Máquinas e Equipamentos

12 de agosto de 2000

Bombas: Indústria química lidera demanda por bombas

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Fabricantes de bombas aumentam a produção e recontratam mão-de-obra para atender retomada de investimentos capitaneada sobretudo pela indústria química e petroquímica

    Química e Derivados, Linha da KSB 60 novos funcionários.

    Linha da KSB 60 novos funcionários.

    A

    trajetória ascendente da economia nacional, registrada a partir dos primeiros meses deste ano, começa a criar nos fabricantes de bombas industriais a confiança na recuperação das perdas de até 30% nas vendas ocorridas em 1999. Isso significa, conforme estimativa da Câmara Setorial de Bombas e Motobombas (CSBM), da Abimaq, o retorno ao faturamento de 1998, considerado um bom exercício, quando as 90 empresas do setor tiveram receita por volta dos R$ 500 milhões.

    Para o presidente da CSBM, Gilberto Chiarelli, a “maré alta” foi puxada principalmente pelos investimentos industriais, iniciados no início do ano e que passaram a surtir efeito a partir de maio. Antes disso, porém, os “bombeiros” também tiraram proveito da leve recuperação registrada no último trimestre de 1999. Passaram a faturar os pedidos daquela época apenas em 2000.

    Ao contrário do setor de infra-estrutura, que em sua maior parte ainda não voltou a comprar bombas e nenhum outro bem de capital, as indústrias química e petroquímica, principalmente, mas também mineração, alimentos e siderurgia, alavancaram as vendas. Vários projetos, porém, como a unidade de acrilato de butila da Basf em Guaratinguetá-SP, e modernizações e ampliações de unidades da Dow e Monsanto, só para ficar em alguns grandes clientes, fizeram desse setor o grande destaque nos fornecimentos.

    O efeito positivo dos investimentos químicos e petroquímicos na verdade é fruto de um crescimento registrado já no ano passado. Segundo o balanço anual do jornal Gazeta Mercantil de 2000, publicado recentemente, essas indústrias em 1999 foram as recordistas em crescimento de receita líquida operacional (17,6%) e de lucro líquido acumulado (R$ 2,1 bilhões). Esses resultados só não resultaram ganhos para os fabricantes de bombas já em 1999 porque os investimentos em produção dependiam do acúmulo de caixa agora mais disponível.

    Química e Derivados, Chiarelli Petrobrás retornou às compras para refinarias.

    Chiarelli Petrobrás retornou às compras para refinarias.

    Para se ter uma idéia da retomada, vale citar o exemplo da Omel, de Guarulhos-SP. Se no ano passado a empresa comercializava 15 bombas centrífugas de processo por mês, este ano passou para uma média de 50/mês. De bombas dosadoras de diafragma para alta pressão, os fornecimentos pularam de 12 para 30/mês. De acordo com seu diretor industrial, Corrado Vallo, comparando os dois primeiros semestres os pedidos aumentaram em até 40%. Se em 1999 a Omel adotou a redução de jornada, em 2000 opera a 80% da capacidade e começa a necessitar de horas extras.

    A recuperação fez a Omel incrementar seu portfólio. Sua linha de bombas monobloco a vácuo, antes apenas para pequenas capacidades, até 150 m³/h, passou para até 800 m³/h. Os sopradores Roots, para transporte pneumático em saneamento e alimentação de fornos, tiveram a geometria do lóbulo modificada para o projeto trilobular.

    Isso diminui o ruído e a vibração e possibilita rotações mais elevadas. E, para terminar, sua linha de bombas API foi finalizada: são agora 12 tamanhos, de 200 l/h até 25 m³/h, pressões até 35 bar e altura manométrica de 350 metros.

    Clientes tradicionais – Além de os indicadores futuros continuarem a ser favoráveis na química e petroquímica, também o setor de petróleo deve incentivar mais as vendas de bombas. De acordo com Gilberto Chiarelli, dos investimentos programados da Petrobrás (US$ 33 bi até 2005) de imediato cerca de R$ 40 milhões devem ser voltados para a compra de bombas, em negociações diretas com a estatal ou, principalmente, com empresas de engenharia responsáveis por unidades turn-key.

    Registrando lucros recordes, a Petrobrás já começou no segundo semestre a comprar bombas centrífugas API para refinarias (Relan, Refap, Reman, Cabeúnas) e para transporte.


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