Alimentos & Bebidas

14 de julho de 2011

Aromas e Fragrâncias – Clientes procuram alternativas verdes para suas formulações

Mais artigos por »
Publicado por: Antonio C. Santomauro
+(reset)-
Compartilhe esta página

    química e derivados, miguel sinkunas, abralimp, futuro das fragrâncias

    Sinkunas: futuro das fragrâncias está nos produtos naturais

    E

    m termos gerais, representantes dos clientes desse setor analisam de maneira positiva os produtos e serviços oferecidos pela indústria de fragrâncias instalada no Brasil. Mas há senões: de acordo com Miguel Sinkunas, diretor da Câmara Setorial de Químicos da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional), o chamado “custo Brasil” e a necessidade de importação de grande parte das matérias-primas tornam os custos das fragrâncias habitualmente mais elevados.

    Além disso, complementa Sinkunas, alguns fabricantes de fragrâncias ainda “deixam a desejar” na qualidade de seus processos de produção. “Mas o Brasil conta hoje com profissionais de alto nível para os desenvolvimentos, e a diversidade disponível é boa, quase infinita”, ele destaca.

    Para Adelino Nakano, vice-presidente da ABC (Associação Brasileira de Cosmetologia), as fragrâncias brasileiras têm atualmente qualidade similar àquelas desenvolvidas em quaisquer outros países. Na verdade, ele prossegue, elas até direcionam as tendências vigentes no mercado mundial de fragrâncias. “Pode-se verificar, por exemplo, o uso de cheiros mais exóticos que remetem a algo da flora nacional”, especifica Nakano.

    Em outros países, conta o vice-presidente da ABC, fabricantes de perfumes e produtos cosméticos já utilizam em maior escala fragrâncias com mais matérias-primas naturais, obtidas de fontes e processos naturais sustentáveis (e, eventualmente, com essa sustentabilidade atestada por certificação). “No Brasil esse conceito é ainda incipiente”, ele afirma.

    química e derivados, adelino nakano, abc, flora brasileira

    Nakano: flora brasileira aparece em cosméticos estrangeiros

    Mas também no Brasil, prevê Sinkunas, da Abralimp, a indústria de fragrâncias e também seus clientes deverão se integrar mais decididamente aos conceitos da chamada “química verde”, a qual pressupõe substâncias ambientalmente menos nocivas, e provenientes de fontes renováveis, abundantes ou recicláveis.

    Por enquanto, pondera, a indústria de fragrâncias não divulgou avanços nessa área, talvez pelo fato de, por serem ainda admissíveis pequenos percentuais de matérias-primas não associadas a esses conceitos na composição de produtos com certificação “verde”, elas ainda não terem sido submetidas a pressões mercadológicas ou a decréscimo de demanda. “No futuro, esses percentuais deverão ser reduzidos, e a indústria das fragrâncias deverá acompanhar cada vez mais os princípios da química verde, buscando novas alternativas para substituir compostos indesejáveis”, projeta Sinkunas.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next