Tintas e Revestimentos

15 de julho de 2009

Tintas – Anticorrosivas têm alternativas para reduzir o custo da pintura

Mais artigos por »
Publicado por: Jose P. Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos

    O

    ano de 2008 vinha às mil maravilhas, mas a crise econômica mundial, que deu o ar das graças no segundo semestre, “enferrujou” as vendas. Nos últimos meses do ano passado, os negócios “naufragaram”. Agora começam a voltar à tona. Trocadilhos de humor duvidoso à parte, os fornecedores de tintas contra a corrosão e navais sentiram o baque da crise econômica surgida nos últimos meses do ano passado.

    A explicação para as dificuldades é simples. Os principais clientes desses revestimentos são as empresas de petróleo e gás, energia, mineração, siderurgia, açúcar e álcool e papel e celulose e os estaleiros. Todos esses segmentos, em maior ou menor intensidade, estão sofrendo com os maus ventos da economia. O mercado interno esfriou. As receitas obtidas com exportações caíram com os problemas vividos pelos países avançados. Muitas empresas adiaram projetos ou estão realizando investimentos em ritmo mais lento.

    As dificuldades dos clientes explicam o fato do nicho estar sofrendo mais do que os dos fornecedores de tintas para outros dois grandes grupos de usuários. O setor imobiliário, maior consumidor de tintas do país, começa a se recuperar e pode fechar o ano com crescimento. As vendas do setor automobilístico, outro comprador importante, desde o início do ano estão em patamar similar ao do mesmo período do ano passado.

    A boa notícia fica por conta da sensação do mercado ter passado pelo pior momento. A recuperação das vendas de tintas anticorrosivas e navais se iniciou de forma tímida depois do carnaval. O ritmo dos negócios está evoluindo, mas é difícil arriscar qualquer previsão sobre o futuro. À primeira vista, esse nicho de mercado deve lutar para atravessar 2009 sem apresentar resultados negativos. Pensando em um prazo mais longo, as perspectivas são boas. Fatores como a intensificação da exploração de petróleo e a recuperação dos estaleiros nacionais, entre outros, fortalecem o otimismo no futuro.

    Três empresas contam com importante participação nesse mercado por aqui. Duas multinacionais lutam pela liderança: a AkzoNobel International, por meio da divisão International Paint (IP), e a Sherwin-Williams, por meio da unidade Tintas Sumaré. A terceira força é a nacional Renner. Outros fornecedores participam do mercado de forma mais tímida, como a fabricante de especialidades de química fina Polipox.

    De acordo com números da As­sociação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), no ano passado o segmento de tintas industriais, no qual se encaixa esse nicho, faturou US$ 728 milhões, com evolução em torno de 21% em relação ao exercício anterior. O crescimento foi próximo ao da média do segmento de tintas como um todo, que apresentou faturamento de US$ 2,9 bilhões em 2008. Estimativa da associação aponta que o setor deve atingir faturamento próximo da casa dos US$ 3 bilhões em 2009.

    Tecnologia – Para os especialistas, o “bolso” é parte bastante sensível do corpo humano. Os grandes usuários de tintas contra corrosão e navais não gostam de perder dinheiro em operações de manutenção demoradas. Por isso, aceitam pagar mais por fórmulas com maior valor agregado. Depois, é lógico, de estarem convencidos da melhor relação custo/benefício dos produtos e de muita negociação. A particularidade abre brecha para as empresas investirem na pesquisa e desenvolvimento de novas fórmulas. Não à toa, muitas novidades chegaram ao mercado nos últimos cinco anos.

    Encontrar saídas menos prejudiciais ao meio ambiente é outro desafio constante para os fabricantes das tintas. A procura ocorre não só para satisfazer leis ambientais cada vez mais rigorosas postas em vigor em todos os cantos do planeta. Também existe a preocupação, por parte dos grandes usuários, de transmitir ao mercado a imagem de empresas responsáveis.

    As exigências incentivam estudos para promover a substituição das substâncias agressivas presentes nas fórmulas. São os casos dos compostos orgânicos voláteis (COV), mais conhecidos pelo nome de solventes, ou dos metais pesados. Nas composições mais modernas, os produtos prejudiciais estão presentes em quantidades menores ou, em muitos casos, ausentes.

    O treinamento dos usuários também preocupa os fornecedores de tintas. O correto manuseio das tintas, a preparação adequada das superfícies a ser pintadas e a aplicação feita de acordo com as recomendações são fatores muito importantes para a obtenção da qualidade desejada. Quando esses cuidados não ocorrem, a pintura se mostra ineficaz e os usuários muitas vezes culpam, de forma injusta, o produto utilizado. O problema é muito presente nas operações de manutenção. Nas novas estruturas, os revestimentos em geral são aplicados dentro de padrões de excelência rigorosos.


    Página 1 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next