Química

15 de março de 2000

Atualidades – Efluentes: empresa cria sistema protetor de aeração

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, sistema protetor de aeração, a tecnologia está em teste na Revap-Petrobrás

    A tecnologia está em teste na Revap-Petrobrás

    Um problema de estações de tratamento de efluentes situadas em meio a conglomerados populacionais pode ser solucionado com uma tecnologia da empresa Tch-Technion, de São Paulo. Para conter os aerossóis, as gotículas líquidas geradas pelos aeradores que podem transportar microrganismos patogênicos pela ação do vento, a empresa criou um sistema baseado em uma cobertura especial para tanques de aeração.

    De acordo com o diretor da Tch-Technion, Bernardo Bacicurinski, a cobertura, em processo de patenteamento, permite a eliminação completa de aerossóis de aeradores fixos, tanto os verticais como valos de oxidação, e de sistemas flutuantes. “O principal é que sua adaptação não muda as características de mistura da aeração”, diz.

    Outra característica positiva do sistema, continua Bacicurinski, é a possibilidade de transformar a estação anteriormente operada mecanicamente por ar convencional para uma nova operação com oxigênio puro. “Caso haja necessidade de aumentar a eficiência, fazemos a alteração sem precisar de obras”, afirma. Por fechar a área de aeração, aliás, todo o gás injetado é incorporado sem perdas.

    Ao contrário de outros sistemas de proteção de aerossóis existentes no mercado, o diretor da empresa afirma que o seu possui melhor rendimento, pois uma parte da cobertura fica submersa no efluente e não apenas acima da linha d’água. Há um instalado em teste na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos-SP. Próxima a um núcleo residencial, a estação com 90% de efluente industrial e 10% doméstico, desde junho de 1999, possui o protetor em uma de suas bacias e os resultados foram satisfatórios.

    Pelo que explica Bacicurinski, foram eliminados totalmente os aerossóis e reduziu-se em 60% a emanação de voláteis detectáveis em cromatógrafo e em comparação com as demais bacias. O sistema eliminou também os odores gerados pelo efluente e caiu o nível de ruídos na bacia. No início, o processo contemplou a alimentação de oxigênio puro, obtendo-se resultados de dissolução superiores em 60% em relação às bacias sem as campânulas de proteção. Após 2 meses de teste, porém, passou a operar de forma mista, ou seja, substituiu-se uma entrada de oxigênio por uma de ar comprimido, já que a proteção havia melhorado o processo biológico no efluente.



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