Economia

30 de setembro de 2013

Financiamento: Créditos fiscais apoiam a inovação no Brasil

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página
    C

    onhecida pelos seus elevados índices de segurança operacional, a DuPont criou uma unidade de negócios voltada para a transferência de conhecimentos e experiências para avaliação, projeto e correção de processos industriais. Embora tenha nascido dentro da companhia, a DuPont Sustainable Solutions (DSS) se dedica exclusivamente a outras empresas de vários ramos.

    Diretor global de gerenciamento de operações de risco da DSS, Brian Rains visitou o Brasil em junho, reunindo-se com representantes de indústrias químicas e petroquímicas, além de refinarias, fabricantes de alimentos e mineradoras para apresentar a metodologia dos trabalhos oferecidos e prospectar eventuais oportunidades. A área de óleo e gás natural aparece no radar de Rains como um grande cliente, pois cada etapa da produção representa um elevado risco.

    “A indústria química, em geral, é muito segura. As estatísticas mostram que é mais seguro trabalhar no setor do que ficar em casa; o risco de dirigir em uma rodovia é mais elevado ainda”, comentou Rains. Mesmo assim, é possível ainda reduzir esses riscos, depois de identificá-los. “Podemos até atingir o grau de risco zero, mas isso exige dispor de recursos infinitos ou parar a produção”, comentou.

    Rains tem mais de 30 anos de experiência no setor químico e acompanhou as várias mudanças do setor no caminho da eficiência produtiva e segurança. A DuPont começou suas operações nos Estados Unidos com a temerária fabricação de explosivos e desenvolveu uma cultura de segurança muito rígida até por uma questão de sobrevivência – descuidos na operação resultavam na explosão das fábricas, com as respectivas fatalidades. Essa cultura permeia a história da companhia, a ponto de os visitantes do escritório de Alphaville, em São Paulo, serem intimados a usar o corrimão ao transitar pela escada.

    “Há uns vinte anos, percebemos que muitos clientes estavam interessados nos procedimentos de segurança, saúde e meio ambiente da companhia”, comentou Rains. “Há cinco anos, o CEO criou uma unidade de negócios para isso, nascida como Safety Resources, mas depois reestruturada na atual DSS”, informou, salientando que essa unidade se reporta diretamente ao CEO.

    A DSS conta com um quadro de consultores com cem profissionais experientes, em sua grande maioria, funcionários da DuPont já aposentados e altamente qualificados, atendendo a diversos clientes em todo o mundo. As atividades desenvolvidas já se relacionaram com 274 diferentes fábricas, constituindo um conjunto de experiências práticas que não se encontra na literatura.

    A DSS atende clientes de todos os tamanhos, embora sejam mais frequentes as demandas por parte de empresas que tenham de lidar com grandes riscos. Esse tipo de cliente requer soluções mais sofisticadas, incluindo análise e implantação de sistemas de controle e de projetos de engenharia. Nesse ponto, a área de óleo e gás se destaca, com um número gigantesco de válvulas e flanges, típico das refinarias.

    Rains admite que a DSS tem mais experiência com processos químicos, mas isso não a afasta de outros ramos. A atividade de mineração, pelo seu porte e risco ambiental, também é um dos focos dos serviços oferecidos. A aparentemente inocente indústria de alimentos surge como um campo recheado de oportunidades. “Fábricas que lidam com grãos ou pós, como farinhas, proporcionam a formação de atmosferas explosivas, o uso de amônia nos sistemas de refrigeração também requer cuidados especiais, assim como os solventes para extração de óleos vegetais ou mesmo a operação de geradores de vapor”, exemplificou.

    A estratégia de redução de riscos segue um caminho crescente de intervenções, começando pela adoção de procedimentos internos bem definidos e mais seguros, passo obtido mediante o treinamento do pessoal. A introdução de sistemas de segurança ativa, como alarmes, que exigem a intervenção de operadores, é o passo seguinte, anterior aos sistemas de segurança passiva, que adotam imediatamente condutas de proteção, caso dos sistemas de parada segura. O passo mais radical e avançado da estratégia é a segurança inerente (ou intrínseca).


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next