Química

7 de novembro de 2008

Apoio especializado facilita importações e exportações

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    s importações e exportações de produtos químicos requerem conhecimentos especializados para serem concluídas com êxito, ou seja, levar a mercadoria ao lugar combinado, no prazo certo e com um custo adequado ao produto e ao cliente. Com exceção dos players de porte mundial, que possuem departamentos internos para isso, o setor químico recorre a prestadores de serviços para realizar essas operações.

    Os operadores logísticos internacionais, com serviços abrangentes, capazes de levar ou trazer cargas de ou para qualquer lugar do mundo, cuidando de todos os problemas que surjam, recebem a denominação de freight forwarders. Há empresas químicas que possuem algum tipo de estrutura operacional na área e requerem apenas partes dos serviços, em caráter complementar.

    Na maioria dos casos, as empresas do ramo químico desenvolvem relacionamentos de longo prazo com esses serviços e apoio. Isso se explica pela complexidade da documentação exigida para o transporte e posterior desembaraço no destino, sem deixar de lado as legislações sobre embalagens de produtos, que podem variar entre as duas pontas do percurso. A confiabilidade entre as partes é essencial.

    “Onde há um problema, há uma oportunidade de negócio”, avalia Klaus Steinhoff, diretor-gerente da Windlogistics, profissional com mais de 23 anos de experiência em comércio internacional. A empresa está preparada para realizar todas as operações necessárias para trazer ou enviar produtos químicos, até mesmo no sistema porta a porta, assumindo a responsabilidade pelo serviço completo. Isso inclui o despacho aduaneiro, contratação de transportes em pernas terrestres, marítimas ou aéreas, acompanhamento da carga, chegando a ponto de orientar o cliente sobre o melhor momento para “fechar o câmbio”, ou seja, contratar a conversão de moeda com órgãos oficiais. A Wind lida com a média de mil contêineres por mês, dos quais entre 10% e 15% contêm cargas químicas. Durante as operações contratadas, os clientes recebem relatórios sobre o andamento, com freqüência de envio e detalhamento a combinar. No próximo ano, com a mudança do sistema de informatização, os clientes terão acesso on-line às informações referentes aos seus contratos.

    Química e Derivados, Klaus Steinhoff, diretor-gerente da Windlogistics, Apoio especializado facilita importações e exportações

    Klaus Steinhoff oferece modalidade porta a porta

    A CBF Cargo, empresa formada há quatro anos por profissionais egressos de indústrias químicas, nas quais atuavam em departamentos de comércio exterior, concentra seus esforços nas linhas químicas, dos itens menos perigosos até os infl amáveis. “A maioria dos clientes está conosco desde a fundação da empresa, que iniciou seus trabalhos com a importação de fragrâncias”, comentou Renata Bernal, gerente-geral da CBF Cargo.

    A CBF direcionou seu foco para carga seca (em contêineres fechados ou carga solta, para consolidação) e líquidos em isotanques, usando os modais marítimo e aeronáutico. “Trazemos também muitas amostras de produtos líquidos da China”, comentou Augusto Ferraiol, executivo de vendas. Ele salientou a necessidade de conhecer a fundo os produtos transportados, principalmente na consolidação de cargas.

    Química e Derivados, Augusto Ferraiol, executivo de vendas, Apoio especializado facilita importações e exportações

    Augusto Ferraiol: embalagem precisa ser homologada

    “Estamos começando a consolidar cargas químicas por meio de um agente na Região Sul e de um representante nosso na Itália”, comentou Steinhoff. Nesse caso, a Wind assegura que nenhuma informação de um cliente venha a ser conhecida por outro, ainda que as remessas sejam feitas no mesmo contêiner. No entanto, ele considera a consolidação como uma operação crítica, especialmente quanto ao desembaraço aduaneiro. Caso um produto dentro de um contêiner esteja com a documentação incorreta, todas as outras mercadorias ficarão retidas e pagarão pela estadia. “Às vezes é melhor trazer um contêiner meio vazio do que correr esse risco”, avaliou.

    O relacionamento com os armadores constitui um capítulo à parte nas complexidades dos negócios internacionais. “Eles mudam o transit time mesmo depois de aceitar as reservas de transporte”, comentou o diretor. “E quando um navio atrasa, não cabe nenhum tipo de indenização, eles só mandam o aviso de atraso ou mudança de porto de descarga”, lamentou. Isso pode gerar insatisfações com clientes, embora a Wind os avise previamente dessa possibilidade. Outro detalhe: os armadores atuam com uma taxa de conversão de moedas diferente das tabelas oficiais, acertada ao final do transporte.

    O maior problema do transporte marítimo internacional tem sido a baixa freqüência de navios que vêm ao


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