Química

9 de abril de 2013

Ambiente – Beraca usa ClO2 na Fermentação alcoólica

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Beraca, de São Paulo, está fornecendo dióxido de cloro, com gerador próprio denominado DiOx, para substituir o uso de antibiótico no processo de fermentação de álcool. Sua aplicação no controle da contaminação bacteriana se mostrou eficaz em ensaios de laboratório, feitos em cooperação com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), o que culminou na sua aplicação em escala industrial, tanto em fermentações em batelada como contínua. Os resultados obtidos foram considerados positivos, pois houve uma redução significativa na contagem de células tipo bastonete, sem prejuízo às leveduras que convertem o açúcar em álcool e nas formações de produtos bacterianos, como os ácidos lático e acético. Isso fez com que as leveduras excedentes pudessem ser vendidas para empresas de ração animal ou de alimentação humana parenteral, o que não ocorria antes quando os antibióticos as contaminavam.

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    A rota para a produção do oxidante é pela reação do clorato de sódio e um agente redutor como o ácido clorídrico. Segundo o gerente comercial da Beraca, Rafael Alves, não há residual na produção e a tecnologia patenteada pela empresa, que lhe rendeu prêmio de inventor pela Finep em 2012, reduziu drasticamente a aplicação de ácido sulfúrico, contribuindo para baixar o custo da fermentação. A dosagem é feita de forma contínua e todos os equipamentos e suporte técnico relativo ao produto e ao processo do cliente são ofertados pela Beraca.

    A empresa já tem aplicações em usinas em São Paulo e no Paraná. De uma forma geral, segundo Alves, as usinas têm usado dosagens em torno de 30 ppm de dióxido de cloro para controle da infecção. Além da melhora significativa no rendimento, em todos os casos houve uma redução drástica no consumo de ácido sulfúrico aplicado no processo para purificação do fermento, em média de 40%. Além dos ganhos de produtividade e da possibilidade de comercialização da levedura excedente, esta é uma economia que também tem pesado a favor da aplicação.

    Outra indicação da Beraca é para controle microbiológico em torres de resfriamento. Segundo Alves, além de não gerar subprodutos na sua aplicação, o que já seria um outro problema a ser administrado, ele é altamente eficaz no controle das bactérias. Dessa opinião, porém, discorda José Aguiar Jr., da Kurita. Segundo ele, o dióxido de cloro é altamente reativo, o que faz com que ele reaja diretamente na superfície, sem conseguir penetrar no biofilme nas paredes do metal. “Ele reage imediatamente, por ter alta reatividade, e acaba com o efeito biocida, deixando o sistema desprotegido”, explicou.. Além disso, os oxidantes fortes, como o dióxido de cloro, têm efeito corrosivo. A reação para gerá-lo não é estequiométrica, por isso demanda altas quantidades de ácidos clorídrico ou sulfúrico (pela rota do clorito de sódio).



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