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18 de novembro de 2010

Atualidades – Petroquímica – Suape garante autossuficiência do PET

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Publicado por: Etiene Ramos
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    Química e Derivados, Maurício Pimentel, Petroquímica Suape, abastecer o mercado interno e exportar para a América do Sul

    Pimentel: excedente da produção será exportado para América do Sul

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    Brasil caminha para a autossuficiência na produção verticalizada de polietileno tereftalato (PET), o insumo básico para a fabricação de garrafas plásticas de alta qualidade, embalando refrigerantes, bebidas, produtos de higiene e até medicamentos. A partir do segundo semestre de 2011, toda a demanda nacional pelo insumo será atendida pela Petroquímica Suape e pela M&G Polímeros (do grupo italiano Mossi & Ghisolfi), âncoras do polo petroquímico que vêm se instalando no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco.

    A M&G tem capacidade para produzir 550 mil toneladas por ano de PET, enquanto a Petroquímica Suape, unidade da Petroquisa (subsidiária da Petrobras), estará iniciando a produção de 450 mil toneladas da mesma resina PET dentro de um ano. “Teremos cerca de 900 mil t/ano, vamos abastecer o mercado interno e ainda exportaremos para a América do Sul”, afirmou o diretor corporativo da Petroquímica Suape, Maurício Pimentel.

    Em Suape, a Petrobras investiu até agosto deste ano R$ 2,1 bilhões, dos R$ 4,9 bilhões que serão aplicados nas três plantas conjugadas da Petroquímica Suape: a de ácido tereftálico purificado (PTA), a de resina PET e a de polyester oriented yarn (POY). O arranjo torna a empresa uma das maiores do mundo no modelo de integração da indústria petroquímica.

    Com a instalação da Refinaria Abreu e Lima, também em Suape, a Petrobras analisa a possibilidade de utilizar a nafta gerada no refino para alimentar uma futura unidade de paraxileno, insumo fundamental para se obter o ácido tereftálico purificado, intermediário para o PET.

    A Brasalpa, fabricante de pré-formas de PET, do grupo alemão Alpla, entrou em operação em novembro de 2008 e, em breve, ganhará outras quatro vizinhas que preparam terreno e até o final do ano iniciam obras para começar a funcionar a partir do segundo semestre de 2011, segundo o vice-presidente do Complexo Industrial e Portuário de Suape, Sidney Aires.

    Química e Derivados, Tabela, Investimentos na Petroquímica Suape
    As futuras unidades de pré-formas, a Lorempet, a PET Nordeste, a Amcor e a Cristal PET, seguem o sopro da Plastipak, fabricante de pré-formas que chegou a Suape no encalço da M&G, assim como a Topack do Brasil, produtora de sacos gigantes para embalagens. “As novas fábricas de pré-formas representam quase US$ 100 milhões em investimentos consolidados com base na produção de resina PET em Pernambuco”, afirmou Aires, que vem recebendo empresários interessados em se instalar no polo a reboque das âncoras da petroquímica moderna.

    Sem citar nomes, ele adianta que alguns são da área têxtil, que retoma força e poderá recuperar sua tradição em Pernambuco com o início da produção de polímeros e filamentos de poliéster pela Petroquímica Suape. A partir de outubro, duas das 64 máquinas de texturização começaram a funcionar produzindo, inicialmente, 2.500 t/ano de fios texturizados de poliéster.

    Química e Derivados, Petroquímica, Suape garante autossuficiência do PET

    As unidades da MG e da Petroquisa chegarão a 900 mil t/ano

    Até julho de 2011, todas as 64 fábricas estarão instaladas, elevando a capacidade de produção para 240 mil t/ano de polímeros e filamentos de poliéster, subdivididos em filamentos POY (86 mil t/ano); FDY, o Full Draw Yarn (14 mil t/ano); DTY, Draw Textured Yarn (85 mil t/ano) e os chamados chips – polímeros de poliéster (55 mil t/ano). Toda a produção tem a indústria têxtil nacional como mercado alvo.

    “Uma grande parte do consumo interno está sendo atendida por importações, criando dificuldades ao consumidor nacional que precisa possuir estoques, carece de uma assistência técnica ideal e enfrenta dificuldade de reclamar caso tenha problemas de qualidade, fatores que reduzem a competitividade dos elos a jusante da cadeia têxtil brasileira”, analisou Pimentel.

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    As unidades da MG e da Petroquisa chegarão a 900 mil t/ano

    No caso do PTA, a produção atingirá 700 mil t/ano, em sua maioria, a ser utilizada internamente e o restante disponibilizado ao mercado. “Em um primeiro momento, uma parte da produção de PET deverá ser exportada, sendo a América do Sul o principal mercado alvo, hoje atendido principalmente por fornecedores asiáticos”, explicou o diretor corporativo. Os planos são de exportar 220 mil t/ano de resina PET no segundo semestre do ano que vem, utilizando a infraestrutura portuária de Suape e a malha rodoviária interligada.

    Desafios – Os investimentos públicos e privados que dão vida ao novo “eldorado” petroquímico nacional contam com mercados em ascensão, tecnologia de ponta em importantes parcerias, logística para exportação e incentivos fiscais dos governos estadual e federal, mas enfrentam o desafio de encontrar mão de obra qualificada. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) têm apoiado o setor químico, que não é tradicional no estado, a fincar suas bases. Mesmo assim, ainda é preciso importar profissionais ou enviá-los para treinamento em outras regiões. No caso da Petroquímica Suape, que terá 1.800 empregados, dos quais 1.200 por concurso público e os demais terceirizados, parte dos primeiros contratados para a unidade têxtil está sendo treinada em indústrias do sul do país.

    Entre as importantes parcerias que viabilizaram a unidade, aparece a firmada com o grupo indiano Reliance, um player mundial de petróleo e gás e nas áreas petroquímica e têxtil. Pelo acordo de cooperação técnica, assinado ainda na fase em que se estudava a entrada da Petrobras na Petroquímica Suape, depois de a Vicunha ter desistido do negócio, o Reliance disponibilizou técnicos que deram suporte aos brasileiros na implantação da unidade e levou quarenta profissionais para treinamento em suas instalações na Índia.

    Outras parcerias importantes mostram que o empreendimento tem uma forte marca da globalização. A PetroquímicaSuape contou com a americana Invista, que forneceu a tecnologia da planta de PTA; com as alemãs Lurgi Zimmer e Bühler que, além de tecnologia, forneceram equipamentos para as plantas de POY e PET; e com a japonesa TMT, responsável pelos equipamentos e tecnologia de texturização. Finalizando, entraram a italiana Salmoiraghi, que forneceu o sistema de manuseio de bobinas; e a Aker Solutions, da Inglaterra, que respondeu pelo projeto básico e o detalhamento da planta de PTA.



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