Produtos Químicos e Especialidades

30 de julho de 2004

Atuação Responsável: Facilita gestão dos negócios químicos

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados: Atuação: atuacao_abre. ©QDAté o final do anoa revisão do programa fica pronta,tornando-o um sistema e de auditoria,alinhado todas as normas certificáveis exigidas pelo mercado

    Química e Derivados: Atuação: Christianini adaptou o programa para o PNQ. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Christianini adaptou o programa para o PNQ.

    A indústria química brasileira está prestes a ter a sua disposição um sistema de gestão empresarial revolucionário. O acontecimento já tem data marcada: entre o fim deste ano, quando termina a revisão do programa da Atuação Responsável, e o princípio de 2005, quando sua versão definitiva já tiver sido aprovada pelo conselho consultivo nacional e apresentada para os signatários e para a sociedade.

    A revolução prometida pelo novo Atuação Responsável não é só exercício de retórica. A estrutura do programa passa por remodelação que o transforma em um sistema de gestão propriamente dito. Isso porque apenas após a revisão ele passará a incorporar em seu arcabouço de implantação o chamado ciclo PDCA (plan, do, check and act), conceito obrigatório aos sistemas de gerenciamento.

    Antes disso, em sua estrutura por códigos estanques, esse conceito de melhoria e checagem contínua do modelo não era estimulado pela estrutura do AR.

    “O Atuação Responsável, do modo como estava estruturado, era fragmentado por requisitos e não incluía o ciclo de continuidade, o que limitava seu envolvimento com a gestão das empresas”, afirmou Nelson Christianini, gerente de qualidade da Polibrasil, empresa-signatária do programa desde 1993 e bastante empenhada em vários outros sistemas de gestão. Isso significa, em resumo, que ao implantar 100% os seis códigos do programa a empresa pouco mais tinha a fazer, a não ser manter as práticas.

    Bom para o PNQ – A lembrança da experiência da Polibrasil em sistemas de gestão serve para entender o que está em curso, em um grau ainda mais abrangente e sofisticado, na revisão do Atuação Responsável. Finalista do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) em 2003 e adepta de seus critérios desde 2000, a importante produtora de polipropileno, com capital da Suzano e do grupo Basell (Basf e Shell), já transformou internamente o Atuação Responsável em parte de seu sistema de gestão integrada, realizando trabalhos que as comissões técnicas da Abiquim fazem de forma relativa no momento.

    “Organizamos cada código dentro das etapas de PDCA, utilizando as auto-avaliações como correspondentes à fase de controle [check] do ciclo”, explicou Christianini, também o coordenador da implantação dos critérios do PNQ na empresa. Para tornar possível essa adaptação, houve necessidade de alinhamento do programa com uma série de normas ISO e similares, estas sim como parte de sistemas de gestão com o conceito de melhoria contínua embutido. Foram alinhados, em um sistema integrado e preparatório para concorrer ao PNQ, programas de qualidade total, ISO 9001, ISO 14001 (meio ambiente), OSHAS 18001/BS 8800 (segurança e saúde ocupacional), SA 8000 (responsabilidade social) e ISO TS 16949 (qualidade para indústria automobilística).

    O enquadramento do AR no sistema de gestão integrado da Polibrasil não denota sua fragilidade. Pelo contrário, o único problema residia justamente no seu formato sem PDCA. Tanto é assim que quando a Polibrasil se submeteu à auditoria de certificação da ISO 14001, em 2000, segundo Christianini, por já ter na época implantado o código de proteção ambiental do Atuação Responsável, ela pouco precisou fazer. A única adaptação necessária foi justamente a de incluir requisitos de controle e melhoria contínua. O mesmo ocorreu com a certificação OSHAS 18001/BS 8800 em 2001.

    Mas não foram só essas as provas de que o Atuação Responsável vinha sendo uma boa ferramenta estratégica para a Polibrasil. Na busca pelo seu maior objetivo, a candidatura ao PNQ, o AR também foi útil, segundo explica o gerente. Rigoroso sistema de avaliação que pontua a excelência empresarial por meio da análise de criterioso relatório, e do qual ser finalista (como foi o caso da Polibrasil) já se considera uma conquista, o PNQ faz exigências de vários requisitos já atendidos pela implantação do programa da indústria química.

    Já no primeiro critério do PNQ, que questiona o exercício de liderança da empresa, o AR colabora ao propor a criação de grupos multifuncionais e de comitês executivos para gerir a implantação das práticas. Atende ainda, ao fomentar a criação de comitês técnicos e conselhos comunitários, aos questionamentos referentes à existência ou não de interação com partes interessadas, sejam fornecedores, vizinhos ou clientes. “Isso sem falar que a própria adoção ao programa já é considerado no relatório do PNQ como uma medida em busca da excelência”, diz Christianini.

    Toda a seqüência de implantação das práticas do AR fazem parte, na avaliação do PNQ, da criação de uma cultura da excelência. Ao definir indicadores de desempenho, por exemplo, uma das premissas mais recentes do programa, a empresa incorpora o critério de análise crítica avaliado pelo prêmio da qualidade e, ao adotar práticas gerenciais dos mais variados códigos, também se compromete com outro critério avaliado, o de formulação de estratégias. Além disso, ao precisar demonstrar o percentual de implementação dos códigos, a empresa mostra planejamento de medição do desempenho, outra exigência.


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