Automação Industrial

11 de março de 2002

Automação conduz melhor processos e integra setores

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados: Automação: automacao_abertura.

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    poiado pelas vantagens de redução de custos e melhoria da qualidade, o setor de automação industrial ignora crises. Até a ameaça de apagão, sofrida no ano passado, trouxe novos negócios nos modernos acionamentos elétricos, menos vorazes no consumo de energia, e também nos sistemas de desligamento seguro de fábricas em situação de emergência.

    A tônica do trabalho dos fornecedores se concentra na integração dos níveis operacionais e gerenciais, implicando negociações de sistemas completos no lugar das cotações feitas peça a peça. Interessante notar essa tendência no exato momento em que os protocolos de comunicação entre dispositivos de campo e sistemas de controle aparentam ter alcançado uma padronização. Pontificam as linhas Foundation Fieldbus, em especial no mercado norte-americano, e a Profibus, no europeu, com alguns adeptos do Hart espalhados pelo mundo. Em tese, a existência da “linguagem comum” facilitaria a interconectividade entre instrumentos e sistemas de vários fornecedores. Na prática, por facilidade de negociação ou por falta de corpo técnico do comprador, enxugado em alguma rodada de reengenharia corporativa, prevalecem as vendas de conjuntos, do campo à gerência.

    Combinando os avanços de instrumentos de campo, programas e sistemas de comunicação de dados, é possível oferecer mais benefícios aos usuários. Antigamente os grandes painéis das salas de controle reuniam dados sobre as principais variáveis de processo. Hoje as estações de trabalho coletam esses dados, além de acompanhar o desempenho dos principais equipamentos de processo, instruindo intervenções de manutenção, e também monitoram o funcionamento da instrumentação, podendo detectar anomalias. A quantidade de informação gerada no campo é tão grande que exige programas específicos para facilitar o seu manuseio, gerando bancos de dados a partir dos quais se emitem relatórios diversos, tanto para os níveis de controle e operação, quanto para os setores gerenciais. Daí por diante torna-se possível concretizar o sonho atual de qualquer empresário: integrar-se aos fornecedores e com os clientes via internet.

    Química e Derivados: Automação: Monteiro - tecnologia da informação integra todos os níveis.

    Monteiro – tecnologia da informação integra todos os níveis.

    “Os paradigmas do mercado de automação industrial estão mudando”, afirmou Wilson Monteiro, gerente geral para as áreas de petróleo, química e farmacêutica da divisão de indústrias de processos da ABB Ltda. As discussões clássicas do tipo digital versus analógico e controlador lógico-programável (CLP) versus sistema digital de controle distribuído (SDCD) já foram superadas, dando lugar para a oferta de serviços mais eficientes. “O cliente não quer saber o que tem dentro do sistema, quer que funcione bem, e com com o menor custo possível”, afirmou.

    “Os clientes pedem soluções completas, do chão-de-fábrica ao controle de processos e também para gerência de informações e ligação com os sistemas corporativos”, disse José Natalino P. Neto, gerente comercial de automação industrial da Yokogawa América do Sul.

    Ele confirma a preferência dos clientes por propostas completas de sistemas, mas alerta para o fato de a maior parte dos negócios no Brasil se referir à modernização ou à ampliação de unidades. “É preciso aproveitar os instrumentos já instalados, daí a necessidade de contar com sistemas que permitam intercâmbio de informações e comandos”, comentou. Os resultados de 2001 apresentaram crescimento de 20% sobre o ano anterior, em parte explicados pela grande demanda de instrumentos de campo por parte da Petrobrás, principalmente na área de refino e de transporte (dutos). “Estimamos ter atendido de 25% a 30% dos negócios com sistemas de controle do Brasil em 2001”, afirmou Natalino. Para 2002, a expectativa da empresa é ampliar em mais 15% suas vendas, com base em moeda estável (US$).

    Química e Derivados: Automação: Natalino - sistema Stardom beneficia clientes de pequeno porte.

    Natalino – sistema Stardom beneficia clientes de pequeno porte.

    A Invensys, empresa resultante da aglutinação de negócios de várias companhias dos grupos Siebe e BTR, como a APV (equipamentos), Foxboro (instrumentação e automação), Triconex (sistemas de redundância), SimSci (simuladores de processo), definiu as áreas de atuação prioritárias em fevereiro. Gerenciamento da produção e gerenciamento de energia tornaram-se divisões nucleares da estratégia da companhia, indicando a possibilidade de vender negócios como a fabricante de componentes industriais Rexnord e as linhas de acionamentos (drives) e controle de fluxo.

    Uma divisão de desenvolvimento de negócios abrigará as áreas de material para ferrovias (e metrô) e de componentes para energia, podendo ser mantidas ou vendidas, dependendo dos próximos resultados. Contando todas as unidades, a Invensys no Brasil conseguiu aumentar 15% suas vendas de abril de 2001 a março de 2002. A previsão para o próximo período é de novo aumento de 15%. “Há expectativa de bons negócios em petróleo, gás, petroquímica e papel, além do bom potencial para as termoeléricas”, afirmou William Boger, diretor-comercial da antiga divisão Foxboro, agora denominada Invensys Production Management, da qual também fazem parte os produtos da divisão APV.

    “No Brasil, a integração com ERP (enterprise resources planning) e sistemas intermediários do tipo MES (manufacturing execution system) ainda não são muito procurados”, disse Boger. A Invensys também controla a Baan, um dos nome mais conhecidos em ERP, e também comprou a canadense Walsh Automation, que atua até a fase de MES. “Além disso, somos certificados desde 1995 pela SAP para integração de sistemas”, afirmou.


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