Alimentos & Bebidas

14 de julho de 2011

Aromas e Fragrâncias – Investimentos seguem aumento da demanda e sua diversificação

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    ma conjugação de fatores confere ritmo bastante acentuado à evolução dos negócios da indústria de aromas e fragrâncias instalada no Brasil. Há, inicialmente, o reflexo direto da ampliação da capacidade de consumo das camadas sociais de menor renda na demanda por artigos de beleza, higiene pessoal e limpeza – nos quais as fragrâncias constituem ingredientes fundamentais –, e alimentos industrializados, que se valem dos aromas para obter os diferenciais básicos do odor e do sabor.

    Mas essa indústria se beneficia também da crescente diversificação – facilmente perceptível nas gôndolas de qualquer supermercado –, das categorias integrantes desses setores. Cada nova versão de um alimento ou de um produto de higiene e limpeza pode exigir uma nova fragrância ou aroma. É favorecida, ainda, pelo apego do público brasileiro por determinados artigos, como os produtos de beleza.

    Essa conjuntura favorável, associada a indicadores de continuidade, gera elevados investimentos no fortalecimento qualitativo e quantitativo dos portfólios com os quais disputam mercado os fabricantes de aromas e fragrâncias presentes no Brasil (geralmente multinacionais, que trazem de outros países boa parte de suas matérias-primas e aqui realizam a sua combinação).

    A Symrise, de origem alemã, mantém atualmente um processo de transferência da produção de sua linha de aromas para uma fábrica construída no município paulista de Sorocaba (antes, a produção dessa empresa se concentrava na cidade de São Paulo). Até o final deste ano, conta Walter Ribeiro, presidente da unidade de flavours & nutrition da Symrise na América Latina, todos os aromas da empresa terão como origem a nova fábrica.

    Segundo ele, a nova planta triplica a capacidade anterior de produção de aromas da Symrise. “E, em 2012, inauguraremos em Cotia-SP nosso novo centro regional de inovação: ele atenderá toda a América Latina”, adianta Ribeiro. Segundo ele, a Symrise registrou no ano passado crescimento de 13% nos negócios em âmbito global com aromas.

    No segmento das fragrâncias, o crescimento da empresa foi ainda maior: atingiu 17%, destaca Ricardo Omori, diretor da divisão scent & care da Symrise Brasil. “E, comparativamente aos índices globais, no Brasil os números de crescimento são mais fortes”, ressalta.

    De acordo com Omori, em junho do próximo ano também as fragrâncias da Symrise começarão a ser produzidas na fábrica de Sorocaba. “Em um prazo de três anos, a empresa está investindo R$ 100 milhões no projeto dessa nova fábrica. Isso prova sua crença na continuidade do crescimento do mercado brasileiro”, observa.

    Outra fábrica brasileira para produção de aromas e fragrâncias foi inaugurada em junho último, em Vinhedo-SP, pela Takasago. Com 9 mil m² de área construída e área total de 45 mil m², a nova planta começou produzindo aromas, e a partir de agosto originará também as fragrâncias da empresa. “No confronto com outros mercados, o brasileiro atualmente se destaca em termos de crescimento e oportunidades, particularmente no segmento de fragrâncias, embora também na área de aromas registre uma taxa de crescimento diferenciada, quando comparada com outros mercados”, justifica José Pedro Anselmo, presidente da Takasago.

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    Silva: investimentos em estrutura física e na ampliação das equipes

    Pensando longe – Parece fácil justificar esse movimento de expansão e renovação do parque brasileiro de produção de aromas e fragrâncias. Afinal, como afirma Edson Silva, gerente geral da operação nacional da Firmenich, nos últimos anos esse mercado cresce no Brasil a taxas anuais que superam algo entre 1,5 e duas vezes a taxa de expansão do PIB nacional.

    Multinacional de origem suíça com faturamento global de aproximadamente 3 bilhões de francos suíços por ano, a Firmenich disponibiliza, além de aromas e fragrâncias, também algumas de suas matérias-primas. Atualmente, diz Silva, “o maior negócio da empresa corresponde à divisão de fragrâncias, mas o mercado de aromas apresenta crescimento bastante significativo”.

    Também em busca de se fortalecer nesse mercado, há cerca de dois anos e meio, a Firmenich inaugurou nas proximidades de sua fábrica, em Cotia, um novo Centro de Desenvolvimento Criativo e, há aproximadamente seis meses, inaugurou um laboratório de controle. Também adquiriu, nas proximidades de sua fábrica, uma área de 110 mil m², onde, caso deseje, poderá montar estruturas destinadas a ampliar de maneira bastante significativa sua atual capacidade de produção.

    Também de origem suíça, a Givaudan – maior provedora mundial de fragrâncias e aromas – trabalha para ampliar a estrutura de sua atual planta produtiva, localizada na capital paulista. Ali, até há pouco tempo, as operações estavam centralizadas em um único edifício, mas em meados do ano passado a produção de fragrâncias foi transferida para um novo prédio. “Agora estamos duplicando nossa área de laboratórios e preparando um prédio apenas para os serviços gerais”, conta Mauro Patrus, diretor comercial de aromas da Givaudan, “O primeiro prédio abrigará apenas a produção de aromas”, ele acrescenta.


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