Automação Industrial

16 de novembro de 2011

Automação – Altus obtém contrato para oito plataformas do pré-sal

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    empresa gaúcha Altus S/A, fundada em 1982 e voltada à geração de tecnologia própria em automação e controle de processos industriais, assinou em junho o maior contrato de sua história. Ela fornecerá, por R$ 115 milhões, os sistemas de automação das oito primeiras plataformas para as operações em larga escala dos campos de produção de petróleo e gás da região do pré-sal.

    Única empresa brasileira que desenvolve projetos e tecnologia de automação para a produção de óleo e gás em águas profundas, a Altus nesse projeto trabalhará com doze sistemas integrados relacionados aos processos de produção. Essa integração dos sistemas possibilitará a produção de 1,2 milhão de barris de petróleo por dia, quando todas as plataformas estiverem atuando, por volta de 2017, como prevê a Petrobras. O número é relevante, pois representa quase a metade do volume produzido hoje no Brasil. As plataformas também terão a capacidade de processar seis milhões de metros cúbicos de gás por dia.

    Segundo o presidente da Altus, Luiz Gerbase, para cumprir com esse megacontrato, será preciso ampliar o quadro funcional da organização, que deverá contratar oitenta novos colaboradores nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, e na parte administrativa.

    Ele ressalta que cada uma das oito plataformas tem como requisito um índice de conteúdo local que vai de 20% na primeira até 80% na oitava. No caso da Altus, a primeira plataforma já terá 80% de componentes nacionais, atendendo à exigência de aumentar a participação da indústria brasileira no fornecimento de bens e serviços para gerar emprego e renda no país.

    O impacto dos contratos com a Petrobras no faturamento da empresa, que em 2010 foi de R$ 72,564 milhões, será de quase 25% neste ano. A partir de 2012, a expectativa é que o crescimento continue sendo superior a 20%. Esses novos contratos fazem com que a Altus tenha um crescimento acima da média do mercado de automação e controle.

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    Plataformas contratadas para o pré-sal são do tipo FPSO (acima)

    As plataformas que serão automatizadas pela Altus são do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), unidade flutuante de produção e armazenamento de óleo. Esse modelo é o mais adequado para a localização dos poços do pré-sal, em altas profundidades e muito distantes da costa. O escoamento da produção é realizado por navios aliviadores.

    As oito plataformas do pré-sal constituem a maior encomenda simultânea do gênero no mercado mundial de petróleo. Elas possuem a mesma concepção, pois são réplicas de um só projeto que será seriado no Estaleiro de Rio Grande-RS. As plataformas serão ancoradas na Bacia de Santos, sendo seis nos campos de Lula e Cernambi, e duas em Guará e Carioca.

    A Altus também assinou outro importante contrato com a Petrobras, no mês de junho. A empresa fará a automação das novas plataformas de petróleo em construção pela estatal brasileira, a P-58 e P-62, num valor total de US$ 8.250.000,00. Para tanto, a empresa venceu uma licitação internacional feita pela Petrobras Netherlands B.V (PNBV).

    Nessa operação, a Altus fará a automação de cerca de nove mil pontos de controle por plataforma, compostos por cinco subsistemas: controle e monitoramento de produção e de utilidades; shutdown de processo (desligamento em caso de emergência); fogo e gás (responsável pela detecção de fogo e gás e combate a incêndio); hull (realiza o controle e monitoramento das variáveis relacionadas aos utilitários instalados no convés do navio e dos sistemas do navio); e hull shutdown (desligamento de emergência do hull).

    Luiz Gerbase prevê que, no início de 2012, os sistemas já comecem a ser testados. Ele acrescentou que a empresa já fornece soluções para a Petrobras há mais de 20 anos, tendo adquirido larga experiência no segmento de óleo e gás, com alta qualificação técnica. A Altus já modernizou nove plataformas da Petrobras e tem seus produtos em outras oito.

    Quanto à localização das plataformas, a P-58 será instalada no norte do Campo das Baleias, na região da Bacia de Campos, no estado do Espírito Santo. Por sua vez, a P-62 ficará no Campo de Roncador, na mesma bacia, mas no estado do Rio de Janeiro. Com relação à integração dos módulos das duas plataformas, a P-58 será feita em Rio Grande-RS e a P-62 em Suape-PE. As plataformas são do tipo FPSO e terão a capacidade de produzir 180 mil barris de petróleo por dia cada, devendo entrar em operação em 2013 e 2014.

    Também para o segmento elétrico a Altus fornece soluções, possuindo em Camboriú-SC uma empresa com estrutura focada para o setor, que desenvolve projetos para a produtividade e disponibilidade da operação e manutenção de sistemas elétricos, além de sistemas completos de supervisão, automação, controle e proteção para instalações elétricas.

    A empresa gaúcha modernizou o complexo energético de Paulo Afonso, na Usina Hidrelétrica Paulo Afonso I, II e III, da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), com a colocação de treze máquinas geradoras, produzindo uma potência total de 1,56 GW. Com essa iniciativa, é possível monitorar todo o complexo pelo Centro de Operações da Chesf, instalado em Recife-PE, a aproximadamente 500 km de distância do complexo.

    Já na Região Sul, a Altus desenvolveu o projeto de ampliação da subestação de energia (SE) Xanxerê-SC da Eletrosul. A usina, com capacidade instalada de 485 MW, com a subestação conseguiu fechar o anel da rede elétrica da Região Sul do país, interligando-se com Pato Branco-PR, Salto Osório-PR e Passo Fundo-RS, sendo responsável pelo fornecimento de energia para o leste catarinense. Nesse empreendimento, foi feita a modernização e substituição integral dos sistemas de controle, comando e supervisão existentes. Com isso será possível uma detecção mais rápida sobre as origens das falhas do sistema e também uma redução do tempo de parada da operação.


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