Automação Industrial

17 de dezembro de 2011

Automação – Mercado aquecido estimula fornecedores

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, automação

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    romovida pelo Distrito 4 da ISA (International Society of Automation), a Brazil Automation teve sua décima quinta edição realizada em novembro, em São Paulo. Durante três dias, ela atraiu cerca de 14,2 mil visitantes, 11% além da visitação registrada na edição anterior.

    Cresceram também – em quase 15% – a área total e a quantidade de expositores do evento, afirma Jorge Ramos, presidente do Distrito 4 da ISA (capítulo da entidade abrangendo a América do Sul e Trinidad e Tobago). “A Brazil Automation é hoje a maior feira de automação da América Latina; e, se considerarmos apenas as feiras específicas do setor de automação, talvez seja a maior do mundo”, destaca Ramos.

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    Ramos: carência de pessoal pode inibir crescimento

    Este ano, ele estima, o mercado brasileiro de automação registrou incremento de aproximadamente 10% (relativamente a 2010). “A automação não tem valor grande no total investido em uma planta, representa algo entre 5% e 7%, mas é hoje indispensável devido à necessidade de competitividade, qualidade, repetibilidade e controle ambiental”, justifica.

    Por sua vez, Nelson Ninin, presidente da provedora de soluções de automação e controle Yokogawa, diretor executivo de automação e secretário-geral da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), fala em crescimento um pouco menor, mais exatamente de 9%, nos negócios realizados em 2010 pelo mercado brasileiro de automação.

    Houve, porém, uma expansão bem mais acentuada na Yokogawa. De acordo com Ninin, em seu último ano fiscal – que abrange o período compreendido entre abril de um ano a março do ano seguinte –, a empresa registrou, no Brasil, incremento de negócios de 88%. “E no ano fiscal atual queremos crescer pelo menos 30%”, salientou.

    Na Siemens, como informa Carlos Fernando Albuquerque, gerente de desenvolvimento de negócios para indústria de processos da empresa, nos últimos dois anos o crescimento acumulado dos negócios com automação superou a marca de 20%. “Nossa meta é sempre crescer duas vezes o índice de crescimento do PIB do Brasil, e isso deve ocorrer novamente este ano”, afirmou.

    De acordo com Albuquerque, a Siemens tem um foco muito acentuado nas tecnologias associadas à sustentabilidade das atividades produtivas e ao uso mais eficiente da energia: “Temos conseguido grande presença no mercado da energia eólica e nos projetos de biocombustíveis: bioetanol, biodiesel e biogás”, exemplifica.

    Novo ano promissor – Além de Yoko­gawa e Siemens, diversas outras empresas relataram, durante a última Brazil Automation, expansão marcante de seus negócios no decorrer de 2011: “Este foi o ano recorde nos dez anos da operação brasileira da Metrohm, e os setores que mais contribuíram para nosso crescimento foram: alimentos, farmacêutico, petróleo e gás, sucroalcooleiro, indústria química e mineração”, detalha Rogério Telles, gerente geral da Metrohm Pensalab (subsidiária brasileira da provedora de projetos e soluções para analítica de processo Metrohm).

    No segmento da instrumentação da Honeywell, o crescimento de negócios no decorrer deste ano chegou a 70%, afirma Cláudio Costa, gerente de canais dessa empresa na América Latina. E, segundo ele, “é muito promissor o mercado dos PLCs, no qual estamos ingressando agora, e divulgando esse ingresso aqui na Brazil Automation”.

    A AspenTech registrou em 2011, no Brasil, um desempenho “muito bom, especialmente na área de petróleo”, especifica Filipe Soares Pinto, vice-presidente regional dessa empresa para a América Latina. “E as perspectivas para os próximos anos continuam boas, o projeto de investimentos da Petrobras é muito significativo, e existem projetos grandes na área da petroquímica; e tudo isso demanda soluções de otimização”, complementa.

    Perspectivas mais favoráveis para a indústria da automação instalada no Brasil durante o próximo ano são percebidas também por Ramos, do Distrito 4 da ISA. Mas a carência de mão de obra especializada em automação, ressalva, pode constituir um obstáculo para a evolução desse mercado. “Os profissionais de automação não saem prontos da faculdade, precisam complementar sua formação com uns dois anos de experiência prática. Quando a demanda explodir – e ela explodirá –, haverá carência de mão de obra qualificada tanto na indústria quanto em seus clientes”, prevê.

    Química e Derivados, Automação, Altus, petróleo, gás natural

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    Mas há empresas investindo na formação de pessoal. Caso da Altus, que encerrou 2010 com cerca de duzentos funcionários e deve chegar ao final deste ano com um quadro de aproximadamente trezentos colaboradores. Atualmente, além de plantas de produção nos municípios gaúchos de São Leopoldo e Sapucaia do Sul, a empresa mantém unidades de engenharia no estado do Rio de Janeiro, dedicadas ao mercado de óleo e gás, e nos municípios paulistas de São Paulo e Campinas (focados, respectivamente, nos setores de transportes e de energia).


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