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18 de dezembro de 2010

Atualidades – Empresa – Pan-Americana amplia produção de cloro-potassa

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    tradicional empresa carioca Pan-Americana está em fase final de ampliação de sua produção de cloro e potassa cáustica na unidade de Honório Gurgel, na zona norte do Rio. Com start-up em dezembro de 2010, a capacidade da fábrica sofreu acréscimo de 30%, envolvendo um investimento de R$ 40 milhões que incluiu não só novo eletrolisador como outras mudanças na produção, na transformação e retificação elétrica, na liquefação do cloro, na estação de tratamento de água e na automação.

    Química e Derivados, João César Schwarz de Freitas, Pan-Americana, células de mercúrio para produzir cloro-soda

    Schwarz: investimento vai atender à demanda latina e gerar excedente

    Vale muito destaque o fato de o novo eletrolisador, com a tecnologia de membranas da alemã Uhde, ser considerado o estado da arte da eletrólise para gerar cloro-soda ou cloro-potassa, este último o caso da Pan-Americana. Trata-se de sistema limpo que, ao contrário das tecnologias tradicionais com células de amianto e mercúrio, não gera resíduos e, acima de tudo, tem eficiência energética bastante superior, até 25% mais econômica do que as concorrentes. Mesmo assim, a Pan-Americana mantém ainda células de mercúrio para produzir cloro-soda por meio da eletrólise do cloreto de sódio (sal), “que devem ser também substituídas no futuro”, segundo revelou o diretor comercial da empresa, João César Schwarz de Freitas.

    A ampliação, de acordo com Schwarz, visa a fortalecer o core business da Pan-Americana, a potassa cáustica em solução, insumo muito empregado como intermediário de defensivo agrícola e na neutralização em vários usos industriais. Atualmente, segundo ele, a empresa detém cerca de 50% do mercado latino-americano, estimado em 55 mil t/ano, e até 95% do brasileiro.

    “Com a ampliação, teremos capacidade para atender a todo o mercado latino e ainda teremos um excedente de cerca de 20% para exportar para outros lugares do mundo”, disse. Com a unidade existente, convertida há cerca de cinco anos de mercúrio para membranas (tecnologia Eltech), a produção total de potassa cáustica será ampliada para 70 mil t/ano. Em cloro, na unidade de eletrólise do cloreto de potássio (grau eletrolítico e importado da Alemanha), a capacidade se eleva para 26 mil t/ano, totalizando com o cloro gerado pela unidade eletrolítica de mercúrio o volume total de 46 mil t/ano. Vale ressaltar que a soda cáustica gerada nesta planta é para consumo cativo, na síntese do hipoclorito de sódio.

    De acordo com o diretor, o pulo maior da expansão será sentido na atuação no mercado argentino. Isso porque, para aumentar a participação no país vizinho, foram feitos também investimentos extras. Um tanque com capacidade para 2 mil toneladas foi alugado no terminal de Campana, a cerca de 40 km de Buenos Aires, além de outro no porto do Rio com mesma capacidade, no terminal Tequimar. A logística via navio, iniciada neste ano e que substituiu o majoritário transporte por caminhões, aliada agora à produção ampliada, pode fazer a Pan-Americana ter domínio quase total do mercado argentino, onde o consumo também visa à síntese de defensivos agrícolas. “Com a nova base no porto já subimos nossa participação de 10% para 50% do mercado. E com a ampliação com certeza teremos munição para crescer muito mais”, disse.

    Química e Derivados, José Leone de Francisco, Pan-Americana, 100% do mercado de potassa em solução

    Leone: nova logística por navio para dominar mercado na Argentina

    No Brasil, segundo o gerente comercial José Leone de Francisco, a Pan-Americana conta com 100% do mercado de potassa em solução. “Apenas entra no país um percentual bem pequeno dela sólida”, disse. Ainda conforme Leone, o propósito com o desenvolvimento da logística por navio granel é expandir ainda a venda de potassa pelos principais mercados nas Américas e Europa. “Já estamos em negociações com empresas desses continentes. Utilizar tancagens de grupos logísticos deve ser uma opção”, afirmou. “A América Latina deixará de ser importadora para ser exportadora de potassa”, completou.

    A produção de cloro líquido continuará com o mesmo destino preponderante: a venda para a companhia estadual do Rio, a Cedae, e para outras autarquias da região. O cloro, porém, não foi motivador do investimento. O produzido pela Pan-Americana é até menos competitivo em custo, em comparação com o de outras empresas especializadas, da área de cloro-soda. “O nosso cloro tem um custo maior por ser da rota do cloreto de potássio”, disse. “Mas temos que vendê-lo pelo preço do mercado”, ressaltou.

    Na produção com a tecnologia de membranas, ainda não muito presente no Brasil (embora todas as novas plantas, por portaria federal, não possam mais utilizar células de amianto ou mercúrio), também os cuidados são maiores, o que pode elevar um pouco o custo produtivo. “A salmoura precisa de água muito mais bem tratada, exigência que sobe ao se utilizar o cloreto de potássio”, disse. Mas, tendo em vista a posição comercial confortável da Pan-Americana no mercado de potassa, o peso desse investimento passa a ser menor no custo produtivo.


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