Tintas e Revestimentos

15 de julho de 2010

Atualidades – Tintas: Expectativa de crescimento setorial sobe para 7%

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Publicado por: Renata Pachione
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    bom desempenho dos segmentos de tintas imobiliárias, automotivas e industriais fez a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) elevar a previsão de crescimento nas vendas anuais do setor para 7% contra a projeção de 3,5% feita no final de 2009. Com essa nova expectativa, baseada no consumo registrado no primeiro semestre, que aumentou 15% em relação a igual período do ano passado, o mercado deverá absorver 1,322 bilhão de litros em 2010.

    Para Antonio Carlos de Oliveira, eleito presidente do conselho diretivo da Abrafati para o biênio 2010-2012, e também diretor de sistemas automotivos da DuPont para a América Latina, o índice foi favorecido pela recuperação da economia e pelo rearranjo de estoques no varejo. O executivo destaca as vendas de tintas imobiliárias como uma das mais influentes na composição desse cenário, a ponto de projetar crescimento de 8% para o segmento. “O consumo deverá superar 1 bilhão de litros”, prevê Oliveira. A estimativa ratifica o fim da crise, pois no ano passado essa mesma taxa não chegou a 1%, época em que esse subsetor registrou 982 milhões de litros vendidos.

    Química e Derivados, Antonio Carlos de Oliveira, Presidente do conselho diretivo da Abrafati, Atualidades - Tintas: Expectativa de crescimento setorial sobe para 7%

    Oliveira: setor corre o risco de ficar sem matérias-primas

    O executivo atribui esse avanço a alguns fatores, como a maior oferta de crédito (BNDES e Caixa Econômica Federal), o aumento da renda e dos prazos de pagamento, além da diminuição da taxa de desemprego no país. Além disso, a retomada dos lançamentos imobiliários, que em 2009 teve uma forte retração, os incentivos para os financiamentos de imóveis e o programa governamental Minha Casa, Minha Vida promoveram investimentos na construção habitacional e em reformas, o que refletiu diretamente nas vendas de tintas no país. “O crescimento é estrutural, não se trata de uma bolha de consumo, a mobilidade social é sustentável”, enfatiza Oliveira.

    Ele fala também de uma conquista da Abrafati. Para Oliveira, o Programa Setorial da Qualidade (PSQ) avançou na eliminação de tintas não-conformes no mercado. Segundo Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati, hoje quase 90% do volume vendido no Brasil atende aos requisitos mínimos da qualidade estabelecidos nas normas da ABNT. “Com isso, aumentamos o valor agregado da tinta”, afirma Ferreira.

    Se as previsões da associação se confirmarem, segundo o presidente-executivo da Abrafati, postos de trabalho na construção civil se abrirão, confirmando a importância das ações promovidas pela entidade para melhorar a capacitação profissional da categoria. Ferreira destaca o Programa Pintor Profissional, que hoje conta com cinco mil pintores e tem a meta de abranger todo o Brasil. A etapa atual compreende a Grande São Paulo e o interior do estado, além de Pernambuco e Rio Grande do Sul.

    Além dos imóveis – Outro forte impulso para o setor veio do segmento automotivo. Oliveira estima para este ano aumento de 7% nas vendas de tintas originais, totalizando o volume de 49 milhões de litros, um recorde histórico do mercado. Para a repintura automotiva a previsão também é de crescimento de 7%. De acordo com o executivo, novas tecnologias e melhorias na qualificação da mão de obra dentro das montadoras trouxeram inovações. “Houve uma transformação aliada à produtividade”, atesta.

    O segmento de tintas industriais foi o mais afetado durante a crise global e, portanto, as previsões são um pouco mais modestas: da ordem de 4%. “As vendas devem somar 163 milhões de litros em 2010”, afirma Oliveira. Para garantir esse volume, o executivo aponta como favoráveis os projetos de exploração de petróleo e gás, além do acesso facilitado das classes C, D e E aos bens de consumo. No entanto, faz uma crítica. “Só houve incentivo fiscal para a linha branca e não à indústria brasileira como um todo.”

    Oliveira também denuncia a falta de investimentos do governo em infraestrutura logística, ou seja, melhorias em portos e estradas, e associa a manutenção dos índices positivos do mercado de tintas à continuidade na desoneração da taxa fiscal das importações de matéria-prima. “Queremos que o governo aja para que o setor não sofra um desabastecimento de matéria-prima”, afirma. Para o executivo, com a alta na demanda asiática, o país pode ser preterido e amargar perdas no fornecimento de produtos. “Pode ser que falte matéria-prima”, conclui.

    Considerado um dos cinco maiores mercados mundiais para tintas, o Brasil faturou em 2009 US$ 3,03 bilhões, o equivalente à produção de 1,232 bilhão de litros. Desse volume, seguindo a tradição, as tintas imobiliárias representaram a maior parte: um pouco mais de 70%. O restante se dividiu entre a indústria em geral (15%) e os segmentos automotivo (montadoras) e o de repintura automotiva, cada um com 4%.

     



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