Química

20 de julho de 2007

Atualidades – Pigmentos – Degussa inaugura 3ª linha produtiva de negro-de-fumo

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    A fábrica da Degussa Brasil em Paulínia-SP colocou em marcha sua terceira linha produtiva de negro-de-fumo em 26 de junho, perfazendo capacidade total de 100 mil t/ano do produto usado pela indústria de artefatos de borracha e pneus, bem como pigmento para tintas de impressão, plásticos e esmaltes. Com isso, a empresa reforçou sua posição de segunda maior produtora mundial, com 1,4 milhão de t/ano espalhada por vários países.

    Química e Derivados, Klaus Engel, Atualidades - Pigmentos - Degussa inaugura 3ª linha produtiva de negro-de-fumo

    Engel: companhia investe no desenvolvimento de bioprodutos

    A inauguração atraiu às instalações, vizinhas às da Refinaria do Planalto (Replan, a maior da Petrobrás), a visita do presidente mundial (CEO) da companhia, Klaus Engel, recentemente contratado e oriundo da distribuidora Brenntag. Ele foi indicado para o cargo pelo grupo RAG, que comprou a Degussa em setembro de2006. ADegussa representa 80% dos negócios químicos do referido grupo.

    Engel ressaltou que tanto a Ásia quanto a América do Sul são consideradas estratégicas para a companhia, devendo receber volume significativo de investimentos. A unidade de Paulínia, prova disso, recebeu US$ 85 milhões desde a compra do terreno, em 1989. Em outubro, a fábrica de peróxido de hidrogênio de Barra do Riacho-ES conclui projeto de expansão para 80 mil t/ano. “Além disso, a alta eficiência do Brasil em etanol e açúcar nos motiva a estudar uma maneira de participar da cadeia produtiva”, comentou. A empresa fornece catalisadores para biodiesel e investiga o campo dos plásticos biodegradáveis. O plano atual de investimentos da companhia chega a 2,2 bilhões de euros, com boa parte aplicada em países emergentes.

    No caso da América do Sul, os negócios centrais da companhia estão sendo reforçados. O Brasil já abriga produções locais de negro-de-fumo e peróxido de hidrogênio, mas ainda há espaço para absorver mais aminoácidos nas linhas de rações para galináceos. Ainda em nutrição animal, o Chile possui excelente potencial para rações de peixes. Engel explicou que a empresa desenvolve estratégias por região geográfica e por unidades de negócio. No momento, a atuação regional está sendo reforçada.

    A disponibilidade de recursos naturais favorece a fabricação de aminoácidos, mas também provoca os pesquisadores da companhia a estudar outros campos de aplicação. Com os preços do petróleo em alta, alternativas renováveis para a produção de metacrilato de metila e butadieno se tornam interessantes. “Dentro de cinco a dez anos, vários bioprodutos estarão muito desenvolvidos”, afirmou Engel.

    O CEO avaliou como promissor o panorama de negócios com especialidades químicas, apesar do acirramento da concorrência mundial. A rentabilidade do segmento apresenta boa evolução porque a relação oferta e demanda está muito apertada, principalmente por causa do crescimento asiático e da recuperação dos EUA, sustentando preços. Porém, as empresas precisam concentrar esforços para se manter na liderança dos principais mercados mundiais. “Recomendo investir na indústria química, não só na de especialidades”, considerou.

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    Fábrica de Paulínia-SP pode produzir 100 mil t/ano

    Negro aquecido – A América do Sul está ampliando significativamente a produção de pneumáticos e de veículos automotores, tanto para consumo regional, como para exportação. Só em 2006, as fábricas brasileiras produziram 55 milhões de pneus e 2,6 milhões de veículos, um terço dos quais destinado à exportação. Para 2009, espera-se a produção de 70 milhões de unidades. “A construção da linha três foi antecipada em dois anos para atender à evolução da demanda”, explicou o presidente da Degussa Brasil Weber Porto.

    Entre os três produtores mundiais instalados no País (Degussa, Cabot e Columbian), a oferta nacional de negro-de-fumo alcançou a casa das 450 mil t/ano. “Esta quantidade é suficiente para suprir o mercado brasileiro pelos próximos cinco anos, depois disso será preciso construir novas fábricas”, calculou Eraldo Pereira Jr., responsável pela área comercial do produto na região, recentemente transferido para os Estados Unidos onde será o gerente de atendimento mundial à Goodyear.

    As três linhas de produção da unidade de Paulínia foram construídas no mesmo conceito tecnológico, variando apenas a sua capacidade. As duas primeiras podem fabricar 27,5 mil t/ano do insumo, enquanto a mais nova pode ir a 47,5 mil t/ano, dependendo dos tipos nela elaborados. O processo consiste em queimar um hidrocarboneto, no caso o resíduo aromático (Raro) de destilação de petróleo, comprado da Replan e recebido por meio de dutovia, em uma fornalha horizontal, daí o nome de processo furnace. Uma chama quase invisível de gás natural queima o Raro injetado por bocais perpendiculares a ela. Aproximadamente a um metro adiante, injeta-se água na fornalha, interrompendo a oxidação. O fluxo ainda aquecido passa por um circuito de resfriamento, sendo levado a um conjunto de filtros de mangas que retém o negro-de-fumo, descarregado pela parte inferior. “Em Paulínia, são produzidos seis tipos de alta superfície (hard) e cinco tipos de baixa superfície (soft)”, informou Rolf Zimmermann, gerente da fábrica. Durante o processamento, podem ser introduzidas ainda algumas modificações na sua estrutura, tanto na peletização, quanto na secagem, podendo ser feita até uma nova oxidação.

    A produção de um único pneu pode requerer a adição de doze tipos diferentes de negro-de-fumo. Há um específico para promover a adesão dos fios de aço da estrutura à borracha que fica aparente. Mesmo na borracha, a parte interna recebe tipos soft, enquanto os hard ficam na superfície.


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