Laboratório e Análises

15 de outubro de 2009

Analitica Latin America – Tecnologia aprimora tanto instrumentos sofisticados quanto itens tradicionais

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Publicado por: Maria Silvia Martins de Souza
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    Química e Derivados, Analitica Latin America

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    décima Analitica Latin America agrupou nos 18 mil metros quadrados do Transamerica Expo Center,em São Paulo, uma pletora de inovações tecnológicas para laboratórios, análises, biotecnologia e controle de qualidade. Fabricantes multinacionais de equipamentos de maior complexidade e custo, como cromatógrafos, espectrômetros, difratômetros e outros, marcaram presença com destaque especial para a rapidez de análises e limites de detecção cada vez mais baixos. Fornecedores de vidraria, reagentes e prestadores de serviço também estiveram presentes. A exemplo da edição anterior, a feira exibiu os produtos alemães e chineses em pavilhões específicos. As empresas germânicas contaram com o apoio do Ministério Federal Alemão de Economia e da Associação das Indústrias da Alemanha. Segundo essa entidade, o mercado latino-americano está cada vez mais significativo para seus filiados, já que em 2008 as exportações para a região aumentaram 32%, ultrapassando 270 milhões de euros.

    Química e Derivados, Gunter Bostelmann, Diretor da KNF Neuberger para a América Latina, Analitica Latin America

    Gunter Bostelmann controla bomba de vácuo a distância

    Numa visita ao citado pavilhão foi possível constatar que equipamentos de laboratório tradicionais também se modernizaram. As bombas de vácuo, muito usadas em laboratórios de pesquisa, receberam da empresa KNF Neuberger, localizada em Freiburg, melhorias significativas. “O modelo SC920, comandado por controle remoto, é a realização do sonho de muitos profissionais que usam rotoevaporadores”, disse o diretor para a América Latina, Gunter Bostelmann. O equipamento oferece vácuo preciso e uma grande variedade de funções ajustáveis com o controlador. Além disso, o sistema SC920 minimiza o problema de espaço no laboratório, contendo, em um só bloco, condensador, separador e controlador, além da bomba. “Para utilização em capelas, isto é muito vantajoso”, enalteceu Bostelmann. O terminal portátil permite operar o equipamento de qualquer parte do laboratório, ou da mesa do pesquisador, eliminando a necessidade das inúmeras idas e vindas, feitas quando o controle é realizado no próprio conjunto. Pressão ou sucção, tempos, unidade de medida e vários outros parâmetros de processo podem ser ajustados no terminal móvel. “O sistema pode monitorar o processo de acordo com uma curva de pressões programadas pelo usuário”, exemplificou. Caso a unidade portátil seja perdida, poderá ser encontrada pressionando-se um botão na parte fixa que faz o controle remoto emitir um som audível. “Outra novidade importante é que nossas bombas são livres de óleo”, contou Bostelmann. “Usando diafragma, minimizam-se os custos de operação e as possibilidades de contaminações”, disse. A rapidez de operação também foi ressaltada. “A bomba possui um sistema patenteado de estabilização de diafragmas que permite uma alta velocidade de sucção, inclusive a baixas pressões.” É possível alcançar um vácuo de 2 mbar e bombear até 20 litros de gás por minuto. Todas as partes em contato com os gases são fabricadas em materiais resistentes ao ataque químico. “Além disso, opera de maneira silenciosa”, acrescentou. Especializada em bombas, é a primeira vez que a KNF expõe na Analitica, mas seus produtos já estão disponíveis no Brasil há vários anos por intermédio da Marte Instrumentos Analíticos, de São Paulo.

    O tradicional método de Kjeldahl para determinação de proteínas foi alvo de melhorias introduzidas pela empresa Behr Labor Technik, de Düsseldorf. O método consiste em aquecer a substância em análise com o ácido sulfúrico, etapa chamada de digestão. Nessa fase, os componentes orgânicos se decompõem por oxidação, para liberar o nitrogênio reduzido na forma de sulfato de amônio. Quando a reação se completa, o meio, de início bem escuro, torna-se incolor. A solução é então destilada, após a adição de pequena quantidade de hidróxido de sódio, que converte o sal de amônio em amônia. O condensado é recolhido numa solução de ácido bórico. A amônia reage com o ácido, sendo o excesso deste titulado com carbonato de sódio, usando alaranjado de metila como indicador. A figura 1 apresenta as reações envolvidas no método.


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