Química

22 de setembro de 2007

Atualidades – Atuação responsável – Pequenas empresas podem aderir

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    programa Atuação Responsável – sistema de práticas de gestão de saúde, segurança, qualidade e meio ambiente da indústria química – vai se estender para além do quadro de associados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), atingindo as micro e pequenas indústrias. O plano foi anunciado no último congresso do programa, nos dias 28 e 29 de agosto em São Paulo, e conta para isso com o apoio do Sinproquim, sindicato da indústria química de São Paulo.

    “Vamos usar a força dos sindicatos para difundir o programa entre o universo de empresas menores não associadas à Abiquim”, afirmou o coordenador-executivo do Atuação Responsável, Antonio Rollo. Para o propósito, a Abiquim conta com dois trunfos: 1) acordo de cooperação formal com o Sinproquim, que abrange agora toda política de atuação da associação e cujo símbolo maior é o fato de seu atual vice-presidente, Nelson Pereira dos Reis, ser também presidente do sindicato; 2) a elaboração de uma cartilha, denominada PreparAR, que serve de base simplificada para empresas menores começarem a adotar o programa em seus cotidianos fabris.

    Química e Derivados, Antonio Rollo, Coordenador-executivo do Atuação Responsável, Atualidades - Atuação responsável - Pequenas empresas podem aderir

    Rollo: parceria com sindicatos ajudará a difundir o programa

    A preocupação da Abiquim em difundir o Atuação Responsável para toda a indústria química brasileira tem fundamento convincente. Apesar de, até o momento, ter sido adotado obrigatoriamente pelos 140 associados e parceiros da área de transportes e serviços ambientais, a ausência das não-associadas nas práticas mais corretas de gestão pode comprometer o conquistado pelos signatários (os indicadores de desempenho do AR de 2006 estão no site www.abiquim.org.br). Mesmo que a Abiquim represente cerca de 80% do volume de produtos químicos, um deslize de uma indústria química não associada, seja um acidente ambiental ou de segurança do trabalho, afeta todo o setor.

    Química e Derivados, Marcelo Kós, Diretor técnico de assuntos industriais da Abiquim, Atualidades - Atuação responsável - Pequenas empresas podem aderir

    Kós: sustentabilidade setorial exige ir além dos associados

    A inclusão de novos adeptos faz parte de um plano de metas para 2020, “que visa a tornar o setor químico uma indústria produtora de insumos ecologicamente corretos, levando em conta sempre a análise de ciclo de vida deles”, segundo afirmou no congresso o diretor técnico de assuntos industriais da Abiquim, Marcelo Kós. “Para atingir a sustentabilidade empresarial do setor, objetivo do Atuação, não dá para ficar só nos associados”, completou.

    Outro novo aspecto importante abordado no congresso foi a divulgação de que, já em2008, aAbiquim planeja passar a divulgar os indicadores de desempenho do programa por empresas, tirando o caráter anônimo e setorial dos dados. A idéia é adotar o mesmo procedimento da versão norte-americana do Atuação Responsável. “Isso dá mais credibilidade e aumenta a responsabilidade das empresas, que passarão a ter seus nomes vinculados publicamente”, disse Antonio Rollo.

    Química e Derivados, Atualidades - Atuação responsável - Pequenas empresas podem aderir

    Mais de 500 profissionais participaram do 11º congresso do Atuação Responsável

    E por falar em indicadores, os apresentados no congresso foram positivos. Um que chamou bastante atenção foi a maior preocupação com o uso racional da água. O volume de efluentes lançados, a despeito do aumento de 10% na produção, vem caindo sistematicamente. Em uma comparação maior, de 2002 para 2006, caiu quase pela metade: de 4,19 m3/t produzida para 2,7 m3/t. “Trata-se de uma demonstração cabal de que a indústria investe cada vez mais em meio ambiente”, assegura Rollo.

    No aspecto estrutural, o programa também continua a evoluir dentro do planejado pela grande revisão realizada nos últimos anos, cujo objetivo principal era tornar a implantação mais facilitada, com a sinergia de práticas, e ao mesmo tempo com formato mais sistêmico, de gestão, englobando todas as normas ISO e demais práticas em um só pacote de implantação e auditoria. Segundo revela Marcelo Kós, a única norma que não foi possível adaptar ao programa foi a de responsabilidade social, a SA8000, por falta de entendimento com as partes envolvidas.

    Mas as demais normas, que foram estruturadas e unidas às práticas do AR a fim de preparar a indústria para a chamada excelência empresarial, já começam a ser implantadas e auditadas conjuntamente. Neste ano, verificações pilotos foram feitas na Akzo Nobel, PqU e Suzano Petroquímica, e mais para frente duas empresas, EKA e Carbocloro, foram recertificadas para valer nos novos critérios. Essas primeiras experiências serviram para ajudar em melhorias no processo que passará a ser exigido aos associados. E, em futuro próximo, a todo o setor químico brasileiro.



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