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18 de novembro de 2010

Negócios – Feira movimenta R$ 100 mi em inovação industrial

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Química e Derivados, Marcelo Lopes, Sebrae / RS, Mercopar consolida-se como o mais importante evento do setor de subcontratação e inovação industrial do sul do Brasil

    Lopes: satisfação com os resultados da Mercopar

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    19ª Mercopar – Feira de Subcontratação e Inovação Industrial, realizada de 19 a 22 de outubro, em Caxias do Sul-RS, foi terreno fértil para centenas de lançamentos apresentados pelos 600 expositores e o otimismo dos empresários se refletiu de forma positiva nos resultados finais. O volume total de negócios superou os R$ 100 milhões, com R$ 80 milhões em vendas diretas nos estandes e mais de R$ 20 milhões nas rodadas do Projeto Comprador. No ano passado, o total de negócios chegou aos R$ 64 milhões.

    A Mercopar reúne os setores metal-mecânico, de borrachas, plásticos e serviços industriais pesados. Na avaliação do superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes, os resultados superaram as expectativas. “São dados que nos deixam bastante satisfeitos. A Mercopar se consolida como o mais importante evento do setor de subcontratação e inovação industrial do sul do Brasil. Vamos continuar trabalhando com todos os parceiros envolvidos, especialmente com os expositores, para melhorar ainda mais esta grande feira”, ressaltou Lopes.

    Em sua segunda edição, a Rodada de Negócios da Cadeia de Petróleo e Gás foi realizada nos dias 21 e 22. Diversas empresas compareceram para apresentar seus produtos. A CTL, especializada em sistemas completos de metal, como tubulações e caldeiraria, foi uma delas, assim como a Euronema Ambiental, da área de ventiladores, filtros de manga, enclausuramento acústico, cabinas de pintura, demisters, lavadores de gases etc. Outras empresas também participaram do evento, entre as quais a Localpolo, do ramo de transportes de equipamentos pesados, a Lubrifixa lubrificantes e a MKS Serviços Especiais de Engenharia.

    Para quem quer fornecer ao setor petroquímico, o presidente da Associação Óleo e Gás do Rio Grande do Sul, Estevão Leuck, explicou que o primeiro passo é ser admitido no cadastro da Petrobras nem que seja numa unidade local, uma refinaria, por exemplo, como é o seu caso. Pelo endereço eletrônico http://www.petrobras.com.br/pt/centro-de-negocios/, clicando no canal do fornecedor, aparece o certificado de registro e classificação cadastral, sigla CRCC, que deve ser renovado anualmente. Legalmente, a empresa não pode ter pendências com a Justiça do Trabalho, ou de outros ramos, e deve possuir todos os licenciamentos ambientais em conformidade com o Ministério do Meio Ambiente. Na questão técnica, normas ISO 9000 e 14000 e as específicas da indústria petrolífera são exigidas, dependendo do grau de complexidade.

    Ao todo, a associação reúne 50 companhias de micro e pequeno porte. Para entrar na entidade, a empresa precisa ter passado ainda por estágios de aprimoramento obrigatórios que envolvem as capacitações de gestão, a cargo do Sebrae do Rio Grande do Sul, e técnica, definida pela Refap e pela Petrobras. Preferencialmente, a empresa deve aderir ao Projeto de Adensamento da cadeia de Petróleo e Gás do RS, liderada pela Secretaria da Ciência e da Tecnologia por meio da Redepetro, que tem seu foco nas micro e pequenas empresas para fomentar a cooperação e o desenvolvimento de suas associadas, por meio de qualificação, relacionamento e formação de parcerias.

    Segundo Leuck, conseguir o cadastro da Petrobras repercute bem na petroquímica. No caso do Rio Grande do Sul, a Braskem criou uma facilidade, pois existe um grupo seleto de fornecedores que ganharam um showroom dentro da planta de petroquímicos básicos da empresa. Assim, eles vendem para as diversas unidades da Braskem e podem atender outros players do condomínio petroquímico gaúcho tais como Innova, DSM Elastômeros, e Oxiteno.

    O sonho de todo empresário cadastrado numa unidade local da Petrobras é conquistar um lugar ao sol do cadastro corporativo. O caminho é longo e tortuoso. Um exemplo da complexidade desse processo: a empresa de Estevão Leuck, dentro da Mercopar 2010, foi contemplada com uma verba de R$ 350 mil porque está desenvolvendo uma mangueira de uso múltiplo em plataformas, refinarias e plantas petroquímicas.

    A verba veio de uma olimpíada de inovação tecnológica que reuniu duas mil empresas competidoras cujo resultado foi anunciado dentro da Mercopar e tinha na comissão julgadora um engenheiro da Petrobras. Além disso, a Leuck já é fornecedora há dez anos da Refap e assim mesmo Leuck prevê que poderá levar mais um ano para completar o cadastramento corporativo modalidade holding, que lhe dará acesso a todas as empresas da Petrobras no Brasil e no exterior, bem como de suas sócias, como ocorre em alguns países, onde o grupo petrolífero brasileiro mantém joint ventures.

    “Preparamos e capacitamos potenciais fornecedores, até os encaminhamos para a qualificação no Senai. Entretanto, a atitude é bilateral. Não vamos correr atrás de ninguém. É uma oportunidade com amplo suporte institucional, mas os empresários precisam se esforçar e percorrer o caminho das pedras” avisou Marcelo Lopes.

    Meio ambiente em foco – Buscando orientar os interessados e esclarecer alguns pontos sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que ainda é muito recente e aguarda a publicação do decreto oficial, a Fundação Proamb, em parceria com o Sebrae/RS, promoveu por ocasião da Mercopar uma mesa-redonda com o tema “Política Nacional de Resíduos Sólidos – Desafios e Oportunidades”.

    Profissionais de diferentes áreas participaram da atividade que teve mediação do advogado da Fundação Proamb, Ademar Petry. A advogada especialista em direito ambiental Luisa Fakenberg apresentou ao público um panorama geral da nova legislação, destacando alguns pontos que considerou essenciais ao empresariado, como conceitos, ciclo de vida dos produtos, gestão integrada dos resíduos sólidos, logística reversa e classificação dos resíduos, esta considerada por ela como muito confusa, incompleta e restrita. “Na minha opinião, eles não deveriam ter nomeado os resíduos, pois neste meio tudo muda muito rápido. Sem contar que alguns componentes acabaram ficando de fora”, explicou a advogada.

    Renato das Chagas e Silva, chefe da divisão de controle da poluição ambiental da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler-RS (Fepam), e Mário Soares, especialista em tratamento e destinação de resíduos industriais e técnico da Fundação, traçaram um comparativo com a política estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul e explicaram alguns detalhes técnicos.

    Para Soares, o Estado não terá maiores problemas em atender aos decretos da política nacional por já ter se adaptado à rigorosa lei estadual. “O restante do país talvez demore um pouco mais. Mas se todos caminharem juntos facilitará até mesmo o trabalho que já exercemos aqui no estado”, avaliou Silva.


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