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15 de abril de 2009

Aromas e fragrâncias – IFF inaugura centro criativo no Brasil

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    International Flavors & Fragrances (IFF) inaugurou em abril o seu primeiro Centro Criativo no Brasil, mediante investimentos superiores a R$ 30 milhões. Localizado em Santana do Parnaíba-SP, no condomínio empresarial do Tamboré, o centro foi planejado para facilitar o desenvolvimento de aromas e fragrâncias em trabalho colaborativo entre os especialistas da multinacional e os representantes dos clientes. Para tanto, além de contar com todos os instrumentos e equipamentos, o centro proporciona um ambiente agradável, necessário para a correta avaliação das criações.

    Química e Derivados, Maurício Poulsen, Diretor de criação e aplicação de aromas da IFF no Brasil, Aromas e Fragrâncias

    Maurício Poulsen: centro criativo permite maior aproximação com clientes

    Até a inauguração do centro criativo, a IFF conduzia seus esforços de criação de aromas e fragrâncias em locais separados, sendo o principal situado junto da fábrica de aromas, em Taubaté-SP. “Havia o problema da distância entre essas instalações e as nossas áreas comerciais, bem como em relação aos clientes”, comentou Maurício Poulsen, diretor de criação e aplicação de aromas da IFF no Brasil. As fragrâncias – insumos que criam propriedades olfativas em produtos não-ingeríveis por seres humanos – são produzidas na fábrica fluminense da empresa.

    O investimento reflete o crescimento agressivo do mercado brasileiro em todas as áreas de aplicações de fragrâncias (personal care e home care) e aromas (bebidas, padaria, confeitaria, condimentos e salgadinhos). “Quem manda de verdade no desenvolvimento dos aromas é o consumidor final”, explicou Poulsen. “Caso o aroma não agrade, é preciso voltar ao laboratório para desenvolver outro.” Ele comentou que esse tipo de risco pode ser reduzido ao mínimo por meio de ensaios realizados com grupos determinados de consumidores.

    O novo centro abriga em seus quatro andares, em meio a 8,5 mil metros quadrados de terreno, os primeiros passos no desenvolvimento de aromas. Os insumos aprovados pelos técnicos dos clientes e pelos da IFF são posteriormente encaminhados a empresas de pesquisa em diferentes regiões do país, nas quais se pretenda comercializar os produtos finais. Em geral, grandes companhias investem muito em todas as etapas do processo. Empresas de menor porte aproveitam também os recursos oferecidos por fornecedores e pela pesquisa universitária para suas aplicações. “Um cliente pequeno não usa necessariamente o portfólio padronizado de aromas”, comentou Poulsen. Ele afirmou que as empresas de menor porte são mais dispostas a assumir riscos.

    Química e Derivados, Prédio de quatro andares combina alta tecnologia e conforto, Aromas e Fragrâncias

    Prédio de quatro andares combina alta tecnologia e conforto

    O diretor explicou que o mercado considera a existência de “ícones aromáticos” sintéticos ou naturais. Muitas vezes, os aromistas são convocados para reproduzir esses ícones, um tipo de engenharia reversa. “Há dois ou três anos o mercado busca autenticidade de aromas em relação aos naturais, não se afastando deles”, informou. Há programas para recriar variantes dos aromas naturais, alguns mais ou menos aceitos nas diferentes regiões do país. Aliás, o Brasil tira proveito da grande diversidade vegetal para criar referências de origem natural conhecidas em todo o mundo, como o açaí, o guaraná e a acerola.

    Poulsen comentou que o centro criativo brasileiro está interligado a outros centros regionais de desenvolvimento da IFF em todo o mundo, situados nos Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, China (Xangai), Cingapura e México. “Os centros trocam mais informações da macrotecnologia de aromas e fragrâncias, mas não eliminam o acerto local”, disse.

    Na América Latina, a IFF também mantém centros de desenvolvimento locais na Argentina e na Colômbia, importantes para gerar adaptações ao gosto dessas regiões.

    O centro criativo conta com alta tecnologia de instrumentos, especialmente de cromatógrafos. Porém, para Poulsen, o nariz humano ainda é o mais apurado método analítico no setor, exigindo treinamento constante de pessoas. “Aromas e fragrâncias geram sentimentos que as máquinas não conseguem alcançar”, finalizou.



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