Automação Industrial

14 de agosto de 2011

Automação Industrial – Setor investe na produção local

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    automação industrial, setor investe na produção local, química e derivados

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    elas estimativas da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), este ano o faturamento conjunto dos provedores de automação e controle presentes no Brasil deve crescer cerca de 10% – em 2010 somou aproximadamente R$ 3,24 bilhões. “Sem dúvida, será um ano melhor para o setor”, projeta Nelson Ninin, que além de presidente da Yokogawa é também diretor executivo de automação e secretário-geral da Abinee, além de presidente da ISA.

    Nos números apresentados pelas empresas, essa perspectiva setorial é superada em escala muito ampla: a própria Yokogawa, diz Ninin, registrou no segundo trimestre deste ano, relativamente ao mesmo período de 2010, incremento de aproximadamente 60% em seus negócios. A Emerson, afirma Fayad, no primeiro semestre deste ano, comparando com o mesmo período de 2010, teve incremento de negócios superior a 100%. Agora, a empresa investe R$ 60 milhões em sua fábrica de Sorocaba-SP, onde já produz válvulas e monta transmissores de pressão. “A produção crescerá 2,5 vezes, e novos negócios virão para essa planta”, conta Fayad.

    Na Endress+Hauser, diz Kutil, “está em estudo a implantação de uma fábrica no Brasil, hoje prioridade mundial da companhia”. Segundo ele, desde 2004, a média de crescimento dos negócios da empresa no mercado brasileiro atinge 35% ao ano. E, em suas novas linhas de equipamentos, a Endress+Hauser enfatiza as peças intercambiáveis, passíveis de utilização, por exemplo, tanto em um medidor de vazão quanto em um medidor de nível. “Assim, não é necessário manter muitas peças de reposição em estoque”, destaca Kutil.

    Há no Brasil potencial para evolução ainda muito grande dessa indústria, por exemplo, no setor da bioenergia: “Estudos mostram que se fossem empregadas as mesmas soluções técnicas das unidades campeãs de cogeração de energia em todas as usinas, duplicaria sua representatividade na matriz energética do Brasil, saltando dos atuais 5% para 10%”, observa Torres, da Smar. Segundo ele, usinas canavieiras dedicadas também à produção de energia elétrica utilizam mais intensamente soluções de automação e controle – e também as mais modernas –, porque, ao assinarem contratos com as distribuidoras de eletricidade, precisam assegurar controle absoluto sobre suas plantas produtivas.

    O setor da bioenergia agora investe mais nessas soluções, acrescenta Albuquerque, da Siemens, também por receber recursos de empresas já presentes em setores como petróleo e gás e alimentos. “E essas empresas alocam em suas operações de bioenergia gestores formados nessas indústrias, mais tradicionalmente associadas à automação e controle”, ressalta.

    Albuquerque crê haver espaço garantido para evolução do mercado de automação no Brasil em setores como petróleo e gás, mineração e bioenergia. “Mas também a indústria química demanda mais soluções, até porque tem um grande déficit de produção, e notamos um aquecimento do mercado farmacêutico”, finaliza.



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