Petróleo & Energia

17 de julho de 2009

Brasil Offshore 2009 – Montada no centro logístico da Bacia de Campos, feira de Macaé conquista lugar na agenda mundial do setor

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Publicado por: Bia Teixeira
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    Química, Petróleo e Energia, Brasil Offshore

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    Norte Fluminense confirma sua vocação e status de principal província petrolífera, a despeito de o pré-sal da Bacia de Santos ser o grande hit do momento. Macaé foi o centro das atenções da cadeia produtiva de óleo e gás do Brasil e do exterior durante a 5ª Brasil Offshore, realizada entre 14 e 17 de junho. Dos quase 650 expositores presentes (o maior número desde que a feira foi criada), mais de 20% (138) eram empresas estrangeiras, sem contar os grupos internacionais sediados e atuantes no país e, portanto, integrantes da chamada indústria local. É bem verdade que as principais petroleiras internacionais, que têm ativos no Brasil, não estavam presentes, até mesmo por conta da dinâmica de compras e serviços, muitas vezes já contratados com as suas parceiras em escala global.

    No total, houve um aumento de 18% no número de expositores, a despeito dos altos custos das frações dos 31 mil metros quadrados ocupados pela exposição. Preços que seguem os mesmos padrões de eventos internacionais, como a Offshore Technology Conference (OTC), realizada em Houston (EUA) e considerada a maior do mundo no setor.

    Um investimento razoável para quem deseja ingressar ou ampliar sua participação nesse setor que vem tendo uma participação crescente no Produto Interno Brasileiro – já está em torno de 10% – e parece ser o único a não apresentar sinais recessivos, na opinião de analistas. O fato é que feiras como a Brasil Offshore podem gerar bons resultados: negócios da ordem de R$ 119,7 milhões nos próximos doze meses, em decorrência de rodada e encontros realizados durante o período da feira. Expectativa condizente com o porte desta feira, que é a terceira maior das Américas, perdendo apenas para a afamada OTC e para outro evento brasileiro, a Rio Oil & Gas. Isso confirma a posição do Brasil no cenário internacional como uma das mais atrativas províncias petrolíferas do mundo, com valiosas (e crescentes) reservas de petróleo e gás. Atração reforçada pela posição de liderança da Petrobras em águas profundas e ultraprofundas e, mais ainda, no pré-sal do planeta.

    O número de autoridades e representantes de empresas presentes na abertura também reforça o status que a Brasil Offshore atingiu. Além do prefeito de Macaé, Riverton Mussi, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno, também marcaram presença o gerente-executivo de Exploração e Produção do Pré-Sal, José Miranda Formigli; o gerente-geral da Unidade de Negócios da Petrobras na Bacia de Campos (UN-BC), José Airton de Lacerda; e o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Nelson Narciso.

    Engrossava a lista de participantes VIP o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP), João Carlos de Luca; o diretor-geral da Organização da Indústria do Petróleo (ONIP), Eloi Fernandez Y Fernandez; o representante da OTC no Brasil, Fernando Machado; o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Raul Eduardo David de Sanson; e, claro, o anfitrião Eric Henderson, diretor da Brasil Offshore.

    Economia movida a petróleo – “A Brasil Offshore consolidou Macaé como a capital nacional do petróleo e polo internacional de atração de empresas do setor”, comemora o prefeito Riverton Mussi. Mais feliz ainda pelo fato de a feira ter movimentado toda a rede de serviços da cidade. Dos quase 50 mil visitantes registrados, boa parte era proveniente de outras cidades e estados, além dos estrangeiros. Na semana da feira, a economia cresce em torno de 40%, gerando cerca de três mil empregos temporários.

    “Os negócios gerados durante a feira contribuem para aquecer a economia do município ao longo do ano”, avaliou o prefeito da cidade, que tem em torno de 180 mil habitantes e cresceu de forma desordenada com as riquezas geradas pelo petróleo. Isso porque Macaé se tornou a base operacional de todas as atividades de exploração e produção da Bacia de Campos, que responde por mais de 80% do petróleo nacional.

    Com um PIB per capita 30% maior do que a média nacional, o município concentra mais de 3.500 empresas da cadeia produtiva de petróleo e gás e abriga a Unidade de Negócios de E&P da Bacia de Campos da Petrobras. Macaé sedia o evento desde a sua criação, em 2001. No entanto, o centro de exposições local, mais conhecido como Macaecentro, dá indícios de ter se tornado pequeno para abrigar uma feira internacionalizada.

    A empresa organizadora, Reed Exhibitions Alcantara Machado, já começou a trabalhar para assegurar que a próxima edição, em junho de 2011, não sofra restrições por questão de espaço. “Já estamos em contato com a Prefeitura para ver como poderemos ampliar a área que a feira ocupa no Macaecentro”, declarou Eric Henderson, diretor da Brasil Offshore, que está com boas perspectivas para a feira de 2011. “Cerca de 35% das empresas expositoras este ano já renovaram participação para a próxima edição”, revelou.


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