Química

24 de maio de 2010

Atualidades – Ambiente – Feira apóia intercâmbio tecnológico

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    e 26 a 30 de abril, a Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente (Fiema Brasil) registrou a presença de 203 expositores de 21 estados brasileiros e 13 países, em 15 mil metros quadrados de estandes montados no parque de Exposições de Bento Gonçalves-RS. Os organizadores contabilizaram 22 mil visitantes entre empresários, técnicos, estudantes e pessoas interessadas em conhecer o econegócio. Os números mostram um crescimento de 30% em comparação com a edição de 2008; e deverá proporcionar R$ 13 milhões em negócios durante os próximos meses.

    Para o presidente da Fiema, Márcio Chiaramonte, a feira funciona como uma plataforma de sustentabilidade, pois proporciona acesso às novas tecnologias de controle ambiental disponíveis no mercado combinadas com o debate acadêmico. Ao lado da Fiema, foi promovido o 2o Congresso Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente, com o objetivo de estimular o debate entre especialistas, pesquisadores, técnicos e acadêmicos, incentivando o intercâmbio de informações na área ambiental.

    Segundo Chiaramonte, a organização de empresas e entidades em torno da questão ambiental é difícil porque existem sindicatos de indústrias dos setores de plásticos, metalmecânico, couro, química, mas não há uma estrutura associativa das empresas voltadas ao controle ambiental. “Muitas empresas que realizam serviços, desenvolvem bens e produtos estão dispersas nesses segmentos”, ponderou o presidente da Fiema.

    Química e Derivados, Márcio Chiaramonte, Presidente da Fiema, Atualidades - Ambiente - Feira apóia intercâmbio tecnológico

    Chiaramonte: compra de créditos de carbono anulou impacto da feira

    De qualquer maneira, o econegócio começa a se confrontar com situações em que os empresários precisam se posicionar. Nesse aspecto, Chiaramonte saiu em defesa da cadeia petroquímica. “Virou moda jogar pedra na indústria de sacolas plásticas, mas não são questionados os projetos de engenharia dos supermercados”, atacou. “O que é pior: as sacolas plásticas, ou aqueles sistemas de refrigeração energeticamente ineficientes em prédios com iluminação artificial permanente, inadequados para os dias de hoje?”

    Coerente com a sua finalidade de difundir as práticas ambientalmente corretas, a diretoria da Fiema anunciou a compra de créditos de carbono, na casa das 30 toneladas, como forma de indenizar a sociedade pelos gases causadores do efeito estufa gerados durante o evento. Para tanto, a diretoria da feira contratou os serviços da Enerbio, consultoria especializada na montagem de projetos para venda, compra e intermediação de negócios no mercado de créditos de carbono.

    A Enerbio opera a compra e venda desses créditos por certificação do Bureau Veritas Certification, o qual atua na condição de Voluntary Carbon Standard (VCS). Trata-se da mais recente forma de investimentos em papéis provenientes da neutralização dos gases do efeito estufa. O VCS funciona como um mercado paralelo formado por empresas que não fazem parte do protocolo de Kyoto, mas querem, de maneira voluntária, criar mecanismos de medição de sua atividade poluente e pagar a conta por iniciativa própria.

    Em outras palavras, existem empresários investindo em créditos de carbono sem participarem do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que é o sistema oficial chancelado pela Organização das Nações Unidas. Ainda assim, a Enerbio atua no mercado MDL com estruturação de projetos, de comercialização de ativos de carbono, como intermediária para a obtenção de financiamentos de projetos para estratégias de neutralização de emissões, elaboração de relatórios de sustentabilidade, como o Global Reporting Initiative para organizações (GRI) e o relatório WCD – World Comission on Dams para usinas hidrelétricas de grande porte.

    A Enerbio, segundo seus diretores, detém mais de um milhão de créditos de carbono emitidos, mais de R$ 250 milhões de ativos de carbono em carteira, o registro do maior projeto brasileiro pelo padrão VCS e relacionamento com mais de 200 compradores de ativos de carbono. Com efeito, promove estudos pela metodologia GHG necessária para emissão da certificação 14064. A empresa responde por 11 projetos no sul do Brasil e dois na Região Norte vinculados a vendas de créditos de carbono de usinas hidrelétricas.

    O projeto que venderá créditos de carbono para a Fiema necessariamente será do sul do país, preferencialmente gaúcho, por solicitação da diretoria da feira. Existem duas hidrelétricas no norte do estado em condições de realizar a operação.

    Outra medida prática definida pela diretoria da Fiema foi a construção da estação de tratamento de efluentes do Parque de Eventos de Bento Gonçalves, que entrou em funcionamento durante a feira e foi projetada pela Fundação Proamb, entidade não-governamental da cidade que promove a gestão das questões relacionadas com o impacto ambiental gerado pela indústria local. A ETE trata e destina adequadamente o efluente gerado durante as lavagens do material de pintura e construção das montagens das feiras e eventos realizados no parque.


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