Química

15 de março de 2000

Atualidades – Empresa: Bayer cresce 15% no trimestre

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    O ano 2000 começou bem para o grupo Bayer no Brasil. O faturamento referente ao primeiro trimestre apresentou aumento de 15% sobre igual período do ano anterior, em moeda forte (dólares americanos), desempenho atribuído à melhor competitividade mundial dos produtos brasileiros alcançada após a desvalorização do real. Esse fator, no entanto, causou a queda de 13% nas vendas totais de 1999 em relação a 1998, quando avaliadas em dólares. Na moeda nacional, as vendas cresceram 33%, somando R$ 1,28 bilhão, equivalentes a 2,2% do faturamento mundial do grupo.

    Neste ano, o grupo vai investir US$ 40 milhões para ampliar as linhas de óxido de ferro (antiga fábrica da Globo em Porto Feliz-SP), de poliuretanos e de termoplásticos. Além disso, é preciso contar com a incorporação do negócio de polióis da Lyondell, adquiridos pela matriz, às atividades da filial brasileira, movimento que representa um aporte de vendas de US$ 35 milhões por ano.

    As vendas da área de polímeros do grupo, abrangendo poliuretanos, borrachas, matérias-primas industriais e termoplásticos, cresceram 14% sobre as de 1998, somando US$ 22,7 milhões. Isso se explica pela evolução do negócio de PU após a compra dos polióis da Lyondell. No final do ano, a Bayer comprou da Unigel os 33% que esta ainda detinha da antiga Companhia Brasileira de Polímeros (CBP), renomeada para Bayer Polímeros. Ao adquirir a totalidade das ações, o grupo estuda a viabilidade de promover a integração total do negócio, o que permitiria colocar todas as equipes de polímeros no mesmo endereço, em São Paulo. Existem algumas dificuldades para isso, a começar pelo fato de o prédio da sede estar em processo de reforma, um andar por vez, que deve demorar ainda alguns anos para ser concluído.

    Química e Derivados, Helge Karsten Reimelt. Millenium, cai participação de químicos

    Reimelt: cai participação de químicos

    Já na área de produtos químicos as vendas caíram de US$ 184,6 milhões em 1998 para US$ 122,3 milhões. A queda abrupta é explicada pela venda da participação na antiga Tibrás para a Millenium. As áreas de produtos para couros, têxteis e papel apresentaram estabilidade, enquanto a linha de aromas da H&R teve bom desempenho. Essa área não é prioritária na estratégia da empresa, segundo seu presidente no Brasil Helge Karsten Reimelt. “A participação dos negócios químicos no faturamento deve ser reduzida a 15% ou 10%, menos pela venda de unidades e mais pelo incremento de vendas das linhas de polímeros, saúde e produtos agropecuários”, afirmou.

    As linhas de corantes têxteis já foram unidas às da antiga Hoechst para formar a DyStar. No ano passado, a Basf aderiu ao negócio com seus produtos, permitindo ganhos substanciais para a joint venture, que pretende faturar US$ 1,22 bilhão neste ano.

    Uma das áreas prioritárias, a de saúde, abriga as linhas farmacêutica, produtos para venda direta ao consumidor (consumer care) e de diagnóstico e sofreu queda de faturamento da ordem de 20%, fechando 1999 com vendas de US$ 150,4 milhões. “Os aumentos de preços de remédios não conseguiram compensar a desvalorização cambial, item de peso nos custos, pois os princípios ativos são na maior parte importados”, disse Reimelt. Para 2000, a área farmacêutica espera recuperar vendas a partir do lançamento do antibiótico Avalox. Também contribuirá para o resultado o investimento de US$ 25 milhões feito na nova fábrica dessa divisão, que passou a produzir também pomadas e líquidos e poderá atender a toda a demanda do Mercosul, acrescendo US$ 10 milhões em exportações. Mesmo assim, o déficit comercial da Bayer permanecerá ao redor de US$ 100 milhões anuais, tendo registrado US$ 40 milhões de exportações e US$ 130 milhões de importações em 1999.

    Os produtos vendidos ao consumidor sem receita médica como a Aspirina e o Alka Seltzer, apresentaram queda de faturamento, devido à queda do poder aquisitivo da população e à concorrência extremamente agressiva.

    Na linha diagnóstica, a empresa passou a contar com os negócios da Chiron, tornando-se uma das líderes mundiais. A Bayer já havia adquirido os produtos diagnósticos da Merck e hoje fatura US$ 2 bilhões por ano com a atividade em todo o mundo. Da filial brasileira é esperado que venda algo entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões ao ano. “Ainda estamos longe disso, mas é a nossa meta”, confirmou Reimelt.

    A importância estratégica do Brasil nos negócios da Bayer aumentou com a decisão de concentrar no País as operações de suprimentos, serviços de informática e área técnica do grupo para toda a América Latina. “Não haverá centralização administrativa na região, mas prestação de serviços”, explicou Reimelt.


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