Química

18 de novembro de 2007

Atualidades – Mercopar – Feira de subcontratação enfatiza o biodiesel

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    a 16ª edição da Mercopar (Feira de Subcontratação e Inovação Industrial), realizada de 23 a 26 de outubro, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer as pesquisas realizadas dentro do chamado Projeto Estruturante de Ciência e Tecnologia do Biodiesel, o óleo combustível derivado de óleos e subprodutos graxos vegetais e animais e que deve ser adicionado ao biodiesel comum na proporção de 2%, por enquanto, e até 5% nos próximos anos. No estande da Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (Cientec), localizado junto ao salão de energia, alguns desses estudos eram explicados de maneira didática para facilitar a compreensão do público leigo.

    Os visitantes obtiveram por antecipação informações de como irão ocorrer novos estudos comparativos com as diversas composições possíveis de biodiesel, segundo informou a coordenadora industrial do projeto, a engenheira química da Cientec, Iza Northfleet. Segundo ela, técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto de Química e Geociências da Universidade Federal de Pelotas também integram o grupo de análise.

    As três instituições terão dois anos para apresentar os resultados da pesquisa, cuja verba, de aproximadamente R$ 4,2 milhões, será proveniente da Financiadora de Estudos e Pesquisa do governo federal (Finep). A partida do projeto está prevista para o final de 2007 ou começo de 2008.

    O processo de obtenção do biocombustível é denominado transesterificação e inclui o uso de um álcool para diminuir a viscosidade do óleo e um catalisador, que promove a aceleração da velocidade do processo reativo. Uma das linhas da pesquisa busca produzir biodiesel pela rota do etanol (álcool de origem vegetal) e comparar com a metílica (composição alcoólica derivada de petróleo), essa última atualmente empregada na indústria de escala.

    Iza lembrou que o etanol já é um combustível consagrado no Brasil e funciona bem em motores ciclo Otto (ignição por faísca) em substituição parcial ou total à gasolina, mas ainda precisa ser aperfeiçoado na composição dos motores a diesel acionados por compressão. Estão programadas avaliações de desempenho de motores com as duas misturas de biodiesel adicionadas ao diesel derivado de petróleo e consolidação de resultados.

    A Cientec tem no horizonte uma série de estudos para aperfeiçoar o biodiesel e promover os ensaios capazes de apontar sua qualidade e desvendar alternativas de matérias-primas. Por conta dessas metas, a idéia é processar um catalisador heterogêneo com formulação mais complexa do que a soda cáustica (catalisador homogêneo), do qual resultaria um biodiesel mais limpo e livre de operações de lavagem. A glicerina, um subproduto proveniente da transesterificação, também sairia mais livre de impurezas da reação, uma vez que também tem valor de mercado.

    Os outros resultados esperados ficam por conta da obtenção da torta de mamona adequada (desintoxicada) para utilização em ração animal, e das tortas de mamona e girassol para uso como biofertilizante. No momento, a Cientec finaliza uma série de estudos para ensaios de qualidade do biodiesel fabricado nos parâmetros atuais.

    O objetivo do projeto é estabelecer protocolos analíticos de controle de qualidade do produto, a exemplo do que a Fundação já realiza com os combustíveis convencionais, e caracterizar insumos e produtos do processo de fabricação de biodiesel.



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