Química

15 de abril de 2010

Atualidades – Couro: Indústria química pede fidelidade aos clientes

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    ice-coordenador da Comissão Setorial de Produtos Quí­mi­cos para Couros da Associa­ção Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Romil­do Sasso deu um puxão de orelha nos representantes da cadeia produtiva do couro do sul do país, em uma reunião realizada em nove de março na cidade gaúcha de Novo Hamburgo. O evento foi organizado pela Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul).

    Sasso disse que os curtumes e empresas de calçados, de maneira geral, não são clientes fiéis e muitas vezes preferem comprar produtos químicos de baixo desempenho, a preços menores, em detrimento da qualidade. Segundo o dirigente, também executivo da Basf, a indústria química gostaria de contribuir para a valorização do couro brasileiro, sendo reconhecida como parte crucial da cadeia produtiva.

    Observando que a indústria química brasileira teve uma queda de faturamento de 15% no ano passado, com receita de US$ 103 bilhões, Sasso ressaltou que existe uma expectativa de recuperação neste ano. Em relação aos produtos para couro, sublinhou que representam apenas 0,8% do global do setor e tiveram uma queda de US$ 425 milhões em 2008 para US$ 320 milhões no ano passado. A queda foi de 25% nas vendas para a produção de wet blue (menor valor agregado) e de 22% em couros acabados.

    Química e Derivados, Romildo Sasso, Vice-coordenador ds Comissão Setorial de Produtos Químicos para Couros da Associação Brasileira da Indústria Química(Abiquim), Atualidades - Couro: Indústria química pede fidelidade aos clientes

    Sasso: parte da produção química foi transferida para vizinhos

    Segundo Sasso, a comissão setorial de produtos químicos para couros tem como missão promover o aumento da competitividade e o desenvolvimento sustentável da indústria. Conforme criticou, a falta de fidelidade dos clientes desestimula manter investimentos no país. “Existem outras regiões mais competitivas. O custo Brasil é desencorajador. Não posso falar por outras empresas por razões éticas, mas a Basf, em que trabalho, já transferiu alguns ativos para a Argentina”, desabafou Sasso. Ele atribuiu esse deslocamento da produção para outros países também a razões estruturais, outro problema a ser enfrentado.

    O coordenador destacou que, mesmo assim, a Abiquim vislumbra muitas oportunidades entre os setores do couro e a indústria química, e desafiou as duas entidades a unirem esforços para desenvolver projetos conjuntos, tanto na área tecnológica quanto em pleitos na área política. O presidente da AICSul, Francisco Gomes, recebeu a proposta com entusiasmo e garantiu que a entidade representativa do setor coureiro gaúcho trilhará este caminho.

    A Abiquim identifica desafios para o setor químico, elegendo a sustentabilidade como a questão prioritária, considerada como valor fundamental e como geradora de investimentos em planejamento, desenvolvimento e inovação. Sasso citou o Programa de Atuação Responsável, lançado no Brasil em 1992. Esse programa estabelece procedimentos de melhoria contínua em vários campos de atividade da indústria, com destaque para a menor emissão de efluentes; redução na geração de resíduos; saúde ocupacional; segurança no transporte e preparação para o atendimento a emergências.

    o longo prazo, o palestrante afirmou que a entidade projeta posicionar a indústria química brasileira em 2020 entre as cinco maiores do mundo, tornando o país superavitário em produtos químicos e líder em química verde. Para tanto, prevê investimento de US$ 132 bilhões. Sasso sublinhou que o setor coureiro pode ser um parceiro em várias ações nesse programa, em vez da posição secundária que ocupa atualmente.

    Como cenários e desafios da indústria química ele lembrou a regulamentação do REACH – Regulamento para o Registro, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos comercializados na União Europeia (UE) – em vigor desde 1º de junho de 2007. “A indústria teve que registrar produtos químicos enquadrados nessa norma, gerando aumento de custos”, salientou. Além disso, a Abiquim, nos próximos dez anos, pretende acompanhar de perto a reestruturação de joint ventures ou as vendas anunciadas de grandes players do mercado.



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