soboleski, gerente nacional de vendas da GEA Westfalia Separator (unidade de produção de equipamentos de separação do grupo GEA).

    Aposentando as tecnologias mais antigas, como as coroas e pinhões e as correias, o acionamento direto apresenta um eixo único para o motor e para o tambor rotativo. “Com isso, o sistema se torna mais eficiente, consome menos energia, a quantidade de peças é reduzida e diminui o custo de manutenção”, destaca Soboleski.

    Química e Derivados, Acionamento direto aumenta a eficiência das máquinas da GEA

    Acionamento direto aumenta a eficiência das máquinas da GEA

    Transnacional sediado na Alemanha, no Brasil o grupo GEA mantém uma unidade de fabricação de centrífugas em Campinas-SP; no mercado nacional, entre os principais clientes de suas centrífugas de discos aparecem empresas fabricantes de alimentos, de produtos farmacêuticos e de biotecnologia, além da indústria química, que as utiliza em aplicações como produção de componentes nitro-aromáticos, peróxido de hidrogênio, lubrificantes, policarbonato, ácido fosfórico, catalisadores, tintas e solventes, entre várias outras.

    Já as centrífugas de discos da Alfa Laval aparecem usualmente em atividades como tratamento de slop (óleo misturado com água e outras impurezas) e de água produzida no processamento primário do petróleo em unidades offshore, refino e purificação de biodiesel, tratamento de combustível e óleos lubrificantes, entre outras. “Mas elas se consolidaram também em outros setores, por exemplo, na concentração de levedura pela indústria do açúcar e do álcool, na clarificação de bebidas pela indústria alimentícia, na produção de vacinas e de princípios ativos pela indústria farmacêutica e de biotecnologia”, acrescenta Marcelo Gabriel, gerente de vendas da divisão de energia e processos industriais dessa empresa.

    Química e Derivados, Gabriel: plataformas offshore pedem equipamentos compactos

    Gabriel: plataformas offshore pedem equipamentos compactos

    Segundo Gabriel, também as centrífugas da Alfa Laval seguem evoluindo em quesitos como consumo de energia e uso de materiais mais resistentes à corrosão e à erosão. “Também desenvolvemos equipamentos mais compactos, especialmente os destinados a plataformas offshore, mas também para outros setores industriais nos quais o espaço tem muito valor, ofertando módulos montados em skid, que além de economizarem espaço também reduzem o tempo de start-up e diminuem o período de validação do sistema na entrada em operação”, ressalta.


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