Economia

18 de setembro de 2010

Atualidades – Negócios – Informex traz novo modelo de feiras

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    conteceu no final de agosto a primeira edição da Informex Latin America – Feira Internacional de Química Fina e Derivados. Versão latino-americana de evento realizado nos Estados Unidos há 26 anos – e presente também na Índia. Durante dois dias ela reuniu em São Paulo mais de trinta expositores de produtos e serviços relacionados à indústria química, e recebeu em seu ciclo de palestras um público de aproximadamente duzentos profissionais.

    Química e Derivados, Cassiano Facchinetti, Gerente do evento pela UBM Brazil, Atualidades - Negócios - Informex traz novo modelo de feiras

    Facchinetti: foco na química verde foi sugerido pelas expositoras

    A próxima Informex Latin America está programada para 2011, também no Brasil, mas as feiras seguintes serão distribuídas pela região. Em um ano, outro país latino-americano, provavelmente o México, ou a Argentina, será escolhido como sede, e no ano seguinte voltará ao Brasil.

    Embora procure reunir representantes de diversas vertentes do setor – químicos, química fina, bioquímicos e produtos de alta performance, entre outros –, a Informex Latin America adotou como tema o conceito da Química Verde. “Selecionamos esse tema tanto por haver atualmente no país elevado investimento nessa vertente da indústria quanto por demanda das empresas consultadas”, justifica Cassiano Facchinetti, gerente do evento pela UBM Brazil, a empresa promotora da feira.

    A escolha desse tema potencializou a presença de empresas como a Purac, que ali destacou a versão heat-stable de seu PLA (bio-polímero obtido do ácido lático de origem fermentativa). De acordo com Juscinei Souza Santos, gerente de desenvolvimento de negócios da Purac, duas características associam muito fortemente esse polímero ao conceito da química verde. A primeira é sua origem renovável: ele pode ser obtido da mandioca, da cana, do milho, e de outras fontes de carboidratos. Além disso, “ele é biodegradável”, garante Santos.

    Por enquanto, ele é utilizado de maneira mais intensa na indústria de alimentos, na qual pode desempenhar, entre outras, a função de conservante natural, além de oferecer estabilidade térmica. Por resistir a altas temperaturas, o PLA pode ser aproveitado também em aplicações industriais. “A indústria de embalagens começa a usar mais esse polímero”, especifica Santos.

    Também a Stepan se valeu do apelo ambiental para divulgar produtos como moléculas de glifosato menos tóxicas, e solventes “verdes”, utilizados principalmente em biodiesel e em defensivos agrícolas. “Ésteres metílicos biodegradáveis, esses solventes provêm de fontes renováveis”, explica Eduardo Lopes do Couto, gerente da Stepan. “Cada vez mais se buscará produtos menos tóxicos e ambientalmente mais corretos”, acrescentou.

    Foco no relacionamento – Em seu espaço de exposições, a Informex Latin America adotou modelo por enquanto pouco comum nos eventos empresariais realizados no Brasil. Ele destina aos expositores espaços iguais e discretos, compostos basicamente por mesas e cadeiras, onde podem receber os visitantes, e por um painel para instalação da logomarca e colocação de folhetos. Não há estandes decorados, exposição de produtos ou promotores profissionais: a ideia é priorizar o relacionamento pessoal, em detrimento dos recursos de marketing.

    Adequando-se a esse formato, a Makeni Chemicals ali divulgava o Eastman 168, um plastificante sem ftalato por enquanto importado dos Estados Unidos. “A legislação relativa a determinados produtos, brinquedos, por exemplo, está cada dia mais rígida no Brasil, e essa é uma alternativa para substituir o ftalato nesse gênero de aplicações”, destaca Emílio De Donato, assessor de negócios da Divisão Plásticos da Makeni.

    A Bunge, conta Marcos Belasque, diretor de vendas industriais do segmento non foods dessa empresa, ali participava, pela primeira vez no Brasil, de um evento não relacionado à indústria alimentícia. Mais conhecida pela associação aos alimentos, a Bunge, ele acrescenta, há cerca de cinco anos estruturou um segmento de vendas dedicado a outras atividades industriais, às quais fornece óleos vegetais destinados a aplicações como fabricação de tintas, defensivos agrícolas e biodiesel, entre outras.

    No Brasil, a Bunge produz para esses usos os óleos de soja, milho, canola e girassol. “São os mesmos óleos usados nos alimentos”, ressalta Marcos. A empresa disponibiliza ainda outros importados, como os óleos de palma e de palmiste, trazidos da Malásia e já aproveitados em produtos de higiene e de cosméticos.

    Palestras – A primeira edição da Informex Latin America incluiu um ciclo de palestras dedicado tanto a temas mais técnicos, a maioria inserida no conceito da química verde, quanto a assuntos de interesse mais geral da indústria química. Integra-se a esse segundo grupo a palestra de abertura do evento: “O Horizonte da Química Verde no Brasil e no Mundo”, proferida por Paulo Luiz de Andrade Coutinho, gerente de open innovation da Braskem. Além de abordar os conceitos, o histórico e as motivações relacionadas à química verde, ele destacou doze de seus princípios: prevenção de resíduos; economia de átomos; reagentes menos tóxicos; desenvolvimento de compostos seguros; redução do uso de solventes e auxiliares; eficiência energética; renováveis; evitar subprodutos; catálise; desenvolver compostos degradáveis; análise em tempo real para prevenção; química segura.


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