Sem categoria

18 de dezembro de 2010

Atualidades – Pesquisa – UFBA extrai gasolina do plástico reciclado

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Valverde
+(reset)-
Compartilhe esta página
    G

    asolina isenta de enxofre e eteno, em seletividades correspondentes a 90% e 10%, respectivamente, estão sendo obtidos em escala de bancada na pesquisa conduzida pela doutoranda e professora da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Daniela Araújo Costa, com amostras pós-uso de duas poliolefinas largamente utilizadas: polietileno de alta densidade (PEAD) e polipropileno (PP). “As vantagens da reciclagem química são a diminuição da poluição e a criação de mais uma alternativa para esse mercado que emprega grande número de trabalhadores”, informou a pesquisadora. “As cooperativas de recicladores podem garantir o suprimento de uma planta em escala comercial.”

    Química e Derivados, Daniela Araújo Costa, UFBA, gasolina isenta de enxofre

    Daniela: catalisadores degradaram PEAD e PP pós-uso

    Daniela Costa ressalta as amplas possibilidades que a reciclagem química tende a oferecer para transformar plásticos usados em hidrocarbonetos, para uso como gasolina ou na forma de petroquímicos básicos (olefinas e aromáticos). “O uso de catalisadores no processo de degradação de polímeros pós-consumo é uma opção promissora para o tratamento da grande quantidade de resíduos plásticos gerados, reduzindo-se assim o impacto ao meio ambiente representado pelo acúmulo nos aterros e a emissão de gases na incineração”, constatou. No momento, a pesquisadora busca apoio da Petrobras, de empresas químicas ou petroquímicas, e de instituições de fomento para levar a pesquisa ao estágio de planta piloto. Até agora, sua pesquisa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb).

    De acordo com os relatórios de pesquisa, as amostras de PEAD e PP foram lavadas com água destilada, secas em temperatura ambiente e, então, levadas a um moinho de facas para a obtenção de um fino pó, após congelamento a -15ºC. Cada experimento foi realizado com uma massa total de cinco gramas.

    A preparação das amostras a serem degradadas quimicamente consistiu em misturar variadas concentrações do catalisador – 0%, 1%, 5% e 10% – ao polímero pós-consumo. A percentagem do catalisador não apresentou influência expressiva nos resultados. Foram usados dois diferentes catalisadores: o HAlMCM-41 e o HZSM-5 (zeólita comercial da Toyo Soda).

    Os testes catalíticos de degradação foram feitos em um microreator de vidro, com variações de temperatura, da ambiental até 450°C. E as frações de hidrocarbonetos obtidas foram caracterizadas por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massa (CG/MS) Varian CP-3800.

    A pesquisadora relatou que o material mais oneroso empregado são os catalisadores. Sua produção em laboratório consegue direcioná-los com mais precisão para o resultado que mais interessar, na sua pesquisa, a gasolina. “Uma gasolina isenta de enxofre ou algo na mesma faixa”, enalteceu. “A olefina, nesse caso, é o subproduto”, avaliou, referindo-se ao eteno. “A degradação catalítica com o catalisador HAlMCM-41 apresentou uma seletividade em gasolina bem similar à degradação térmica, enquanto que na presença do catalisador HZSM-5 esta seletividade foi aumentada significativamente”, concluiu.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next