Tecnologia Ambiental

19 de fevereiro de 2013

Ambiente – Essencis completa seu portfólio de serviços

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Furtado
+(reset)-
Compartilhe esta página

    E

    specializada em soluções ambientais, a Essencis, empresa dos grupos Solvi e Estre-BTG Pactual, está perto de finalizar sua estratégia de oferecer um portfólio completo de serviços tecnológicos para seus clientes industriais. Oriunda do ramo de gerenciamento de resíduos, com a operação de aterros próprios, unidades de blendagem e de tratamento térmico, a empresa, com aquisições e investimentos, prolongou sua atuação nos últimos anos para as áreas de remediação de solos, de controle de poluição do ar e, mais recentemente, para tratamento de água.

    “Nossa meta não é ser a maior empresa da área, mas a que tem a solução mais adequada para os clientes industriais preocupados com sustentabilidade”, revelou o presidente da Essencis, Carlos Roberto Fernandes. Sua afirmação explica a verticalização da oferta, mas também deixa à mostra o perfil comercial agressivo da empresa, que registra crescimento de 20% ao ano desde 2002 (foi fundada em 2001), resultando numa receita de 470 milhões de reais neste ano e, com base nos previstos novos nichos de atuação, de prováveis 600 milhões de reais em 2013.

    Para fazer valer a nova estratégia, reforçada com o capital do novo sócio controlador, o fundo privado formado pelo grupo Estre e o BTG-Pactual, que comprou em março de 2011 a antiga sócia Cavo (Camargo Correa), a Essencis fez várias movimentações. Comprou, por exemplo, a Prameq (ver QD-526, pág. 32), empresa especializada em monitoramento de emissões atmosféricas industriais, em dezembro de 2011, e contratou especialistas em tratamento de água para prestar consultoria na área.

    Essencis completa seu portfólio de serviços

    Linha de recuperação de resíduos metálicos em Caieiras-SP

    Também no final de 2011 a empresa investiu em tecnologia própria de tratamento de resíduos, como foi o caso da unidade de recuperação de metais em seu aterro de Caieiras-SP. Patente comprada de um pesquisador paranaense, a unidade consiste em um processo físico-químico que, por meio de tratamento ácido, precipita os metais contidos em resíduos industriais em fases distintas para cada um deles. É voltado principalmente para extrair metais (níquel, cobre, cromo, cobalto, alumínio e zinco) de lodo galvânico, efluentes de ETE e solos contaminados que retornam ao processo produtivo das indústrias.

    “Depois que começamos a operar a planta, passamos a ver o resíduo com metal pesado, antes um grande problema por ser classe 1 e de cara disposição, como uma grande fonte de receita”, explica Fernandes. Como hidróxido metálico, o resíduo é recuperado e passa a ser vendido para indústrias, como as de metais sanitários, químicas, galvanoplastias e outras consumidoras de metal. “É essa venda que viabiliza a operação, não o contrato do tratamento”, completou o presidente. Isso porque para convencer o cliente o processamento na unidade não poderá ser mais caro do que a disposição em aterro. Caso contrário, não vai haver interesse.

    Operando atualmente em um só turno, de 450 t/mês, a empresa já vendeu, por exemplo, lotes de hidróxido de níquel e, mais recentemente, de um mix metálico de cromo, ferro e níquel para a indústria de tintas. Fruto de investimento de R$ 10 milhões, com previsão de investir mais R$ 2 milhões até 2013 na expansão, a unidade ocupa 3.600 metros quadrados e tem como principais clientes os produtores de metais, que contratam o serviço de tratamento de seus lodos e solos.

    Na mesma linha de valorização de resíduos, a empresa está para ofertar tecnologia de recuperação de ferro metálico da lama de siderurgia. Também trata-se aí de patente de pesquisador brasileiro, que entrará como sócio da Essencis na empreitada. Sem revelar a base tecnológica, Fernandes apenas afirma a respeito que o mercado na área é imenso no Brasil e que o sistema é bastante viável, principalmente em comparação
    com a tecnologia normalmente utilizada na Europa, um processo térmico. A ideia no Brasil é replicar o tratamento em vários locais, possivelmente em centrais de tratamento da própria Essencis.

    Além dessas unidades para valorização, a Essencis também opera na área de manufatura reversa, para setores de linha branca, computadores e outros eletroeletrônicos, que passam por um processo de desmontagem, descaracterização, picagem e reaproveitamento de partes recicláveis. Além disso, na base de manufatura reversa em Caieiras, a empresa promove programas de eficiência energética para a troca de equipamentos com alto consumo por equipamentos de alta eficiência.

    Outra aposta da Essencis é na área de águas, em uma primeira fase como provedora de soluções de gestão para a indústria em forma de consultoria. Aliás, a empresa já tem know-how de operação de estações de tratamento em centrais próprias, como em Curitiba, onde, além de resolver seus problemas internos de percolados de efluentes, também presta serviço para terceiros. Em Caieiras, para 2013 é prevista a construção de unidade de tratamento com membranas de osmose reversa para recuperação de chorume. “Usamos muita água no processo de recuperação de metais, e no resfriamento do TDU (desorção térmica), e podemos aproveitar a água de reúso neles. O preço das membranas caiu muito e já é viável para operações desse tipo”, explicou Fernandes. Com a ETE nova, prevista para tratar 1.600 m3/dia, a Essencis para de enviar seus efluentes para tratamento na Sabesp.

    Embora não considere seu foco, a área pública hoje tem peso na Essencis por conta do seu aterro de Caieiras-SP, responsável pelo recebimento de 50% do lixo doméstico de São Paulo, ou 6,5 mil t/dia, mas que também conta com célula para aterrar resíduos classe 1 e 2 da indústria, assim como seus vários outros aterros espalhados pelo sul e sudeste do país. Nessa vertente industrial, seu verdadeiro foco segundo reitera seu presidente, a empresa também investe em nova unidade de blendagem de resíduos para coprocessamento em fornos de cimento na central de tratamento de resíduos de Betim-MG, estado com a maior produção de cimento do país.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next