Química

15 de abril de 2010

Atualidades – Negócios: Wacker planeja recuperar lucros em 2010

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    pós comemorar recordes de vendas e lucro líquido em 2008, a Wacker, especialista alemã em química do silício, não conseguiu se defender da crise financeira mundial nem da retração na demanda de seus clientes, e registrou queda nos principais indicativos financeiros do ano fiscal de 2009. As vendas, que atingiram € 4,3 bilhões no frutífero ano de 2008, caíram para € 3,7 bilhões no ano passado, uma baixa de aproximadamente 14%. O resultado foi ainda mais duramente prejudicado: o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (LAJIDA, ou EBITDA, na sigla em inglês), de € 1,06 bilhão em 2008, despencou pouco mais de 40%, para € 607 milhões em 2009, e o resultado líquido apurado no período mostrou um prejuízo de € 75 milhões, em decorrência principalmente do fraco desempenho do segmento de semicondutores.

    Química e Derivados, Rudolf Staudigl, presidente da Wacker, Atualidades - Negócios: Wacker planeja recuperar lucros em 2010

    Staudigl espera retomada do crescimento em 2010

    A crise mundial foi especialmente danosa para a divisão de negócios Siltronic, uma das principais produtoras mundiais de sanduíches de silício hiperpuro, insumo vital para a indústria de semicondutores e os fabricantes de microchips. Refletindo uma situação no mercado de semicondutores descrita pelo CEO e presidente da Wacker, Rudolf Staudigl, como “extremamente difícil”, a divisão Siltronic perdeu metade de suas vendas em 2009. Com pressões de preços afetando os negócios em sanduíches de todos os diâmetros, o resultado da divisão, expresso na forma do LAJIDA, foi um prejuízo de € 162 milhões.

    As divisões químicas da empresa (Silicones, Polímeros e Biotecnologia) se saíram bem melhor em 2009. As vendas da Wacker Biosolutions, inclusive, apresentaram crescimento, passando de € 98 milhões, em 2008, para € 105 milhões, no ano passado. Combinadas, entretanto, as vendas das três divisões apresentaram uma queda de 12%, de € 2,375 bilhões para € 2,088 bilhões, mas o lucro medido pelo LAJIDA, de € 286 milhões, manteve-se no mesmo nível de 2009. Segundo Staudigl, o resultado mais favorável das divisões químicas se beneficiou “de uma substancial recuperação da demanda dos clientes durante o ano”, além dos impactos positivos de medidas para a redução de custos, e de preços mais baixos de matérias-primas e de energia que em 2008.

    A grande vitoriosa no turbulento ano de 2009, no entanto, foi a divisão Polysilicon, responsável pela produção de silício policristalino, sílica pirogênica e clorosilanos para aplicações em semicondutores e energia fotovoltaica. Além de ver suas vendas passarem de € 828 milhões, em 2008, para € 1,121 bilhão, em 2009, a Wacker Polysilicon comemorou a quebra da barreira do € 1 bilhão em vendas pela primeira vez. O resultado expressivo se amparou especialmente em volumes adicionais de produção, que elevaram em 50% as quantidades fabricadas, em relação a 2008, totalizando 18,1 mil toneladas. O LAJIDA, mesmo sem apresentar expansão tão pronunciada, cresceu 23%, de € 422 milhões para € 521 milhões, apesar de dificuldades como menores preços para as vendas de silício policristalino no curto prazo, e da saída da Wacker da joint venture Wacker Schott Solar, dedicada à produção de sanduíches de silício policristalino para aplicação em energia solar.

    Química e Derivados, Silicone, Atualidades - Negócios: Wacker planeja recuperar lucros em 2010

    Silicone permite lente diretamente produzida no LED

    “Quando consideramos quão difícil o ambiente econômico era, especialmente no começo de 2009, o desempenho da Wacker no campo operacional foi respeitável, certamente, à exceção do negócio de semicondutores”, crê o CEO e presidente da empresa. Ele também se mantém convicto de que as vendas e o LAJIDA da Wacker crescerão em 2010, se nada de muito grave acontecer na segunda metade do ano, uma vez que o primeiro trimestre teve resultados muito bons. A expectativa é de que as vendas ultrapassem, novamente, a casa dos € 4 bilhões, e o lucro líquido alcance a faixa das centenas de milhões de euros. “As macrotendências das quais nos beneficiamos continuam valendo: eficiência energética, redução de emissões de CO2, maior prosperidade em economias emergentes e o avanço da digitalização. Todas essas tendências dão combustível para os produtos da Wacker e, consequentemente, para o nosso crescimento”, disse Staudigl, que vê a economia mundial em lenta recuperação desde o segundo trimestre de 2009, com menor intensidade nos EUA e na Europa, mas com força redobrada na Ásia, especialmente na China. A Ásia, aliás, é o maior mercado da empresa, respondendo por 34% das vendas consolidadas, ou € 1,25 bilhão. O Brasil, por sua vez, ainda não figura entre os principais consumidores de produtos da empresa, embora Staudigl veja “forte desenvolvimento” no país. Ele atribui a posição mais modesta da empresa por aqui ao fato de os produtos da Wacker serem utilizados em tecnologias avançadas pouco disseminadas no mercado ou na indústria locais. As vendas da companhia alemã no Brasil giram em torno de € 50 milhões por ano.


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