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18 de setembro de 2013

Atualidades – Biocidas: Thor amplia formulações no país

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    subsidiária brasileira da transnacional de origem inglesa Thor inaugurou no dia 31 de maio uma unidade de dispersão – com um reator para cinco toneladas – para dar início à formulação combinada de fungicidas e algicidas no Brasil. Até então, a subsidiária formulava apenas bactericidas no país, dependendo da importação desses preservantes para filmes secos de tintas na forma diluída, arcando com elevados custos.

    Química e Derivados, Brenna: competitividade aumenta com fungicidas e algicidas locais

    Brenna: competitividade aumenta com fungicidas e algicidas locais

    “Perdíamos competitividade por não contarmos com formulação local de fungicidas e algicidas”, avaliou Ridnei Brenna, diretor-geral da Thor Brasil. Com o reator de aço 316L, dotado de um sistema de alimentação de pós com pressão negativa, impedindo a fuga de materiais tóxicos para o ambiente da fábrica, um investimento de US$ 2 milhões, ele pretende ampliar a participação no mercado de tintas em toda a América do Sul, com exceção de Colômbia e Venezuela, países atendidos pela unidade mexicana da companhia.

    Brenna comentou que as grandes fabricantes de tintas no país selecionam fornecedores de biocidas mediante certames (bids) que habilitam o vencedor a atender determinadas linhas produtivas pelo prazo de dois anos. “Esses bids contemplam tanto a proteção in can, com bactericidas, quanto a de filme seco, garantida com fungicidas e algicidas”, explicou. Como não era competitiva nessa segunda parte, a Thor tinha dificuldade para disputar os bids.

    Além dos custos logísticos de importação, o diretor-geral considera que os produtos formulados pela companhia no México e na Alemanha continham um teor bem mais elevado que o usualmente empregado nas tintas brasileiras, aumentando seu preço de venda. “Uma tinta europeia costuma conter de 1% a 1,5% de preservantes in can, enquanto a tinta brasileira fica entre 0,1% e 0,2%”, comentou.

    Diferentemente do Brasil, ele aponta os mercados do Chile, Peru e Equador como grandes consumidores de especialidades biocidas, mais interessados em garantir a qualidade e oferecer diferenciais aos consumidores. “No Brasil, há uma tendência à commoditização, embora a própria estrutura dos bids transfira para o fornecedor mais responsabilidades, tarefas e custos, incluindo monitoramento da linha de produção, análises microbiológicas e até a aplicação automática dos insumos”, afirmou.

    A proteção na lata (in can), bem difundida no Brasil desde a adoção do Código de Defesa do Consumidor, tem como principais biocidas a mistura de cloro e metil isotiazolinonas (CIT e MIT) com um fast killer, como o formol ou seus liberadores (semiacetais, usualmente). “O foco da Thor para proteção in can está na mistura de MIT com BIT (butil isotiazolinona), associada ou não a algum outro ingrediente, como bromopol, sais de prata ou piritionato de zinco”, afirmou. Ele admite que o preço é mais alto, mas há vantagens para o cliente e para os consumidores finais. “O formol já foi banido de vários mercados, mas no Brasil ainda é preciso esperar uma regulamentação mais rígida”, considerou. A diferença de preços entre a mistura CIT/MIT e a MIT/BIT chega a 60%, segundo Brenna.

    No caso dos fungicidas e algicidas, o uso no Brasil ainda não está totalmente disseminado. A dose média no país fica entre 0,15% e 0,2%, contra 2% das melhores tintas europeias, projetadas para durar mais de dez anos. Segundo o diretor-geral, essa aplicação usa os mesmos ingredientes ativos, tanto aqui quanto na Europa, com destaque para o carbendazim, o diuron e a octil isotiazolinona (OIT). “A Europa também usa esses ingredientes, porém na forma encapsulada para liberar os ativos para o filme em contato com a umidade do ar, garantindo atuação prolongada e o controle da lixiviação”, comentou.

    A linha de formulação de fungicidas e algicidas tem características técnicas que permitem também a produção de misturas MIT/BIT, a chamada linha MB. A partir de maio, a filial local passou a adaptar suas formulações de acordo com as necessidades de seus clientes locais, criando a linha LPB (Local Products Brazil), que já relaciona 30 itens, elaborados para clientes específicos. “Entregamos uma solução aquosa para in can e uma dispersão com fungicidas e algicidas para os fabricantes de tintas, para que eles as apliquem conforme as recomendações predeterminadas”, explicou.

    No comando da Thor Brasil desde 2009, Brenna promoveu uma reestruturação profunda da companhia, alterando o quadro de colaboradores, que passou de 15 para 30, agregado ao quadro de profissionais capacitados, com experiência em companhias internacionais.

    Mesmo assim, a participação de mercado no Brasil ainda é tímida para uma companhia com meta de faturamento mundial de € 300 milhões em 2013. Pioneira na produção industrial de isotiazolinonas, da qual é a maior fabricante mundial, a Thor detém 65% do mercado europeu de biocidas (em todos os segmentos). “A companhia tem tradição inovadora, podemos trazer vários itens diferenciados de outras fábricas para o mercado local”, comentou.


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