Alimentos & Bebidas

14 de julho de 2011

Aromas e Fragrâncias – Indústria química garante o suprimento de insumos

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    oje mais expressiva como provedora de insumos e ingredientes para fragrâncias, a Basf ampliará sua atuação no segmento dos aromas com a inauguração, no próximo ano, de uma planta de produção de mentol na Alemanha. Bastante utilizado pela indústria de produtos de higiene pessoal, em especial nos artigos para cuidados bucais, o mentol é empregado também na confecção de alimentos, como chicletes e balas.

    A Basf produzirá uma versão sintética do mentol que, de acordo com Jennifer Schmitz, gerente de negócios aromas e fragrâncias da empresa na América do Sul, pode substituir seu concorrente natural, extraído da menta, em quaisquer aplicações. “As análises mostram que o nosso mentol é também mais sustentável (comparativamente ao natural), pois poupa processos de produção”, complementa.

    Revista Química e Derivados - Jennifer Schmitz, gerente de negócios aromas e fragrâncias da BASF

    Jennifer: mentol sintético chega para brigar com o natural

    Outro “químico aromático” – designação de um ativo químico passível de utilização em aromas e fragrâncias – disponível tanto em versão sintética quanto pelo processamento de vegetais é a vanilina (a molécula aromática associada à baunilha, e em sua forma mais tradicional oriunda dessa planta). Fornecem vanilina sintética no Brasil empresas como a Rhodia, cujo portfólio de componentes para aromas inclui também a etilvanilina (com nota aromática cerca de vinte vezes mais forte, comparativamente à vanilina).

    Utilizada em várias aplicações da indústria de alimentos – chocolate, bebidas e itens de panificação, entre outras –, a vanilina da Rhodia tem, de acordo com Luis Fernando Maida, diretor da Rhodia Aroma Performance na América Latina, um diferencial favorável quando confrontada com outros congêneres sintéticos: “Nossa vanilina é a única produzida pela rota do catecol, na qual são utilizados solventes autorizados para uso na alimentação humana, entre eles, mais recentemente, o bioetanol, de fonte renovável.”

    O consumo mundial de vanilina, detalha Maida, soma cerca de 15 mil toneladas anuais, mas as fontes naturais geram apenas 3 mil t/ano; o restante da demanda é atendido com moléculas sintéticas. O Brasil, ele acrescenta, consome 700 t do total de 1,35 mil t de vanilina comercializadas anualmente na América Latina.

    A própria Rhodia já desenvolveu um outro processo de obtenção de vanilina que utiliza fontes naturais renováveis: no caso, com a fermentação de ácido ferúlico proveniente de cereais. “Por enquanto, isso é um nicho”, ressalva Maida.

    Já a Basf integrou recentemente dois novos itens ao seu portfólio de químicos aromáticos: “Lançamos o Pyranol, excelente harmonizador para qualquer tipo de formulação de perfumes, e o Prenyl Acetate, especialidade com acordes de frutas que remetem a pera e banana”, descreve Jennifer.

    Revista Química e Derivados - Luis Fernando Maida, Rhodia aroma performance, vanilina sintética

    Maida: vanilina sintética em várias formas e concentrações

    O mentol, acrescenta, constituirá acréscimo altamente relevante a esse portfólio. “O Brasil já foi um grande produtor de mentol, mas hoje ele é quase todo importado, especialmente da Índia”, comenta. Atualmente, fontes naturais atendem à maior parte da demanda global – e também a brasileira.

    Mas o fato de ser sintético não necessariamente significa perda de competitividade de um químico aromático, considerando a crescente valorização de artigos naturais: “A molécula de nossa vanilina é idêntica à natural”, justifica Maida, da Rhodia.

    Segundo ele, a Rhodia oferece à indústria de alimentos a vanilina 99,9% pura. Há formulações com teores menores de pureza para outras aplicações, por exemplo, perfumaria, nutrição animal e mascaramento de odores de produtos de borracha ou silicone. No Brasil, a Rhodia comercializa vanilina proveniente de plantas mantidas pela empresa na França e nos Estados Unidos. “A capacidade de produção dessas plantas será agora ampliada para atender à expansão da demanda, observada especialmente nos mercados emergentes, entre eles o Brasil”, finaliza Maida.



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