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15 de maio de 2000

Atualidades – Ambiente: Troca iônica elimina metais dos efluentes

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Rohm and Haas está querendo diversificar a aplicação de suas resinas de troca iônica no Brasil, hoje muito concentradas no mercado de desmineralização de água para caldeiras e outros processos. A idéia é entrar no mercado de tratamento de efluentes, aproveitando uma série de linhas específicas das resinas, ainda pouco comercializadas no País, com propriedades de remoção de metais pesados.

    Química e Derivados, Cunha: regeneração dá resíduos úteis

    Cunha: regeneração dá resíduos úteis

    “Para remover metais as resinas são imbatíveis, pois fixam valores bastante baixos desses resíduos, que muitas tecnologias não conseguem retirar do efluente”, afirma Osmar da Cunha, gerente regional para América Latina da Rohm and Hass. Segundo ele, a resina pode reduzir, por exemplo, quantidades de 10 ppm de metais para 0,5 ppm, enquanto tecnologias, como as de membranas, não conseguem deixar o efluente com menos de 10 ppm.

    Dispostas em vários grades, em alguns deles as resinas podem ser seletivas, quando não retêm outros íons a não ser aos que se propõe. Há uma, a Amberlite IRA-743, com base de estireno-divinilbenzeno, para remover apenas os íons do boro, a limites de 0,5 ppm. Uma aplicação com boas perspectivas, aliás, já que a indústria automobilística, além de siderúrgicas e metalúrgicas, precisam muitas vezes remover esse metal do efluente de óleos emulsionáveis.

    Ainda no caso do boro, a grande vantagem de usar as resinas é substituir o processo convencional de precipitação química e filtragem, que gera resíduos sólidos, complicados de descartar ou de incinerar. Já com o processo de troca iônica, a regeneração das resinas é feita com ácido sulfúrico, cujo subproduto será ácido bórico, possível de ser revendido para a indústria farmacêutica ou para outros usos.

    Também seletiva é a resina GT-73 Duolite, voltada para mercúrio, cádmio e prata. No primeiro caso, tem regeneração com ácido clorídico, gerando o subproduto cloreto de mercúrio (com vários usos). Há duas colunas para recuperação de mercúrio, por sinal, na unidade de cloro-soda de Igarassu-PE, do grupo Votorantin, na qual reciclam a água de processo das células eletrolíticas a uma vazão de 6 m³/h. De acordo com Cunha, há seis anos são usadas as mesmas resinas, o que prova a lenta saturação. Além desse exemplo, há aplicações ainda na Panamericana, no Rio e na Trikem, de Camaçari-BA.

    Ainda nas seletivas, a catiônica Amberlyst 15 remove cobre. Sua regeneração, com ácido sulfúrico, gera sulfato de cobre. Indicada para galvanoplastias, o subproduto dessa tecnologia cai como uma luva, em razão de seu emprego em eletrodeposição. Bom ressaltar que todas essas colunas com resinas seletivas podem ser acrescidas de outro passo para desmineralizar a água, removendo cloretos, sulfatos, sílica e carbonato, para assim utilizá-la sobretudo em caldeiras. Aliás, caso os efluentes tenham vários metais, a instalação deve também ter colunas catiônica e aniônica, junto com processos químicos de precipitação, para gerar água desmineralizada.

    Apesar das boas perspectivas em razão da escassez e do encarecimento da água, as aplicações das resinas em efluentes no Brasil ainda não chegam a 2% das vendas totais de 800 m³/a da R&H. O bom panorama é ainda reforçado pelos baixos investimentos requeridos, já que a resina não representa 15% do custo total de uma estação de recuperação. Osmar da Cunha espera que em breve a filial brasileira chegue a ter nesse “novo” segmento 10% de sua receita, nos moldes das afiliadas da Europa e Estados Unidos, regiões que utilizam as resinas para remoção de metais há quase 30 anos.



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