Produtos Químicos e Especialidades

15 de março de 2011

Biocidas – Imobiliárias lideram a demanda

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    uinta maior do mundo, a indústria brasileira de tintas realiza nos produtos imobiliários – com amplo domínio dos produtos de base água e, por isso mesmo, consumidores habituais de biocidas – cerca de 80% de seu volume de fabricação (em faturamento, a participação desse segmento cai para 59%). Em 2010, o faturamento dessa indústria expandiu-se, em dólares, expressivos 28%; em volume, esse índice foi mais modesto: 10,3%. Nesse segundo quesito, segundo a Abrafati, o setor deve crescer aproximadamente 6,7%.

    Seguirão aumentando os negócios com tintas imobiliárias, projeta Forastieri, da Arch. Nesse segmento, o consumidor pede artigos de maior valor: quem antes consumia tintas econômicas busca agora aquelas qualificadas como standard, e quem já atingiu essa faixa de qualidade começa a comprar produtos premium. “Tintas mais nobres utilizam biocidas também mais nobres e em maior quantidade”, ressalta.

    Química e Derivados, biocidas, Érica Takeda - Dow Microbial Control, fungicidas, algicidas

    Érica: grande potencial em nichos de tintas fungicidas ou algicidas

    Érica Takeda, gerente comercial regional para América Latina da Dow Microbial Control, também prevê a continuidade da expansão do segmento composto pelas tintas imobiliárias, percebendo um grande potencial para negócios em nichos específicos, como as tintas posicionadas como fungicidas ou algicidas. “Há ainda a crescente migração das tintas industriais e automotivas para base água, isso ampliará o consumo de biocidas nesse segmento”, acrescenta.

    A Ipel, afirma Leite, deve registrar neste ano crescimento de negócios similar aos 10% de 2009. Tintas ainda compõem o mercado mais relevante nos negócios dessa empresa, hoje interessada em fortalecer sua presença também em mercados como cosméticos e produtos de limpeza.

    Na Clariant, conta Márcia, o incremento de negócios com biocidas para tintas no decorrer deste ano “deve acompanhar o mercado consumidor desses produtos, e atingir cerca de 5%”. Segundo ela, “todos os produtores de tintas são hoje usuários de ativos de controle microbiológico. E um segmento que vem aumentando seu consumo é o de petróleo”.

    E há ainda grande potencial de expansão. No Brasil, compara Brenna, da Thor, os níveis de uso dos fungicidas nas películas variam de 0,2% a 0,5%, enquanto na Europa isso sobe para 1% a 2%. Mas, atualmente, ele reconhece, mesmo no mercado nacional os principais fabricantes de tintas já adicionam fungicidas aos seus produtos, além dos bactericidas.

    Química e Derivados - Evolução do faturamento da indústria brasileira de tintas

    Tabela – Evolução do faturamento da indústria brasileira de tintas – Clique para ampliar

    Visão comercial – A existência de espaço para a expansão de seus negócios não elimina as queixas dirigidas por fornecedores de biocidas a uma conjuntura de relacionamento comercial na qual seriam atualmente tratados como meros fornecedores de commodities. As negociações, diz Brenna, focam sempre a redução dos custos, ou no máximo sua manutenção nos patamares anteriores. “Algumas empresas avaliam alternativas com inovação tecnológica, mas tais produtos são tratados como nichos”, ressalta.

    Muitas negociações desse mercado concretizam-se no modelo denominado Bid, um certame cujo vencedor assegura durante determinado período de tempo – geralmente um ou dois anos – a condição de fornecedor único de biocidas para o fabricante contratante. Embora tenha os inconvenientes habituais das concorrências, esse modelo pode também produzir efeitos positivos, ao menos na visão de Forastieri, da Arch. “Ser o fornecedor de um fabricante durante o tempo de contrato garante alguma estabilidade para planejamento, até mesmo na área das pesquisas”, afirma.

    Química e Derivados - Carlos Alberto Gonçalves - Troy Brasil, especialidades

    Gonçalves prevê consolidação para setor focar em especialidades

    Já Gonçalves, da Troy, aponta uma provável consolidação das empresas do setor como medida necessária para a recuperação de seu status anterior de provedor de especialidades, em vez de simples commodities. “E biocida me parece ser o único e curioso caso de commodity vendida com serviço agregado: para realizar uma venda é necessário ir regularmente ao cliente, fazer monitoramento, emitir relatórios, senão não há negócio”, observa Gonçalves.

    O movimento de consolidação proposto por ele pode ser percebido em movimentos como a recente aquisição, pela Lanxess, da unidade de proteção de materiais da suíça Syngenta, cuja conclusão deve ocorrer neste mês de abril. “Com essa compra, teremos acesso a novas moléculas e tecnologias com possível aplicação em diversos segmentos de preservação industrial, inclusive tintas”, comemora Luis Gustavo Ligere.

     



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