Química

15 de abril de 2010

Atualidades – Ensino e Pesquisa: Braskem doa o antigo SDCD da Copesul para a UFRGS

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Braskem doou um Sistema Descentralizado de Controle Distribuído (SDCD) à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) durante cerimônia realizada no gabinete do reitor, em 16 de março. O SDCD é o “cérebro eletrônico” de grandes plantas químicas e de outros sistemas de reação crítica, tais como petrolíferas, unidades farmacêuticas de defensivos agrícolas, entre outras. A universidade gaúcha será a primeira no Brasil a contar com esse tipo de equipamento para uso nos cursos de graduação e pós-graduação.

    O SDCD foi usado pela Unidade de Insumos Básicos da antiga Copesul, em Triunfo-RS, desde 1985. Com a compra da central petroquímica gaúcha pela Braskem, um novo sistema de última geração foi colocado em operação recentemente, aposentando o SDCD. A UFRGS também receberá um software de controle de automação atualizado, doado pela Metso, empresa finlandesa detentora de tecnologia de ponta para programação desse tipo de equipamento.

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    Assinatura de convênio: SDCD funcionará como planta virtual

    O equipamento controlava os fornos de pirólise, o coração de um cracker petroquímico, e foi colocado à disposição da atividade acadêmica. Ele será usado como um simulador de processos, que só poderia ser conhecido por estudantes da área de química se e quando fossem trabalhar na operação de empresas de grande porte.

    Para o vice-presidente-executivo da petroquímica, Manoel Carnaúba, a iniciativa fortalece a todos: a universidade, os pesquisadores e a Braskem. Ele considera o sistema como versátil, aceitando o acoplamento de computadores. Com isso, a interligação aos sistemas existentes dentro de um ambiente acadêmico será feita sem qualquer dificuldade. “É análogo a um simulador de voo usado na formação de pilotos de avião”, comparou.

    Outra vantagem vislumbrada por Carnaúba diz respeito às novas aplicações que poderão resultar do uso do equipamento em cursos de engenharia e de tecnologia da informação, que futuramente poderão ser aproveitadas pela Braskem. “Como o equipamento estará dentro de um local de pesquisa, algumas inovações poderão surgir com base em novos protocolos”, confia Carnaúba.

    De acordo com o reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, a iniciativa da Braskem é definida como “interação de conhecimento” entre a academia e a iniciativa privada. Ele adiantou que o SDCD terá sua utilização ampliada para diversas áreas da universidade. Além da engenharia química, os professores e alunos dos cursos de química, engenharia elétrica e ciências da computação terão acesso a ele, como forma de entendê-lo e até aperfeiçoá-lo. Na oportunidade, Netto aceitou convite de Carnaúba para conhecer o complexo petroquímico da Braskem, em Triunfo, incluindo o canteiro de obras da primeira planta de polietileno do mundo que produzirá eteno pela rota etílica.

    “Os profissionais formados e que trabalharem com esse sistema estarão mais capacitados para atuar na indústria química”, disse Jorge Trierweiler, professor da Escola de Engenharia da UFRGS. O equipamento tem valor estimado de R$ 500 mil – um novo custaria R$ 1 milhão.

    A cidade gaúcha de Triunfo, além de unidades completas de produção de derivados petroquímicos, reúne os principais ativos para desenvolvimento e pesquisa da Braskem: são oito unidades piloto, um centro tecnológico com os laboratórios mais avançados da América Latina, controlados pela iniciativa privada – para atividade petroquímica – onde trabalha um grupo expressivo de doutores, mestres e técnicos, todos voltados para apresentar soluções e novas aplicações em resinas termoplásticas.

    Na ocasião de assinatura do convênio de doação com a UFRGS, os executivos da Braskem anteciparam que a planta de polietileno via etanol, orçada em R$ 500 milhões, deverá entrar em operação três meses antes do previsto. Inicialmente, eles esperavam concluir a obra em 18 meses, mas poderão promover a partida da planta em caráter experimental já na virada do semestre deste ano. “O Rio Grande do Sul será a primeira região do mundo a produzir polietileno obtido de fonte renovável o que muito nos orgulha”, finalizou Carnaúba.



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