Tecnologia Ambiental

15 de maio de 2000

Atuação responsável: Indústria adota a política da boa vizinhança

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Hortas ao lado do pólo de Mauá: convívio possível

    Hortas ao lado do pólo de Mauá: convívio possível

    O programa da Atuação Responsável quer sair das fábricas e mostrar ao público leigo que a indústria química não é nenhum “bicho papão”.

    Química e Derivados, Indicador de desempenho de segurança de processos

    Indicador de desempenho de segurança de processos

    A

    recente decisão foi motivada depois de várias pesquisas na Europa e América do Norte mostrarem a ineficiência na adoção desse abrangente sistema de gestão de saúde, segurança e meio ambiente como forma de melhorar a credibilidade do setor. Mesmo depois de 15 anos de esforços na aplicação de suas práticas gerenciais em 45 países, e apesar dos bons indicadores conquistados, o programa não conseguiu melhorar a reputação das empresas químicas. Segundo as enquetes, sua imagem só não é pior se comparada à da indústria do cigarro.

    Embora no Brasil uma pesquisa similar sobre a imagem da indústria química só será divulgada no próximo congresso do Atuação Responsável (de 29 a 31 de agosto, em São Paulo), a percepção da coordenadora local do programa, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), é a mesma dos demais países. Isso significa que as 134 indústrias locais signatárias, ou seja, as associadas da Abiquim que juntas representam 75% da produção do País, e também as 9 empresas parceiras (distribuidoras e transportadoras), deverão intensificar a interação com a comunidade. Não por menos, o tema do próximo congresso será “Descobrindo o Atuação Responsável”, com o propósito principal de discutir alternativas para aumentar a sua transparência externa.

    Química e Derivados, Indicadores de desempenho em saúde e segurança do trabalhador

    Indicadores de desempenho em saúde e segurança do trabalhador

    Entenda-se aumento de divulgação externa não apenas marketing (que por sinal os envolvidos sempre se esforçaram em não associar à imagem do programa), mas uma série de atitudes práticas para fortalecer a credibilidade em torno dessa iniciativa voluntária da indústria química. Apesar de o Brasil ser hoje o oitavo país mais adiantado na implantação dos códigos, no mesmo nível da Bélgica, a idéia é “imitar” ações dos centros mais desenvolvidos, sobretudo o Canadá, criador do programa no início da década de 80, os Estados Unidos e a Inglaterra.

    Verificação externa – Em primeiro lugar, a partir do próximo ano deverão começar no País as chamadas avaliações externas, nos moldes do ocorrido nos Estados Unidos e Canadá desde meados de 1996. Trata-se aí de ponto crucial para melhorar a confiança da comunidade nos dados e metas divulgados pelos signatários. Até o momento, há no Brasil e na maioria dos países apenas o sistema de auto-avaliação, ou seja, as próprias empresas julgam o grau de implantação dos códigos e levantam os principais indicadores de desempenho em segurança e meio ambiente, repassando-os à associação de classe para a geração de uma média nacional.

    Com o sistema de verificação externa, terceiros checam todos os dados na empresa, para dar ou não autenticidade às informações divulgadas. Nos Estados Unidos, já foram feitas por comitês formados por vizinhos, sindicalistas, ambientalistas, advogados e acadêmicos mais de 80 verificações em 70 empresas. Do mesmo modo, no Canadá, determina-se a verificação nas indústrias logo após a implantação completa dos códigos e, depois disso, de três em três anos para verificar se o sistema continua a corresponder à expectativa da sociedade.

    Química e Derivados, Kós: público avaliará resultados

    Kós: público avaliará resultados

    De acordo com Marcelo Kós, gerente técnico da Abiquim, coordenador geral do programa desde a sua instalação no Brasil em 1992, até o congresso de agosto estará pronto o protocolo de verificação das empresas, um questionário para embasar a avaliação externa. Um grupo de trabalho formado pela Abiquim nacionaliza o procedimento e em 2001 haverá verificações piloto. A forma deverá ser similar às americanas e canadenses. E não como a adotada a partir de 2001 pelos ingleses.

    A associação da indústria química da Inglaterra (CIA) definiu recentemente que fará o Responsible Care (nome original do programa) ser auditável pelas empresas especializadas British Standards Institute (BSI), Det Norsk Veritas (DNV) e Lloyds Register. Para tanto, serão criadas normas para averiguar se a empresa pode ser considerada fiel aos códigos. E o título será questionado também a cada três anos. A decisão da CIA surgiu após uma pesquisa em que 81% dos entrevistados se mostraram favoráveis a essa atitude.


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