Cosméticos

6 de novembro de 2013

Água Ultrapura: Instrumental analítico demanda água ultrapura

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Sistema Milli-Q integral: para água pura e ultrapura

    Sistema Milli-Q integral: para água pura e ultrapura

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    e acordo com Rita Gouveia, especialista de aplicação da empresa, o maior rigor para água ultrapura em cosméticos se deve à crescente preocupação da indústria com o controle de qualidade de seus produtos, cada vez mais funcionais. “Eles têm aperfeiçoado os cosméticos e estão entrando na era da cosmecêutica”, disse, referindo-se à tendência de agregar funcionalidades terapêuticas aos produtos antigamente apenas ligados à beleza e à “perfumaria”.

    Química e Derivados, Rita: cosmecêutica elevou preocupação com controle de qualidade

    Rita: cosmecêutica elevou preocupação com controle de qualidade

    Segundo Rita, colabora muito com isso os testes em laboratórios próprios e terceirizados que as indústrias precisam fazer para provar a eficácia e a não toxidez dos produtos, feitos por instrumental analítico sensível, que precisa de água de alta qualidade, seja ela purificada (tipo 2) ou ultrapura (tipo 1). “A cromatografia e a absorção atômica, por exemplo, estão em níveis de detecção tão elevados que precisam de água quase totalmente isenta de contaminantes, em traços. Caso contrário, há interferência nas análises”, disse.

    Para ela, a adaptação a normas e guias de controle de qualidade publicados pela Anvisa são também fator importante para a mudança de comportamento na indústria. Mas nesse caso a influência é maior nas médias e pequenas, que lentamente absorvem as informações e passam a se enquadrar nas boas práticas. As grandes do setor cosmético já tinham o cuidado com a água antes mesmo das ações fiscalizatórias. “Elas exportam, estão inteiradas com as normas internacionais e precisam de água ultrapura e pura na produção e nos laboratórios de desenvolvimento de produtos e de controle de qualidade”, explicou Rita.

    A atual sofisticação dos equipamentos analíticos exige parâmetros de qualidade da água que, em várias aplicações, chegam a ultratraços, em contaminantes com níveis de partes por bilhão (ppb) e partes por trilhão (ppt). Alie-se a isso as exigências normativas e o momento favorece a oferta de sistemas de produção de água ultrapura laboratorial.

    No caso da Merck Millipore, o destaque fica por conta do sistema Milli-Q Integral, que tem como grande diferencial o fato de produzir em uma mesma configuração as águas pura (tipo 2) ou ultrapura (tipo 1). “É um sistema 2 em 1, um conceito novo em que o cliente apenas liga o sistema na torneira de água potável para ter disponível todas as suas possíveis demandas no laboratório”, disse. Antes desse conceito o normal é as empresas fornecerem um sistema para cada tipo de água, o que demanda mais espaço, calibrações, qualificações e manutenções para cada sistema. “É mais prático. Quando o usuário quer água tipo 1, a tipo 2 vai para o reservatório de novo para passar pelo polimento final”, completou Rita.

    O sistema inclui pré-tratamento com três filtros para remover partículas, dureza e cloro (carvão ativado), módulo de osmose reversa para desmineralização, seguido de um eletrodeionizador (EDI), lâmpada UV e cartucho polidor misto com resinas de troca iônica catiônicas e aniônicas. Por fim, há a opção de incluir um filtro bacteriológico ou um ultrafiltro para remoção de endotoxinas, no caso de necessidades mais exigentes do mercado.

    A eletrodeionização, baseada na tecnologia de resinas de troca iônica dispostas em duas placas de membranas interligadas por fio, que provoca corrente elétrica para regenerar continuamente as resinas, tem sido bastante aplicada nos sistemas vendidos pela Merck Millipore, que, segundo seu gerente, detém 58% do mercado nacional, com cerca de 5.800 equipamentos instalados. “O EDI tem durabilidade muito maior, de 48 a 60 meses, do que a ultradeionização simples, que precisa ser trocada de uma a duas vezes por ano”, afirmou a especialista. A corrente elétrica mantém as resinas do EDI sempre regeneradas, ao contrário das resinas convencionais, cujos cartuchos precisam ser trocados ao se saturarem.

    O sistema Integral, usando o EDI Elix como retificador da osmose reversa no sistema Integral ou em outros disponíveis pela empresa, opera com água de torneira, sem a necessidade de pré-tratamento. É indicado principalmente para águas com salinidade mais alta ou com mais contaminantes, pois facilitará a adequação aos requisitos do laboratório. “Até a osmose vai ser possível remover de 95% a 99% dos sais. Com o EDI, a água fica praticamente isenta, com condutividade bem baixa, de 0,0549 mS”, explicou.


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