Química

15 de março de 2010

Atualidades – Ambiente: São Paulo financia projetos para combater efeito estufa

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    eduzir a emissão de gases de efeito estufa pode ser uma tarefa um pouco mais possível para pequenas e médias empresas paulistas. É que em março foi lançada pelo governo estadual de São Paulo a linha economia verde, um fundo de R$ 1 bilhão administrado pela agência de fomento paulista da Nossa Caixa Desenvolvimento.

    Química e Derivados, José Goldemberg, professor titular do Instituto de Eletroeletrônica e Energia da Universidade de São Paulo(USP), Atualidades - Ambiente: São Paulo financia projetos para combater efeito estufa

    Goldemberg: prioridade no estado é minimizar emissões dos veículos

    Criada com base na política estadual de mudanças climáticas (lei 13.798) – que define uma meta de redução de 20% das emissões até 2020 –, a linha oferece baixas taxas de juros (6% ao ano), com correção pelo IPC-Fipe, prazo de amortização de até cinco anos, com 1 ano de carência e financiamento integral do projeto.

    O propósito é atender principalmente pequenas e médias empresas com faturamento anual de R$ 240 mil a R$ 100 milhões. Podem apresentar projetos para obter o crédito oferecido pela agência de fomento companhias dos setores da agroindústria, transportes, saneamento, de energias renováveis, de eficiência energética, processos industriais, recuperação florestal, manejo e tratamento de resíduos. Além disso, são avaliados projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) e inventário de emissões de gases do efeito estufa.

    Em saneamento, tratamento e aproveitamento de resíduos, os projetos a serem financiados podem envolver a geração de energia elétrica ou térmica com o biogás (metano) do aterro. Mas a agência também dá “sinal verde” a obras de adaptação de sistemas de tratamento de esgoto para processos anaeróbios com recuperação e queima do metano. Faz parte também da linha verde promover a instalação de centrais de reciclagem de resíduos.

    Em processos industriais, são avaliados projetos com o propósito de usar equipamentos e modos de produção que reduzam o uso e a geração de gases CFCs, HFCs, HCFCs, PFCs e SF6. Ainda são considerados retrofittings de equipamentos de refrigeração, substituição de gases na produção e redução de perdas. Vale considerar ainda que, de forma geral, a linha verde financia projetos de substituição de equipamentos, máquinas e veículos movidos a diesel por biodiesel, de gasolina por etanol, e a óleo por gás natural, além do GLP pelo biogás.

    Para a concessão do crédito, todos os projetos passam, além da avaliação técnica-financeira, por uma análise final feita por um conselho de figuras notáveis do meio ambiente brasileiro, capitaneado pelo professor titular do Instituto de Eletroeletrônica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg. Segundo o professor, que fez uma apresentação durante o lançamento da linha verde em São Paulo no dia 15 de maio, essa característica deve fazer com que o perfil das emissões de gases do efeito estufa do estado paulista seja levado em consideração nas aprovações.

    Essa preocupação, de acordo com Goldemberg, significa que os projetos apresentados na área de transporte devam ser vistos com atenção redobrada pela Nossa Caixa e pelos conselheiros. Isso porque as emissões de veículos são as responsáveis por 56% das emissões de gás carbônico no Estado de São Paulo e por 78% das emissões da capital paulista, onde também a indústria responde, respectivamente, por 30% e 7% dos gases causadores do efeito estufa.

    Em comparação com o que ocorre globalmente, trata-se de uma diferença considerável: no mundo, a principal atividade colaboradora para o efeito estufa é a energia (carvão e gás), com 25% do total das emissões, contra apenas 13% do transporte, 19% da indústria e 17% do desmatamento. Só para complementar as diferenças, vale acrescentar que no estado de São Paulo não há desmatamento. “Pelo contrário, nós reflorestamos”, afirmou o respeitado professor.

    Interessados em concorrer às linhas da Agência de Fomento Paulista, que ainda englobam outras modalidades de financiamento, como inovação e tecnologia, devem acessar o site www.nossacaixadesenvolvimento.com.br. Com apenas um ano de existência, nessas outras modalidades, a agência já financiou 155 empresas, totalizando R$ 170 milhões em créditos aprovados e o desembolso de R$ 47 milhões, com recursos próprios, a pequenas e médias companhias paulistas de diversos setores, em especial o de bens de capital. Além disso, a agência também é repassadora dos recursos do BNDES.



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