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10 de junho de 2016

Ambiente: Aquarela ajudará setor químico a gerenciar riscos de produtos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Está disponível para download no site da Abiquim (www.abiquim.org.br) a ferramenta Aquarela, uma planilha eletrônica desenvolvida pela Comissão de Gerenciamento de Produto (Gepro) da entidade para orientar indústrias químicas a implantar práticas de gerenciamento e comunicação dos impactos e riscos inerentes aos seus produtos.

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    “Esse é primeiro degrau para se conhecer o risco ligado aos insumos químicos, uma obrigação internacional, criada ainda na Rio 92”, explicou Camila Hübner Barcellos, assessora de assuntos regulatórios da Abiquim. Ela, ao lado de Lidiane Romão, analista de assuntos regulatórios da Oxiteno, e de Fernando Zanatta, responsável por product stewardship da Rhodia Solvay, todos integrantes do Gepro, foram os criadores da Aquarela, acrônimo de Análise Qualitativa de Risco Elementar da Abiquim. “Já existem programas para avaliação quantitativa de risco, são muito mais complexos e as pequenas e médias indústrias não teriam condições de operá-los”, afirmou Lidiane. Por isso, a Aquarela foi concebida para ser simples e fácil de usar. Mesmo assim, o lançamento oficial da ferramenta será feito em 31 de maio, quando a Abiquim promoverá em sua sede um curso específico para os usuários (veja inscrições no site da associação).

    Camila explica que o conceito de risco resulta do perigo inerente ao produto (dado pela classificação GHS, sistema global harmonizado) associado à sua exposição (como é aplicado, meios de transporte, para quais mercados é destinado, entre outros aspectos). “Em geral, as grandes companhias possuem sistemas para gerenciamento de riscos, mas as pequenas e médias, não. Precisamos atingir as metas setoriais e, por isso, é fundamental disseminar essa cultura”, salientou. “O programa Atuação Responsável exige o gerenciamento dos impactos dos produtos, a Aquarela ajudará a desenvolver essa parte do programa, obrigatório para todos os associados”, completou Lidiane.

    Ela comentou que, desde a Rio 92, é crescente a preocupação mundial com impactos à saúde e ao meio ambiente. “A ideia é que as empresas fabriquem produtos cada vez mais seguros, assumindo a responsabilidade sobre aquilo que colocam no mercado”, comentou. Vários países já estão muito avançados nessa tendência, entre eles os europeus e a China. A análise de risco determina, por exemplo, a vida útil de um produto. Caso ele seja classificado como muito perigoso, deverá ser substituído rapidamente. “Essa informação orienta da pesquisa e desenvolvimento no setor”, afirmou.

    O Gepro pretende iniciar a divulgação da Aquarela com cursos para os associados, mas também levará essas informações para empresas químicas não associadas à entidade e outros ramos industriais correlatos (produtos finais, como tintas e domissanitários).



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