Química

15 de maio de 2000

Atualidades – Ambiente: Feira Ecotech estréia com apelo institucional

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    A Estréia da versão nacional da Ecotech foi modesta, mas teve como ponto alto a presença de entidades nacionais e internacionais, a exemplo da Organização das Nações Unidas, por meio de representantes do Programa para o Meio Ambiente (Pnuma). Com presença de público estimada em 2 mil visitantes para aproximadamente 30 expositores e um seminário ligado a temas ambientais, a promoção ocupou parcialmente o pavilhão amarelo do Center Norte Expo, em São Paulo, de 7 a 9 de junho, e deve ganhar densidade no futuro.

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    Essa é a expectativa de Cláudio Stefanini Filho, diretor da Gessulli Eventos, de Porto Feliz-SP, ligada ao grupo Gessulli Agribusiness, organizador também da Flaias, Feira Latino-Americana da Indústria Avícola e Suinícola. O sucesso desta atraiu o interesse da holandesa Royal Dutch Jaarbeurs, um dos gigantes mundiais de feiras e exposições atuante em 15 países, promotor da VIV Europe, congênere da Flaias, tendo sido promovida a VIV América Latina, voltada à produção de proteína animal, em cooperação entre os grupos, já em 1996.

    A Jaarbeurs realiza 150 feiras por ano, entre as quais a Ecotech, com promoções na Europa (na Holanda, iniciada em 1982, contando com 347 expositores) e na Turquia (34 expositores no ano passado). Ainda neste ano, a Índia sediará promoção similar. Ante o grande potencial brasileiro na área ambiental, as empresas se uniram em joint venture para formar a Ecotech América Latina 2000. “Trata-se de feira de caráter internacional, com perfil amplo de temas, embora voltados para a área industrial”, comentou. “O nosso diferencial é a alta qualificação dos visitantes, que foi verificada pelo expositores.”

    Stefanini já confirmou para junho de 2001 a próxima Ecotech, porém tomando o cuidado de não marcá-la na semana mundial de meio-ambiente, como na inaugural. “Os expositores pediram datas fora da semana mundial porque há muitas promoções nesse período”, explicou. O seminário realizado entre empresários e técnicos especializados destacou práticas de gestão ambiental, inclusive com a apresentação de casos reais.

    Prêmio ambiental – A feira começou com a apresentação do Prêmio Ambiental von Martius, instituído pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, com patrocínio da Henkel e apoio do Ministério da Cultura. “O prêmio será concedido anualmente para iniciativas de empresas, poder público e indivíduos que promovam o desenvolvimento econômico com respeito ao ambiente”, explicou Ricardo Rose, diretor de meio-ambiente da câmara.

    Podem concorrer ao prêmio projetos concluídos ou em fase de implantação, sempre no Brasil, nas categorias de humanidade (educação e divulgação ambiental), tecnologia (desenvolvimento tecnológico com resultados ambientais positivos) e natureza (preservação e conservação do meio natural).

    O período de inscrições vai de 20 de junho a 30 de agosto deste ano, para avaliação por comissão julgadora formada por especialistas, com divulgação dos vencedores prevista para a primeira semana de outubro na Expo 2000, em Hannover (Alemanha), e entrega de troféus no final do mês, em São Paulo. O regulamento e a ficha de inscrição podem ser obtidos no site        www.ahkbrasil.com, ou solicitadas pelo tel. (0xx11) 5092-6473.

    A câmara alemã inicia em julho um programa denominado Pólo Ambiental.

    Pela iniciativa serão reunidas empresas alemãs interessadas em ingressar no mercado brasileiro diretamente ou por meio de parcerias com firmas já estabelecidas, sempre com produtos e/ou serviços na área ambiental.

    “Começaremos com mais ou menos 5 empresas, devendo chegar a 15, no máximo”, disse Rose. A iniciativa deve durar dois anos, tempo suficiente para garantir o estabelecimento de relações comerciais duradouras. Depois disso, será iniciado um novo grupo de empresas.

    Produtos e serviços – Embora sobressaísse o caráter institucional dos estandes, os interessados em novas tecnologias e em serviços ambientais tinham o que ver. Única empresa de gases industriais presente, a Aga (incorporada pela Linde em âmbito mundial) montou um conjunto de pequenos tanques que simulavam o tratamento de efluentes industriais, nos quais podiam ser avaliadas as diferentes tecnologias oferecidas pela empresa. A começar pela neutralização de fluxos com gás carbônico (CO2), usados em efluentes alcalinos (pH de 10-13), permitindo abater até 5 pontos de pH com a vantagem de permitir melhor controle da curva de neutralização.

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    “Normalmente, usa-se ácido sulfúrico para isso, mas a viragem de pH é muito abrupta, dificultando a operação”, explicou Marcos Galdeano, engenheiro especialista em meio ambiente. Além disso, o CO2 é mais seguro para os trabalhadores, evitando o risco de queimaduras e de corrosão das instalações. Para aplicações nas quais se queira quebrar emulsões, o ácido leva vantagem. Segundo Galdeano, é mais indicado aplicar o CO2 antes dos tanques nos quais se insufle oxigênio ou ar comprimido, para impedir que as bolhas desses gases arrastem o CO2, provocando perdas.

    Um dos clientes mais conhecidos desse gás são as instalações de mercerização e tinturaria nas indústrias têxteis, que apresentam efluentes muito alcalinos.


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