Farmácia e Biotecnologia

19 de setembro de 2013

Analitica Latin America: Câmbio afeta o setor, mas há oportunidades

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Sistema da Metrohm: para fármacos e alimentos

    Sistema da Metrohm: para fármacos e alimentos

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    rogramada para o Transamerica Expo Center, em São Paulo, de 24 a 26 de setembro, a Analitica Latin America – Feira Internacional de Tecnologia para Laboratórios, Análises, Biotecnologia e Controle de Qualidade abrigará cerca de seiscentas marcas de fornecedores mundiais, quantidade similar à da edição anterior, em 2011. Haverá, porém, alguma renovação nesse conjunto: “Receberemos 38 novos expositores, e mais de noventa expositores internacionais”, destaca Lígia Amorim, diretora-geral da NürnbergMesse Brasil, organizadora do evento.

    Essa feira acontece em uma conjuntura na qual, apesar de indícios de reaquecimento dos investimentos em alguns segmentos de mercado, pontificam incertezas relativas à evolução da economia nacional, mas há também a recente valorização do dólar perante o real, capaz de impactar diretamente os negócios do setor, que importa grande parte do seu portfólio.

    Atualmente, essa instabilidade cambial contribui para o estabelecimento de uma conjuntura mercadológica qualificada como “desafiadora” por Fernando Harada, gerente de negócios da divisão Lab da Mettler Toledo, fabricante de equipamentos como balanças e equipamentos de análise, que importa da Suíça cerca de 95% dos artigos que comercializa no Brasil.

    Química e Derivados, Cromatógrafo iônico Dionex ICS-4000 estará no Live Lab

    Cromatógrafo iônico Dionex ICS-4000 estará no Live Lab

    De acordo com Harada, em meados deste ano foi possível observar ligeira retomada dos investimentos nesse gênero de equipamento em setores como produção de alimentos e petroquímica. Combinando esse reaquecimento de negócios com os fatores macroeconômicos, ele projeta: “Crescerão os negócios da divisão Lab da Mettler Toledo no decorrer deste ano, mas não dá para imaginar um crescimento muito grande.”

    Também a Bruker traz do exterior, especialmente da Alemanha, seus equipamentos para análise de materiais: ressonância magnética nuclear, equipamentos de fluorescência e de difração de raios X, microtomógrafos, microscópios de força atômica (todos intensamente utilizados no controle de qualidade de setores como mineração, siderurgia e petroquímica, e também em pesquisas desenvolvidas pela indústria ou pelas instituições acadêmicas).

    Nos últimos três anos, conta Danilo Bittar, diretor de vendas para a América do Sul da Bruker AXS – divisão da empresa dedicada aos equipamentos para análise de materiais –, cresceram significativamente os negócios da empresa no Brasil, mas neste ano a expansão será um pouco mais contida. “Setores como mineração e petroquímica refrearam seus investimentos, e o próprio poder público reduziu um pouco a destinação de recursos para instituições de pesquisa”, justifica.

    Menos vidros – A fabricante de vidraria para laboratórios Laborglas também deve este ano registrar ligeiro incremento em seu volume de negócios, mas o sócio-gerente Walter Pinheiro Teixeira credita essa expansão à soma das comercializações de produtos e serviços, pois já há algum tempo a demanda específica por vidros para laboratórios encolheu em decorrência da introdução de instrumentos analíticos que necessitam cada vez menos de frascos e aparelhos.

    Atualmente, compara Teixeira, a demanda por itens de vidraria é quase 15% inferior àquela existente há cinco anos. “Equipamentos para análise de condutividade, pH e oxigênio dissolvido, que anteriormente exigiam vasos específicos, hoje podem ser feitos com apenas um recipiente, e também com apenas um eletrodo”, exemplifica.

    Em compensação, interessadas em certificações ISO e em outros atestados de qualidade, mais e mais empresas exigem vidraria com o atestado da RBC (Rede Brasileira de Calibração) e, assim, demandam mais serviços da Laborglas. “Nos últimos doze meses, aumentou em cerca de 300% a quantidade de empresas interessadas em nos homologar como fornecedores de produtos com esse certificado”, conta Teixeira.

    Segundo ele, para atender à expansão dessa demanda, entre o final do ano passado e o início deste ano a Laborglas triplicou a capacidade de seu laboratório, que lhe permite trabalhar dentro dos parâmetros exigidos por essa certificação.

    Na Metrohm Pensalab, que comercializa no Brasil os tituladores, cromatógrafos de íons, medidores de pH e condutividade, entre outros equipamentos de suíça Metrohm, haverá neste ano algum crescimento de negócios, afirma Sandro Barrionuevo, gerente de aplicação, produto e marketing da empresa. “De maneira geral, o mercado não está se expandindo, mas temos presença forte em segmentos como alimentos e indústrias farmacêuticas, menos sujeitos à conjuntura econômica”, justifica. “Além disso, o Brasil é um país muito grande, sempre permite a conquista de um novo cliente, ou mais negócios regionais”, acrescenta.


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